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Este é o teu artigo especial do Dia da Mãe, em que te damos a conhecer dez atletas de dez modalidades diferentes que seguiram os caminhos traçados pelas suas mães. Em áreas tão diferentes como o ténis ou o wrestling, estas são as suas histórias, porque as mães são as nossas grandes heroínas, até mesmo para os mais bem sucedidos dos atletas.
10.

Margarett Abbott – Por vezes, mais que nos inspirar, as mães servem para nos apoiar e foi isso mesmo que se passou com Margarett Abott e a sua mãe, Mary Abbott, nos Jogos Olímpicos de 1900. O que mais ficou para a história foram os 47 pontos com que Margarett conquistou o torneio Olímpico de golfe e se tornou a primeira mulher a conquistar um ouro Olímpico para o país do Tio Sam.
Já o que muitas vezes não é referido é que Mary também participou no torneio com um honroso sétimo posto. No entanto, impressiona mais porque esta era essencialmente romancista de profissão e, mais que como atleta, estava nos Jogos Olímpicos como Mãe, para acompanhar e apoiar a sua filha para que alcançasse o seu tão desejado momento de glória.
Sem pai desde muito nova, Margarett teve de depender exclusivamente da mãe e, como se pode ver, esta fez tudo ao seu alcance e não há dúvidas que se saiu bem.
(José Baptista)
9.

Nastia Liukin – Anna Kotchneva era reconhecida pela sua graciosidade enquanto ginasta. Nascida na extinta União Soviética, desde muito nova que Anna demonstrava um talento nato para a ginástica rítmica quaisquer fosse a modalidade ou aparelho que dominava. Aos 17 anos, Anna vencera três medalhas no Campeonato Mundial de ginástica rítmica, uma das quais de ouro nas maças, aparelho da modalidade.
O que Anna não esperava é que somente dois anos depois deste enorme feito, nasceria do seu ventre outra magnífica ginasta.
Nastia Liukin, filha de Anna Kotchneva e do pai Valeri Liukin (também um ginasta famoso), nasceu em 1989 em Moscovo. A sua família emigrou para os Estados Unidos quando tinha apenas 2 anos e meio, devido à rotura da União Soviética. Treinada pela mãe, Nastia enalteceu o legado que a sua mãe lhe deixara, tornando-se também uma ginasta de muito sucesso, Campeã Olímpica pelo Estados Unidos em 2008 e campeã Mundial em 2005 e 2007 em modalidades diferentes.
(Gonçalo Dias Martins)
8.

Taylor Fritz – O jogador norte-americano Taylor Fritz está a iniciar uma carreira no ATP, mas não é o primeiro da sua família a fazê-lo. A sua mãe, Kathy May, nascida a 18 de Junho de 1956, no circuito WTA, foi uma atleta de sucesso no fim dos anos 70. A sua melhor classificação foi um décimo lugar em Julho de 1977. No seu palmarés conta com sete títulos de singulares em igual número de presenças em finais, para além de mais quatro títulos em sete finais nos pares.
Nunca conseguiu ganhar qualquer torneio do Grand Slam, sendo que a sua melhor prestação ocorreu em Roland Garros (1977 e 1978) e no US Open (1978), quando chegou aos quartos-de-final. Em duplas também não logrou ultrapassar essa fase, no US Open (1978 e 1979). Veremos se o filho consegue seguir as pisadas da sua progenitora, e futuramente integrar o top 10 do ranking ATP.
(Eduardo Nunes)
7.

