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10.º – Victor Lindelof

A par de Renato Sanches foi a grande revelação do ano. Quem poderia prever que, em apenas alguns meses, Lindelof evoluísse de “trinco” da equipa B do Benfica, suplente da selecção sub-21 da Suécia, para um dos mais respeitados e desejados defesas-centrais do futebol mundial? Com apenas 22 anos, conquistou a titularidade do Benfica, tornando-se num dos esteio do tricampeonato, jogando com elevada qualidade, tanto ao lado do “capitão” Luisão, como do “capitão” Jardel. As suas exibições não passaram despercebidas e, com naturalidade, assumiu a titularidada da selecção princial da Suécia, sendo considerado, em 2016, no melhor defesa do seu país. A sua qualidade (e margem) de progressão abriram o apetite aos tubarões. O Manchester United de José Mourinho parece, no entanto, ter ganhado a corrido. O ano de Lindelof deverá representar, para o Benfica, a mais alta venda da sua história.
9.º – Carlos Nicolia

Alguém merecer o estatuto de sucessor de António Livramento e Panchito Velásquez, dois históricos hoquistas, os melhores da história do Benfica – e eternos na história da modalidade –, pareceria, assim à primeira vista, impossível no imediato. Mas eis que surge Carlos Nicolia, argentino, 30 anos, capaz de elevar cada intervenção em quadra, cada processo individual e colectivo que protagoniza, a níveis incomuns de genialidade. O melhor jogador de hóquei em patins do Benfica foi, no ano que finda, a grande figura das modalidades colectivas do clube. Nicolia foi (e é) o melhor do campeonato nacional, da Liga Europa e do último Campeonato do Mundo (que venceu em 2015 com as cores do seu país; carrasco de Portugal nas “meias” da prova). Um atleta extraordinário que conseguiu algo raríssimo: ter tanto orgulho em representar o Benfica, quanto tem o clube em poder contar consigo.
8.º – Nico Gaitán

O ano de 2016 marcou a despedida de Nico Gaitán do Benfica – um “até já” à imagem da sua passagem pelo clube:com sucesso, vitórias e títulos. Será difícil esquecer o talento deste argentino que, durante seis épocas, tudo deu (o talento e a dedicação) em defesa do nosso/seu clube. Depois de se sagrar tricampeão, de vencer uma Taça de Portugal e cinco Taças da Liga, Gaitán foi transferido para o Atlético de Madrid, correspondendo à admiração que o técnico Simeone, seu compatriota, há muito anunciara nutrir por si. Um dos “capitães”, pilares do grupo que, dentro do campo, representam a força e o querer que nasce nos corações de todos os benfquistas. São jogadores como Gaitán que explicam o renascimento da mística do Benfica (dentro e fora do campo); um segredo que, na forma, é bem conhecido por todos, no conteúdo, porém, é inantigível para qualquer outro.
7.º – Pedro Nunes

Não haverá modalidade que diga tanto aos benfiquistas como o hóquei em patins. Após década e meia de grandes dificuldades, na viragem do século, foram os sócios e os adeptos a recusarem ver morrer esta secção; ajudo-a a reerguer-se. Esse esforço colectivo, permitiu que o hóquei em patins do Benfica atingisse o seu auge competitivo em 2016. A equipa orientada por Pedro Nunes sagrou-se bicampeã nacional – a única das modalidades de pavilhão a conquistar o respectivo campeonato (algo surpreendentemente negativo) –, coroando uma época de ouro com os títulos na Liga Europa e na Taça Continental. Pedro Nunes, contratado em 2013, tem significativa fatia de mérito (tal como teve o antecessor Luís Sénica) e, com ele, o Benfica tornou-se (outra vez) a melhor equipa de hóquei em patins do mundo.
6.º – Rui Costa

O director desportivo para o futebol do Benfica (e admnistrador da SAD do clube) mantém-se, invariavelmente, discreto. No entanto, o seu conhecimento sobre a modalidade – que Jorge Jesus tão bem reconheceu um dia – permite ao Benfica uma vantagem difícil de igualar. A par de Luís Filipe Vieira, é o responsável pelo plantel às ordens de Rui Vitória, que tão boa conta deu, em 2016, em todas as provas em que participou. O facto de ter criado um grupo tão competente, que une o talento à capacidade de trabalho, faz com que mereça ser incluído como uma das figuras do ano. São muitos os bons exemplos – depois da extraordinária aposta em Pablo Aimar, em 2009, desta vez, foi possível confimar com maior exactidão o acerto da aposta em Jonas, jogador incrivelmente dispensado pelo medíocre Valência. Quem sabe sabe.
5.º – Renato Sanches

