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As 3 estrelas que teimam em não brilhar nas suas balizas

Ricardo Rafael Silva · 3 min

Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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1.

André Moreira – Passam os anos e uma das estrelas prometida não brilha, André Moreira, regressou ao Belenenses SAD com a intenção de, finalmente, conseguir afirmar toda a qualidade que já lhe fora vista, mas ainda não foi desta que provou o seu valor. Aos 24 anos, fica a pairar a dúvida, qual é o real valor de André Moreira?

Em 2019/20, ano em que, depois de uma sucessão de empréstimos malsucedidos pelo Club Atlético de Madrid, o guarda-redes conseguiu um novo começo que garantia a estabilidade necessária para crescer, em vários momentos fez da baliza uma fortaleza, e nesta “tenra” idade teria tudo para ser um dos portugueses com mais impacto da atualidade.

Porém, quando teve oportunidades de brilhar no XI comprometeu em diferentes ocasiões, conseguindo um record na Liga, de 15 jogos onde sofreu 22 golos e manteve a baliza livre em 4 dos mesmos. Cedo se percebeu que Koffi oferecia mais segurança, estas condições mantiveram a sua condição de suplente.

Os anos vão passando, a pressão é cada vez maior e as oportunidades em ligas de topo vão diminuindo consoante a idade, o diagnóstico sobre o seu potencial parece ser totalmente incorreto, com o acumular de épocas onde faz parte do lote de jogadores que desiludem.

2.

Joel Pereira – Nesta pasta de guarda-redes que prometiam ser estrelas e acabaram desiludir quem acreditava no seu potencial, temos Joel Pereira.

O trajeto do luso suíço é, no mínimo, desastroso, um pouco por culpa própria, mas também de Mourinho, uma vez que no momento em que estava a evoluir e a ganhar segurança, no Belenenses, foi repescado pelo “special one” para ser o terceiro guarda-redes do Manchester United FC. Algo que abalou a confiança até aí conquistada e algo perdida até à data.

Em Portugal, aquando da sua passagem pelo Vitória FC, foi figura pelos piores motivos, em momento algum provou que poderia ser uma solução de confiança entre os postes, a meio da temporada acabou por ser transferido para o Kortrijk, na Bélgica.  Os empréstimos continuaram e na temporada transata jogou no Hearts, da Escócia, onde a chuva de críticas aconteceu em grande abundância.

3.

Miguel Silva – Por fim, Miguel Silva. Não tem a cobertura mediática nem o “hype” dos jogadores antes falados, porém, para os adeptos vitorianos, era significado de esperança numa posição onde são francamente uns pontos abaixo dos adversários diretos.

Depressa perdeu o estatuto de esperança, após uma época de relativo sucesso, começou a apresentar fragilidades, anteriormente disfarçadas pelo deslumbro inicial. Os anos passaram e nunca conseguiu superar Douglas. Agora segue para o APOEL, do Chipre, à procura de um novo começo.

Nenhuma das carreiras referenciadas estão acabadas, o percurso de um guarda-redes é alongado, em muitos casos até aos 40 anos, o que possibilita a que nada esteja perdido. O André, o Joel e o Miguel são exemplos de muitos jogadores na mesma situação. As expectativas criadas como futuras estrelas em torno destes jovens atletas tornam-se pressões muito perigosas para o seu desenvolvimento em campo e fora dele.

Artigo revisto por Joana Mendes

Ricardo Rafael Silva

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