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As 8 Revelações da Liga Portuguesa em 2019

João Pedro Ferreira · 13 min

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Aproximando-se o fim de ano e, decorridos sensivelmente quatro meses desde o começo do campeonato da Primeira Liga, é hora de dar destaque a quem, efetivamente, o tem feito por merecer. Sendo assim, e porque não só de golos vive o futebol, a presente lista inclui jogadores das mais variadas posições: um guarda-redes, três defesas centrais, um médio defensivo, dois extremos e um ponta de lança.

Na impossibilidade de mencionar todos os jogadores (que não representam os «Três Grandes») que sobressaíram durante estes meses iniciais do campeonato, a lista que se segue inclui, apenas alguns dos futebolistas que se exibiram, com maior regularidade, a um nível elevado.

Posto isto, importa salientar que outros atletas, tais como Toni Martínez e Pedro Gonçalves (FC Famalicão), Francisco Trincão (SC Braga), Mohamed Diaby (FC Paços de Ferreira), ou até mesmo Zaidu Sanusi (CD Santa Clara) protagonizaram, igualmente, excelentes exibições neste início de prova.

8.

Edmond Tapsoba é, aos 20 anos, um defesa central com um potencial tremendo e as suas excelentes atuações não têm passado despercebidas além-fronteiras
Fonte: Vitória Sport Clube

Edmond Tapsoba (Vitória SC): Nascido a 2 de fevereiro de 1999 na capital política do Burquina Faso, Ouagadougou, a caminhada de Tapsoba na modalidade começou no local Salimata et Taséré Football Club (“Salitas”), uma das principais academias do país. Depois, e ainda antes de rumar a Portugal com 18 anos, teve uma breve passagem pela Union Sportive de Ouagadougou, conjunto que militava na primeira divisão do futebol burquinês.

Chegado a território luso, em julho de 2017, não tardou a impor-se nos juniores do Leixões SC, ajudando a formação matosinhense a alcançar o segundo lugar na Primeira Fase do Campeonato Nacional da I Divisão, de tal modo que em janeiro do ano seguinte seria contratado pelo Vitória SC. Ora, desde que chegou à cidade de Guimarães, Edmond tem experienciado uma rápida ascensão: após sensivelmente seis meses ao serviço da formação de sub-19 dos Conquistadores, o jovem central nascido em Ouagadougou foi promovido à equipa B, onde se afirmou como o segundo futebolista com mais minutos somados (30 jogos e sete golos marcados), na exigente Segunda Liga.

Já este verão, mereceu a confiança de Ivo Vieira, técnico da formação principal, e desde então tem vindo a deslumbrar seja na Primeira Liga, seja na Liga Europa. Assim sendo, e apesar de ser o mais jovem de entre os centrais do Vitória SC, Tapsoba é, no meu entender, o mais completo, principalmente no momento com bola. A este respeito, realce-se a sua enorme capacidade de passe que lhe possibilita completar, com sucesso, uma média de (6, 2) passes longos por jogo no principal escalão do futebol luso. Para além disso, é, geralmente, inteligente no modo como se posiciona em campo, algo que merece ser salientado, tendo em conta a sua juventude. Por fim, e por se tratar de um jogador de grande envergadura (1, 92 metros e 82 quilogramas), Tapsoba revela-se muito capaz no jogo aéreo, ganhando, em média, (61, 8%) dos duelos disputados em jogos da Liga.

7.

Hervé Koffi, no dia da sua apresentação como jogador do Lille Olympique Sporting Club Métropole
Fonte: Lille OSC

Hervé Kouakou Koffi (Belenenses SAD): Nascido na capital económica do Burquina Faso, Bobo-Dioulasso, a 16 de outubro de 1996, Koffi atravessou a fronteira rumo à Costa do Marfim, a fim de ingressar na Association Sportive des Employés de Commerce (ASEC) Mimosas que, para além de ser o clube mais titulado daquele país é, simultaneamente, uma das mais prolíferas academias de África.