A grande revelação do Benfica e do futebol português – um ano de ouro para este enorme talento. Formado nas escolas do Benfica, começou a época 2015/2016 na equipa B do clube. À entrada de 2016, já havia assumido a titularidade na equipa principal, já era escolha de Fernando Santos para a selecção nacional (com a qual conquistou o título europeu) e desejado pelos grandes clubes do futebol mundial. Festejou efusivamente, junto com os seus, o 35.º título de campeão nacional do Benfica e partiu, rumo a novas aventuras, fruto de uma transferência milionária para o Bayern de Munique (onde é opção regular de Carlos Ancelotti). Alguns “especialistas” não compreendem aquilo que Renato Sanches dá a uma equipa; outros, menos esclarecidos, deram-lhe o Golden Boy, que premeia o melhor jovem (sub-21) a actuar na Europa. Tudo isto, com apenas 19 anos.
4.º – Jonas

Palavras para quê? Foi o melhor jogador e marcador da Liga portuguesa, espalhando magia pelos relvados de Norte a Sul do país. Ter Jonas na equipa, é garantia de qualidade – não é só o que marca, mas tudo aquilo que dá ao colectivo; um exemplo de talento e, talvez, o jogador mais inteligente (com e sem bola) que a (melhor) memória benfquista permite recordar. Autor de 36 golos, na última época, em todas as competições (já leva 68 em duas épocas e meio na Luz), o seu ano ficou ainda marcado por dois momentos negativos: a confrontação com o ex-treinador Jorge Jesus, após o final da Supertaça Cândido de Oliveira (ganha pelo Sporting) e a contração de uma bactéria, pós-cirúrgica, que o limitou fisicamente neste final de ano. No primeiro caso, a situação foi largamente ultrapassada; no segundo, hvaerá futuro para tudo se normalizar.
3.º – Luís Filipe Vieira

O líder do clube, principal figura do projecto que, entre muitas outras coisas, devolveu a credibilidade ao Benfica junto de parceiros, sócios e adeptos. Actualmente, o clube pode desfrutar da sua evolução estrutural, o que lhe permitiu ocupar, novamente, uma posição dominadora no universo futebolístico nacional. Luís Filipe Vieira é o rosto desse sucesso – já não anunciado ou desejado; mas prático, alcançado objectivamente, dentro das quatro linhas. A troca de Jorge Jesus por Rui Vitória não mereceu consenso. No entanto, o tempo acabou por dar razão à forma como todo o processo foi gerido. O Benfica voltou a sagrar-se tricampeão de futebol (após 39 anos de espera) e é o único clube português capaz de lutar pelo título de campeão nas mais representativas modalidades colectivas do nosso país.
2.º – Telma Monteiro

Telma Monteiro foi a atleta mais bem-sucedida da delegação portuguesa presente nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A atleta do Benfica conquistou a medalha de bronze, nas provas de judo (-57 Kg). Telma Monteira é um símbolo do projecto desportivo do clube, construído de raiz, sempre com o objectivo de vencer o que há para vencer (e, assim, engrandecer o nome do clube em Portugal e no mundo). O Benfica pode não ganhar sempre, mas, na verdade, ganha sempre mais do que todos os outros – o trabalho, a dedicação e o talento de Telma Monteiro são, simplesmente, garantia de sucesso. Aos 30 anos, Telma Monteiro renovou, recentemente, pelo seu clube, por mais cinco épocas, apontando já baterias para as próximas grandes competições, com destaque para os Jogos de 2020, em Tóquio. No Benfica, não há reformas douradas – quem fica, fá-lo para se superar.
1.º – Rui Vitória

A herança de Rui Vitória pesava toneladas. O início foi, naturalmente, complicado – facto aproveitado pelas falhas de carácter do seu antecessor. Porém, Rui Vitória manteve-se fiel aos seus princípios e valores, não se deixando arrastar pelo lamaçal, elevando o discurso, acentuando as diferenças quanto ao (seu) bom senso e bom gosto. As suas qualidades humanas e técnicas conquistaram o grupo, que, gradualmente, de forma sustentada, se tornou num exemplo de competência e fiabilidade. Venceu o campeonato (com pontuação recorde), a Taça da Liga e bateu o pé ao Bayern de Munique, nos “quartos” da Liga dos Campeões. Um treinador à altura do clube; um trabalho digno da sua história gloriosa. Os adeptos agradecem – e esperam que tenha sido apenas o início de uma história ainda mais bonita.