Marieke Veenhoven-Mattheussens – É sabido que filho de peixe sabe nadar. Este é o caso de Maria Mattheussens-Filkkers e Marieke Veenhove-Mattheussens na modalidade de hóquei em campo. Maria é uma antiga internacional holandesa de sucesso, tendo, inclusive, conquistado duas medalhas pelo seu país. Apesar de nunca ter alcançado a medalha mais desejada por qualquer atleta, Fikkers conquistou uma medalha de bronze no mundial de 1976, realizado em Berlim, onde a Holanda bateu a Bélgica por 1-0 no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugar. Dois anos mais tarde, na Argentina, a seleção holandesa chegou à partida de todas as decisões, mas perdeu diante do Paquistão por 3-2.
Marieke, nascida em 1984, em Leiden, seguiu os passos da sua mãe, mas a sua genética superior está a ajudá-la a ter uma carreira muito mais vitoriosa pela seleção holandesa. Atualmente com 34 anos de idade, Mattheussens foi campeã da europa em 2009, em casa, tendo também sido campeã da Hockey Champions Cup em 2011, na Alemanha, ao bater na final, precisamente, a seleção germânica por 3-0. A juntar a estas duas medalhas de ouro, Marieke conta ainda no currículo com duas medalhas de prata, uma na Hockey Champions Cup de 2010 e outra no mundial, também, no ano de 2010 e ainda uma de bronze na Hockey Champions Trophy de 2009.
(Diogo Nunes)
6.

Marina Anissina – Irina Cherniaeva nasceu em Moscovo, no dia 29 de outubro de 1955. Competiu pela União Soviética em várias competições tais como: Jogos Olímpicos de Inverno em 1972, nos Europeus em 1972 e 1973 e nos Mundiais de 1972 e 1973. Todos nós sabemos que os pais gostam que os filhos sigam as suas pisadas e Irina teve essa sorte pois os seus dois filhos, Marina Anissina e Mikhail Anisin, praticam desportos semelhantes, sendo que a filha pratica Dança no gelo e o filho Hóquei no gelo.
Marina já representou a Rússia e a França em competições internacionais. Em termos de conquistas, tem chegado mais longe que a mãe: campeã nacional em França seis vezes, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1998, vencedora do Campeonato Mundial de 2000 e campeã Olímpica em 2002. Aos 45 anos vive em Moscovo, mas continua a ajudar a desenvolver jovens talentos em França. Caso para dizer que “Filha de peixe sabe… patinar”.
(Pedro Palma)
5.

Paige – O wrestling faz parte da vida de Paige, atual general manager do Smackdown Live, desde o berço. Isto porque a sua mãe, Julia Hamer-Bevis, de 46 anos, é lutadora profissional, mais conhecida como Sweet Saraya e Saraya Knight. Além disto, é proprietária da promotora World Association of Wrestling e fundadora da Bellatrix Female Warriors. Ambas as promoções estão sediadas em Norwich, terra natal da antiga campeã feminina da WWE por três vezes, que contou, ao longo do tempo, com a influência da sua mãe para alcançar o sonho de poder lutar num ringue.
Por todo o apoio prestado ao longo da sua carreira, que infelizmente já terminou, o caso de Paige e Julia Haver-Bevis ilustra na perfeição o exemplo do esforço que uma mãe faz em nome da sua filha. Neste Dia da Mãe, em que todo este trabalho é homenageado, a nível desportivo e não só, damos os parabéns a esta dupla de guerreiras, que são símbolo de união e de ajuda mútua.
(Miguel Santos)
4.

Dirk Nowitzki – Dirk Nowitzki é um dos nomes mais famosos do basquetebol mundial e o mais famoso em toda a Alemanha. Esse reconhecimento advém sobretudo da carreira que o alemão conseguiu estabelecer na NBA, onde foi por uma vez campeão, na sua segunda participação nas finais da melhor liga do mundo. Porém, o nome Nowitzki está associado ao basquetebol desde os anos 60. Nessa altura, Helga participou na primeira equipa campeã da Alemanha em 1965 pelo TG Würzburg, título que repetiram mais quatro vezes nos anos seguintes. As prestações de Helga valeram-lhe a chamada à seleção alemã que participou no Campeonato da Europa de 1966.
Embora acabasse por ser menos famosa que o filho, as ligações de Helga ao basquetebol permitiram que Dirk começasse a sua carreira na cidade de Würzburg, onde haveria de crescer para o basquetebol antes de se mudar para os Estados Unidos. E, verdadeiramente, a primeira campeã alemã que trouxe ao mundo o melhor alemão.
(António Pedro Dias)
3.