Presença assídua no efetivo da seleção A do seu país desde os 19 anos de idade (estreou-se como titular, em outubro de 2016, pelas mãos de treinador português, Paulo Duarte), Hervé Koffi foi contratado pelo Lille OSC, após se sagrar campeão marfinense pelo ASEC e ter acumulado grandes prestações na CAN 2017, ao serviço da seleção do Burquina Faso (competição que os Étalons concluíram em terceiro lugar).

Uma vez chegado à cidade do norte de França, o jovem guardião burquinês não demorou a impressionar, merecendo, inclusive, diversos elogios quer por parte dos seus companheiros (nomeadamente do, também guarda-redes, Vincent Enyema), quer do seu treinador, Marcelo Bielsa. Assim sendo, não foi ao acaso que técnico argentino lhe concederia a titularidade, em virtude da ausência de Mike Maignan (habitual titular, que havia sido expulso na ronda anterior) no encontro referente à terceira jornada da Ligue 1 ante o Stade Malherbe Caen, pouco mais de um mês depois de Hervé Koffi ter assinado pelos Dogues.

Já no passado verão, ainda com 22 anos, o guarda-redes chegaria a Portugal para representar o Belenenses SAD. O ingresso de Koffi (assim como o de mais três atletas do Lille) no emblema lisboeta, surge como consequência de uma parceria estabelecida entre o emblema francês e o conjunto azul ainda no decorrer da época passada.

Contrariamente aos restantes jovens (Charles Brym, Imad Faraj e Hakim Ouro-Sama), o guardião nascido na cidade de Bobo-Dioulasso já conseguiu afirmar-se na formação do Belenenses SAD (10 jogos como titular, quatro deles sem consentir qualquer golo, na Primeira Liga), denotando uma segurança acima da média para um guarda-redes tão jovem. Ágil, muito confiante a sair de entre os postes (bastante assertivo no jogo aéreo) e possuidor de bons reflexos, o futebolista que enverga a camisola número 16 do Belenenses poderá aspirar a ser opção num curto/médio-prazo no Lille OSC, se mantiver o nível exibicional até ao fim da época.

6.

Acabado de cumprir 25 anos, Lameiras tem sido uma das agradáveis surpresas da Primeira Liga. Atuando sobre o lado direito do ataque famalicense, este extremo português formado no Tottenham Hotspur tem evidenciado predicados de altíssimo nível
Fonte: FC Famalicão

Rúben Lameiras (FC Famalicão): Superação! Não há melhor palavra para descrever o percurso deste extremo português. Nascido em Lisboa a 22 de dezembro de 1994, Rúben, que recentemente completou 25 anos, tinha, apenas seis quando emigrara para Inglaterra, acompanhando os seus pais na procura de uma vida mais estável. Ao chegar àquele país, a sua família estabeleceu-se na região de Londres e foi já aí que o pequeno Rúben conheceu o seu primeiro clube, o Milwall F.C. No clube sediado em Bermondsey (sudoeste da capital inglesa) permaneceria até aos 12 anos, altura em foi dispensado por ser… muito franzino, por comparação aos seus colegas de equipa. Seguiram-se curtas passagens pelos dois gigantes da Big Smoke (Chelsea F.C. e Arsenal F.C.) até regressar ao seu primeiro clube, do qual voltou a sair pelo mesmo motivo. Mais tarde, com 16 anos, foi aceite na academia do Tottenham Hotspur F.C, onde concluiu a sua formação. Posteriormente, integrou a equipa de sub-21 do clube, treinada por Ugo Ehiogu (falecido em 2017, após sofrer um ataque cardíaco), tendo feito uma assistência em oito partidas.

Em junho de 2015, e já depois de uma experiência fracassada de três meses na Suécia, Lameiras regressa, na condição de jogador livre e algo desmotivado, ao Reino Unido. Acabaria por se juntar ao Coventry City F.C., do terceiro escalão do futebol inglês. Na primeira época enquanto atleta do emblema da cidade de Coventry, o criativo português esteve em bom plano, efetuando dois golos e duas assistências em 32 partidas. Na temporada seguinte, o jovem nascido em Lisboa deparou-se com algumas contrariedades, pois, apesar de os Sky Blues terem conquistado o EFL Trophy (competição destinada aos clubes da terceira e quarta divisões do futebol inglês), a equipa acabou por concluir a League One (campeonato da terceira divisão) no penúltimo lugar e foi despromovida.

