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Mais fácil que o tri, e certamente mais fácil que o (possível) penta, o tetracampeonato ficará para sempre na memória de todos os adeptos encarnados. Nenhum outro feito poderia ser considerado o momento do ano.
Joana Libertador, editora do SL Benfica

Assim sendo, o momento mais marcante parece mesmo ter sido aquele que se viveu no dia 8 de junho de 2017, dia da apresentação de Sérgio Conceição enquanto treinador do FC Porto. Não se pode afirmar que o momento, per se, tivesse sido particularmente relevante, mas este viria a marcar uma revolução futebolística no clube como há muito não se via.

Com pouco, Sérgio Conceição tem feito muito. A equipa tem um modelo de jogo sólido e bem definido, com ideias no momento ofensivo bem mais interessantes do que as apresentadas por Paulo Fonseca, Julen Lopetegui ou Nuno Espírito Santo, e os resultados começaram a surgir. O FC Porto fecha o ano como “campeão de inverno” o que, não valendo de muito, é sobretudo mérito do trabalho realizado pelo “homem do leme”. Espera-se agora que, em maio de 2018, os portistas possam afirmar taxativamente que o “momento do ano” 2017, para o clube, ocorreu de facto no dia 8 de junho.
Francisco Sampaio, editor do FC Porto

Após estar treze anos sem uma casa própria para as modalidades, com o adeus à Nave de Alvalade, os leões conseguiram reerguer o seu próprio território, ao lado do estádio José Alvalade. Bruno de Carvalho prometeu e cumpriu. O pavilhão foi inaugurado e conta atualmente com uma Loja Verde, um relvado sintético e a Rotunda do Leão, num complexo inaugurado com pompa e circunstância.

A verdade é que o Pavilhão João Rocha tem sido uma força importante para as modalidades. O futsal, andebol, hóquei em patins, voleibol e ténis de mesa têm tido desempenhos bastante meritórios, com muitas vitórias a serem festejadas pelos milhares de adeptos que se juntam na nova casa das modalidades leoninas. Era muito mau, para um clube eclético como o Sporting, estar a saltar de pavilhão em pavilhão para disputar os seus jogos em casa. Agora está reposta a justiça e podemos agradecer aos milhares de sportinguistas que contribuíram na Missão Pavilhão e a Bruno de Carvalho, o presidente que conseguiu, finalmente, edificar o Pavilhão João Rocha.
Diogo Janeiro Oliveira, editor do Sporting CP
Poderia falar do estado em que se encontra o futebol Português, repleto de suspeição e acusações, no entanto como é de futebol jogado que gostamos de falar prefiro destacar a conquista da Taça da Liga pelo Moreirense.
Uma equipa que, para chegar a este titulo, teve que afastar SL Benfica, FC Porto e Sporting Clube de Braga, tem que ser recordada e valorizada. Apesar de ser uma competição considerada secundária por muitos, não retira o mérito a tal conquista de uma equipa que tem lutado pela manutenção ainda que neste momento específico contasse com jogadores como Daniel Podence, Francisco Geraldes, que depois foram resgatados pelo clube a que pertencem, e retirou muito do poder ofensivo e criatividade. Ainda assim continuou a contar com Dramé, Boateng e Cauê que foram também importantes para que fosse possível alcançar este feito.

Deste momento não podemos excluir Augusto Inácio que orientou o Moreirense nesta caminhada histórica para o clube. Que momento.
Nuno Miguel Almeida, editor de Futebol Nacional

A forma categórica como o Real Madrid se impôs aos bianconeri mostra não só o poderio da equipa orientada por Zidane durante a época passada, mas também o feito histórico da conquista de um título europeu, algo inédito na era Champions (desde 1992/93), e que só encontra paralelo no AC Milan de Arrigo Sacchi, vencedor da Liga dos Campeões de 1989 e 1990.

O AS Monaco de Leonardo Jardim, pela forma como superou o poderio financeiro e hegemónico do PSG, conquistando a Liga Francesa (abrilhantada pela presença nas meias-finais da Liga dos Campeões), também merece menção neste espaço.
Pedro Machado, editor de Futebol Internacional

O piloto de ralis português terminou em segundo o Europeu de Ralis quando no início do ano apenas tinha confirmado o Rali dos Açores, prova que venceu. Magalhães teve ao seu lago Hugo Magalhães e juntos conseguiram chegar ao último rali ainda com possibilidade de serem campeões europeus. Não conseguiram, mas terminaram em segundo, o melhor resultado de sempre de um português, ainda que em igualdade com Miguel Campos, que também foi segundo no ERC em 2003.

A dupla Magalhães teve de fazer uma temporada atípica, uma vez que nunca teve apoios para preparar atempadamente o rali seguinte, o que lhe prejudicou muito, se compararmos com o campeão europeu, Kajetan Kajetanowicz, que tinha os oito ralis do campeonato assegurados desde o início e conta com o apoio da M-Sport polaca.
A superação das dificuldades e o resultados obtidos levaram a que os jornalistas acredenciados pelo ERC escolhessem Bruno Magalhães como piloto do ano. Eu, junto-me a eles e também o elejo, a ele e ao seu navegador, como o momento do ano das modalidades portuguesas.
No entanto, não posso deixar passar um outro nome, Inês Henriques, que muito lutou para que as mulheres pudessem fazer 50 quilómetros a marchar e arrecadou o ouro nos mundiais de Londres em agosto, assim como o recorde mundial. Aliás, as duas melhores marcas de sempre pertencem à portuguesa.
Rodrigo Fernandes, editor de Modalidades










