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Adeus a 2017: Os 6 momentos do ano

Redação BnR · 5 min

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sl benfica cabeçalho 1Como não poderia deixar de ser, escolhi para momento do ano a conquista do tetracampeonato. Pela primeira vez na história, o Sport Lisboa e Benfica sagrou-se tetracampeão nacional depois de mais uma época em que os rivais apostaram tudo na conquista de um campeonato. Ao comando de Rui Vitória, aquele que todos dizem não ser treinador, o clube assaltou a liderança e não voltou a sair de lá.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Mais fácil que o tri, e certamente mais fácil que o (possível) penta, o tetracampeonato ficará para sempre na memória de todos os adeptos encarnados. Nenhum outro feito poderia ser considerado o momento do ano.

Joana Libertador, editora do SL Benfica

fc porto cabeçalhoOs portistas estão habituados a vencer e, como tal, os grandes momentos são sempre aqueles que se relacionam com as grandes conquistas. Porém, essas conquistas fogem dos azuis e brancos há mais de quatro anos, demasiado tempo para quem assumia já como habitué ganhar troféus. Assim sendo, e como 2017 foi, mais uma vez, um ano marcado por um total de zero títulos conquistados, torna-se difícil apontar aquele que pode ser considerado como o “momento do ano”.

Assim sendo, o momento mais marcante parece mesmo ter sido aquele que se viveu no dia 8 de junho de 2017, dia da apresentação de Sérgio Conceição enquanto treinador do FC Porto. Não se pode afirmar que o momento, per se, tivesse sido particularmente relevante, mas este viria a marcar uma revolução futebolística no clube como há muito não se via.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Com pouco, Sérgio Conceição tem feito muito. A equipa tem um modelo de jogo sólido e bem definido, com ideias no momento ofensivo bem mais interessantes do que as apresentadas por Paulo Fonseca, Julen Lopetegui ou Nuno Espírito Santo, e os resultados começaram a surgir. O FC Porto fecha o ano como “campeão de inverno” o que, não valendo de muito, é sobretudo mérito do trabalho realizado pelo “homem do leme”. Espera-se agora que, em maio de 2018, os portistas possam afirmar taxativamente que o “momento do ano” 2017, para o clube, ocorreu de facto no dia 8 de junho.

Francisco Sampaio, editor do FC Porto

sporting cp cabeçalho 2O Sporting não venceu nenhum título no futebol profissional este ano, mas o clube não é só futebol e o ano de 2017 ficou marcado por um momento muito especial: a inauguração do Pavilhão João Rocha, no dia 21 de junho.

Após estar treze anos sem uma casa própria para as modalidades, com o adeus à Nave de Alvalade, os leões conseguiram reerguer o seu próprio território, ao lado do estádio José Alvalade. Bruno de Carvalho prometeu e cumpriu. O pavilhão foi inaugurado e conta atualmente com uma Loja Verde, um relvado sintético e a Rotunda do Leão, num complexo inaugurado com pompa e circunstância.

Fonte: Sporting CP
Fonte: Sporting CP

A verdade é que o Pavilhão João Rocha tem sido uma força importante para as modalidades. O futsal, andebol, hóquei em patins, voleibol e ténis de mesa têm tido desempenhos bastante meritórios, com muitas vitórias a serem festejadas pelos milhares de adeptos que se juntam na nova casa das modalidades leoninas. Era muito mau, para um clube eclético como o Sporting, estar a saltar de pavilhão em pavilhão para disputar os seus jogos em casa. Agora está reposta a justiça e podemos agradecer aos milhares de sportinguistas que contribuíram na Missão Pavilhão e a Bruno de Carvalho, o presidente que conseguiu, finalmente, edificar o Pavilhão João Rocha.

Diogo Janeiro Oliveira, editor do Sporting CP

Cabeçalho Futebol Nacional

Poderia falar do estado em que se encontra o futebol Português, repleto de suspeição e acusações, no entanto como é de futebol jogado que gostamos de falar prefiro destacar a conquista da Taça da Liga pelo Moreirense.