Finda a época, juntou-se, em julho de 2017, ao Plymouth Argyle F.C. , equipa do sul do país ao serviço do qual teve um início algo conturbado: enfrentou alguns problemas pessoais e só começou a ser opção regular, a partir de dezembro, tendo, inclusive, estado na iminência de deixar o clube. Contudo, Rúben foi capaz de superar essas contrariedades e tornou-se uma das referências dos Pilgrims, num espaço de ano e meio – totalizou 18 golos e 19 assistências em 82 jogos -; como consequência, o seu nome passou a ser cogitado pela imprensa do país como potencial reforço de alguns emblemas do Championship (segundo principal escalão do «desporto-rei» em Inglaterra) e do Football Club des Girondins de Bordeaux.

Acabaria por regressar ao país que o viu nascer, para representar o FC Famalicão, emblema recém-promovido ao principal escalão na hierarquia do futebol português. Volvidos pouco mais de quatro meses, Rúben Lameiras não poderia ter tomado uma decisão melhor! A sua velocidade, verticalidade e grande capacidade técnica são caraterísticas que se coadunam, na perfeição, ao nosso campeonato, ainda para mais se estiver numa formação que privilegie uma construção rápida, como é o caso do Famalicão. Por conseguinte, o extremo que veste a camisola número 10 dos Famalicenses já «agarrou» um lugar no onze da formação orientada por João Pedro Sousa, sendo, até ao momento, uma das principais unidades no último terço, executando uma média de (1,2) passes decisivos por encontro, na Primeira Liga.

No total, o extremo esquerdino soma três assistências e um golo, em 12 partidas relativas ao principal escalão do futebol luso e, acima de tudo, tem conseguido espalhar muito futebol nos principais relvados do «desporto-rei» nacional.

5.

Gustavo Assunção é, a meu ver, um dos futebolistas com maior margem de progressão do nosso campeonato. Com somente 19 anos de idade, o jovem formado no Atlético de Madrid tem sido bastante influente no 4-3-3 preconizado por João Pedro Sousa, revelando uma enorme maturidade e qualidade técnica
Fonte: FC Famalicão

Gustavo Assunção (FC Famalicão): Filho do ex-futebolista Paulo Assunção, Gustavo Henrique nasceu na cidade de São Paulo, no Brasil, mas, aos três meses de idade, veio morar para Portugal, por ocasião do ingresso do pai no FC Porto B. Na Invicta, onde viveu grande parte da sua infância, iniciou-se no «desporto-rei», entrando para as escolinhas do FC Porto (Dragon Force). No entanto, aos oito anos, Gustavo voltaria a mudar país, desta feita para Espanha, uma vez que o seu progenitor se transferira, no verão de 2008, para o Club Atlético de Madrid, após se sagrar tricampeão nacional pelos Dragões. Na capital espanhola, deu continuidade à sua formação no Atlético, atuando, essencialmente como médio mais ofensivo num esquema 4-4-2 (sistema preferencialmente adotado na cantera do Atleti).

Ora, apesar de integrar, com alguma frequência, os treinos da equipa principal dos Colchoneros, desde os 16 anos, o médio ex-internacional sub-17 pelo Brasil optou, no passado verão, por iniciar a sua carreira profissional em Portugal, mais concretamente, no FC Famalicão, dado que não lhe seriam asseguradas muitas oportunidades no conjunto treinado por Diego Simeone.

Já em solo português, Gustavo, que enverga a camisola número 12 do Famalicão, tem evidenciado caraterísticas raras tendo em conta a sua tenra idade. Assim sendo, realce-se a sua grande inteligência tática, que se manifesta na forma (eficaz) como ocupa os espaços. Esta sua boa leitura do jogo defensivo, faz-se repercutir nos cerca de (1,2) alívios que completa, em média, por partida na Liga. Ademais, sendo um futebolista evoluído tecnicamente, este meio-campista que possui, também, nacionalidade portuguesa empresta bastante critério na criação de jogo, assumindo-se como uma das referências da equipa em momentos de transição ofensiva. Neste prisma, de realçar a sua capacidade de passe, que lhe possibilita executar, em média, (31, 9) passes com precisão – o equivale a uma percentagem de sucesso de (85,1%) -. Por conseguinte, atendendo à influência exercida na construção de jogo, o jovem médio natural de São Paulo é um futebolista sobre o qual acabam por ser cometidas várias infrações, sofrendo, uma média de (1,8) faltas, a cada 90 minutos.

4.

Fonte: FC Famalicão

Patrick William (FC Famalicão): Patrick William Sá de Oliveira nasceu a 3 de junho de 1997 em São Leopoldo, cidade do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

Tendo concluído a sua formação no Cruzeiro Esporte Clube (antes tinha integrado as camadas jovens do Sport Clube Internacional), emblema ao serviço do qual almejou várias conquistas (com destaque para o título de campeão nacional de sub-20), Patrick não dispôs, contudo, de oportunidades para se estrear, como profissional, no conjunto de Belo Horizonte. Ao invés, o defesa rio-grandense fora cedido, primeiramente, ao Tupi e, depois, ao Ceará Sporting Club, ao qual se acabou por vincular, em dezembro de 2018. Seria já como atleta do Vozão, que Patrick foi emprestado ao Vila Nova FC, da Série B brasileira, clube que representou antes de se comprometer para os próximos cinco anos com o FC Famalicão.

Para já, Patrick que, aquando de uma entrevista concedida em outubro, afirmou ter a ambição de «render, fazer bons jogos e, se tudo der certo, ser transferido para uma grande equipa europeia» tem evidenciado atributos bastante interessantes, ao serviço do conjunto orientado por João Pedro Sousa. A título de exemplo, destaque-se a sua grande capacidade de concentração, caraterística que lhe permite totalizar, em média, (1,5) interseções por partida na Primeira Liga. Para além disso, trata-se de um central bastante eficiente no capítulo do desarme, realizando uma média de (1,9) desarmes por jogo, o que corresponde a uma percentagem de sucesso na ordem dos (65,6 %) face ao total de tentativas.

Por conseguinte, e apesar de ter ficado de fora da convocatória nos últimos três encontros do FC Famalicão, o jovem defesa central de 22 anos vai-se afirmando como um dos vários elementos de qualidade que compõem o plantel do atual quarto classificado da Liga, tendo disputado 11 jogos (887 minutos), nos quais marcou um golo (diante do Rio Ave FC, à passagem da segunda jornada).

3.

Durante este começo de temporada, Sandro Lima tem evidenciado um enorme sentido de oportunidade e apetência pelo golo, revelando-se um elemento-chave na formação do Gil Vicente
Fonte: Gil Vicente FC

Sandro Lima (Gil Vicente FC): Pese embora se trate de um nome sobejamente conhecido no panorama do futebol português, especialmente para quem costuma seguir a Segunda Liga, Sandro Lima, ponta de lança brasileiro (nascido em Belém do Pará) que se encontra radicado em Portugal desde o verão de 2013, somente esta época, aos 29 anos, tem tido a hipótese de provar a sua enorme valia no mais alto patamar do futebol luso (na temporada 2013/2014 acumulara, apenas, 562 minutos com a camisola do Rio Ave FC, na Primeira Liga).

Ao serviço do recém-promovido Gil Vicente FC, este imponente ponta de lança (possui 1, 86 metros de altura e 82 quilogramas) que se notabilizou sobretudo no Académico de Viseu FC tem confirmado todos os seus dotes de goleador, outrora evidenciados, enquanto jogador de diversos emblemas da Segunda Liga (Académico, GD Chaves e, mais recentemente, GD Estoril Praia). Consequentemente, tem sido um jogador extremamente fiável para o treinador Vítor Oliveira, pois, para além dos seis remates certeiros que já soma no campeonato (que tiveram influência direta no ganho de sete pontos por parte do emblema de Barcelos), o camisola número 91 dos Gilistas é um avançado batalhador que se envolve bastante bem com os colegas na frente de ataque.

2.