Uma equipa que, para chegar a este titulo, teve que afastar SL Benfica, FC Porto e Sporting Clube de Braga, tem que ser recordada e valorizada. Apesar de ser uma competição considerada secundária por muitos, não retira o mérito a tal conquista de uma equipa que tem lutado pela manutenção ainda que neste momento específico contasse com jogadores como Daniel Podence, Francisco Geraldes, que depois foram resgatados pelo clube a que pertencem, e retirou muito do poder ofensivo e criatividade. Ainda assim continuou a contar com Dramé, Boateng e Cauê que foram também importantes para que fosse possível alcançar este feito.

Fonte: Moreirense FC
Fonte: Moreirense FC

Deste momento não podemos excluir Augusto Inácio que orientou o Moreirense nesta caminhada histórica para o clube. Que momento.

Nuno Miguel Almeida, editor de Futebol Nacional

Cabeçalho Futebol InternacionalQuando Cristiano Ronaldo fez o 3-1 para o Real Madrid CF na final da Liga dos Campeões deste ano, o mundo do futebol soube que aquele pontapé ia ficar aninhado na história para além daquele dia, daquela semana e daquela época. Aos 63′, a Juventus era ferida de morte nas ambições à conquista da Champions e os merengues ficavam com mais de meio caminho andado para a consagração como bi-campeões europeus, que viriam a confirmar com mais um golo.

A forma categórica como o Real Madrid se impôs aos bianconeri mostra não só o poderio da equipa orientada por Zidane durante a época passada, mas também o feito histórico da conquista de um título europeu, algo inédito na era Champions (desde 1992/93), e que só encontra paralelo no AC Milan de Arrigo Sacchi, vencedor da Liga dos Campeões de 1989 e 1990.

Leonardo Jardim conseguiu ser campeão contra o todo-poderoso PSG Fonte: AS Mónaco
Fonte: AS Mónaco

O AS Monaco de Leonardo Jardim, pela forma como superou o poderio financeiro e hegemónico do PSG, conquistando a Liga Francesa (abrilhantada pela presença nas meias-finais da Liga dos Campeões), também merece menção neste espaço.

Pedro Machado, editor de Futebol Internacional

Cabeçalho modalidadesÉ difícil escolher um momento do ano em tantas modalidades. Mas vou escolher não um momento mas uma temporada e um nome. Bruno Magalhães.

O piloto de ralis português terminou em segundo o Europeu de Ralis quando no início do ano apenas tinha confirmado o Rali dos Açores, prova que venceu. Magalhães teve ao seu lago Hugo Magalhães e juntos conseguiram chegar ao último rali ainda com possibilidade de serem campeões europeus. Não conseguiram, mas terminaram em segundo, o melhor resultado de sempre de um português, ainda que em igualdade com Miguel Campos, que também foi segundo no ERC em 2003.

Fonte: Rodrigo Fernandes
Fonte: Rodrigo Fernandes

A dupla Magalhães teve de fazer uma temporada atípica, uma vez que nunca teve apoios para preparar atempadamente o rali seguinte, o que lhe prejudicou muito, se compararmos com o campeão europeu, Kajetan Kajetanowicz, que tinha os oito ralis do campeonato assegurados desde o início e conta com o apoio da M-Sport polaca.

A superação das dificuldades e o resultados obtidos levaram a que os jornalistas acredenciados pelo ERC escolhessem Bruno Magalhães como piloto do ano. Eu, junto-me a eles e também o elejo, a ele e ao seu navegador, como o momento do ano das modalidades portuguesas.

No entanto, não posso deixar passar um outro nome, Inês Henriques, que muito lutou para que as mulheres pudessem fazer 50 quilómetros a marchar e arrecadou o ouro nos mundiais de Londres em agosto, assim como o recorde mundial. Aliás, as duas melhores marcas de sempre pertencem à portuguesa.

Rodrigo Fernandes, editor de Modalidades

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