Fonte: CD Tondela

Bruno Wilson (CD Tondela): Que a presente edição da Primeira Liga tem sido próspera em revelar centrais promissores disso já ninguém tem dúvidas! O futebolista que se segue tem pelo nome de Bruno Ricardo Valdez Wilson e nasceu a 27 de dezembro

A cumprir a sua temporada de estreia no principal escalão do futebol luso, este defesa central que efetuou praticamente toda a sua formação no Sporting CP tem sido um elemento nuclear no setor defensivo do CD Tondela. Aos 22 anos, e após ter representado a equipa B do SC Braga nas últimas três temporadas, Bruno Wilson está a revelar ser um central bastante completo, pese embora a sua juventude, totalizando, até ao momento, 12 jogos (1002 minutos) na Liga. Tratando-se de um futebolista forte fisicamente, o defesa lisboeta é muito competente no jogo aéreo, levando a melhor sobre o seu adversário em (70, 6%) dos duelos que disputa, em média, por encontro, na Primeira Liga. No entanto, não só no plano defensivo se destaca este antigo internacional jovem por Portugal. Na verdade, outra das suas principais qualidades prende-se com a assinalável capacidade para construir jogo, a partir de trás. Neste capítulo, nota para o facto de o camisola número 3 dos Auriverdes efetuar, em média, (34, 2) passes bem-sucedidos por partida, (4,9) dos quais, realizados a longa distância.

1.

Ultrapassados alguns problemas físicos que retardaram o seu desenvolvimento no passado, Brian Mansilla tem conseguido explanar o seu futebol em Portugal
Fonte: Vitória Futebol Clube

Brian Mansilla (Vitória FC): À imagem do que se sucedeu com o guarda-redes Hervé Koffi (Belenenses SAD), também o extremo argentino de 22 anos veio para Portugal, em busca de oportunidades para se exibir num contexto competitivo mais exigente e, assim, impulsionar a sua carreira como profissional. Ambos tidos como grandes promessas, no caso de Brian estamos a falar de um ex-internacional sub-20 pela Argentina que fora um dos destaques (a par dos artilheiros Marcelo Torres e Lautaro Martínez) da turma liderada por Claudio Úbeda no Campeonato Sul-Americano que teve lugar, em 2017, no Equador (foi titular nas nove partidas realizadas, marcou dois golos e fez três assistências). Como consequência do desempenho logrado por Mansilla ao serviço da Albiceleste, o Racing Club de Avellaneda (clube detentor do seu passe) chegou a ser sondado por alguns emblemas europeus e a rejeitar, inclusivamente, uma proposta de 7M de dólares por parte do AFC Ajax, na esperança de poder negociá-lo por uma quantia superior.

Todavia Brian, que até se estreara na equipa principal do Racing, aos 18 anos, nunca foi alvo de uma aposta regular no La Academia: de notar que entre 2015 e 2018 acumulou, apenas, 843 minutos de utilização, tendo atuado no decurso da segunda metade da temporada passada no Club de Gimnasia y Esgrima de La Plata (onde voltou a não ser feliz).

Por cá, durante estes primeiros quatro meses de campeonato, Mansilla já provou ser um jogador diferenciado, devido à sua grande aptidão para desequilibrar em situações de 1vs1 a partir do flanco esquerdo do ataque. Neste âmbito, saliente-se o facto de o futebolista natural de Rosario realizar uma média de (4,9) dribles por encontro, aos quais corresponde uma percentagem de sucesso na ordem dos (63,3%). Para além de se tratar de um extremo veloz e imprevisível, o camisola número 22 dos Sadinos evidencia uma grande apetência para surgir em zonas de finalização (ainda que nem sempre defina da melhor forma). Nota, ainda, para o valoroso contributo que este extremo esquerdino de 22 anos oferece nas tarefas defensivas, efetuando uma média de (2,3) desarmes bem-sucedidos por jogo.

Apesar de não ter realizado nenhuma assistência nem tampouco marcado golos, nos 12 jogos referentes à Primeira Liga em que participou, o jovem argentino já foi capaz de se consolidar no onze do Vitória FC e, paralelamente, se assumir como um dos extremos mais talentosos a atuar em outros clubes que não os designados «Três Grandes».

Foto de Capa: Gil Vicente FC

João Pedro Ferreira

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