Eilish McColgan – Três vezes campeã britânica nos 3.000 Obstáculos e habituada a todas as distâncias entre os 1500 e os 5000, Eilish McColgan é um nome muito querido entre os britânicos e em especial entre os escoceses. E isto não se deve apenas ao seu bronze nos Europeus Indoor em 2017 ou pela sua presença regular em finais de eventos globais. É que para além do seu incontestável valor como atleta, Eilish é filha de Liz McColgan!
Sim, ela mesmo que foi campeã mundial nos 10.000, Prata em Jogos Olímpicos e vencedora de prestigiosas Maratonas, como Londres, Nova Iorque ou Tóquio. Condecorada pela realeza na década de 90, Liz é também… treinadora de Eilish! “Não há nada pior do que estares por ti só, sem nenhum suporte. Eu senti isso e não quero que a Eilish sinta o mesmo.” Cá entre nós, pensamos que Eilish tem o melhor suporte do mundo!
(Pedro Pires)
2.

Tina Weirather – A 17 de Fevereiro de 2018, em Pyeongchang County, Coreia do Sul, no decorrer dos XXIII Jogos Olímpicos de Inverno, disputava-se a final feminina do Super G, prova que desde 1988 faz parte do conjunto de provas de Ski Alpino disputadas nos Jogos Olímpicos de Inverno.
A prova seria vencida pela checa Ester Ledecká, ficando a prata para a austríaca Anna Veith e o bronze para a atleta do Liechtenstein, Tina Weirather. Esta foi a primeira medalha Olímpica de Tina e a 10ª medalha Olímpica conquistada pelo seu país na modalidade de Ski Alpino.
A grande curiosidade é que a lista de medalhados Olímpicos provenientes do Liechtenstein nesta modalidade foi iniciada precisamente pela mãe de Tina, Hannelore (Hanni) Wenzel. Nascida a 14 de Dezembro de 1956 em Straubing, Alemanha, Hanni mudou-se ainda muito jovem para o Liechtenstein, país que representou durante toda a sua carreira. Ganhou a primeira medalha Olímpica do país, quando conquistou o bronze no Slalom nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1976, disputados em Innsbruck (Áustria), na altura com apenas 19 anos.
Em 1980, com 23 anos, Hanni ganharia duas medalhas de ouro (Slalom e Slalom Gigante) e uma medalha de prata (Downhill) nos Jogos Olímpicos de Inverno disputados em Lake Placid (Nova Iorque), tornando-se assim a maior contribuinte para o medalheiro Olímpico do Liechenstein na modalidade de Ski Alpino, e uma das mais medalhadas da história da competição.
Mais curioso ainda é verificar que o sucesso familiar no Ski Alpino não se resume apenas a mãe e filha. O austríaco Harti Weirather, marido de Hanni e pai de Tina, foi também campeão do mundo em 1982 e Petra Wenzel e Andreas Wenzel, irmãos de Hanni, também fizeram carreira na modalidade.
(Diogo Reganha)
1.

Jessica e Noemie Fox – Se conseguir que um dos filhos siga os passos dos pais é difícil, então imagine-se dois. É este o caso da família Fox: a mãe, Myriam Fox-Jesuralmi, ex-canoísta de 57 anos, conseguiu que as suas duas filhas, Jessica, de 23 anos, e Noemie, de 20, seguissem as suas pisadas no desporto. A mãe foi atleta internacional e conseguiu arrecadar uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atalanta, em 1996, na prova de K1. Venceu muitos outros títulos na modalidade ao longo da sua vida, muitas medalhas em campeonatos do Mundo. É de frisar que Myriam representou França como atleta, enquanto as suas filhas representam a Austrália.
A filha mais velha, Jessica, já carrega duas medalhas Olímpicas – medalha de prata em Londres 2012, e de bronze no Rio 2016. Faltam contabilizar todas as outras já ganhas em campeonatos do mundo, campeonatos sub-23 e ainda uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos juvenis em Singapura no ano de 2010. Uma carreira já bastante composta para a canoísta de 23 anos.
A mais nova, com um palmarés mais tímido, também quis seguir as mulheres da família e aventurar-se nas águas. Compete internacionalmente desde 2013 – estreou-se na Eslováquia com uma medalha de Ouro em C1 (equipas).
Qualquer mãe atleta sonha ver os filhos praticar a modalidade à qual dedicou a vida e Myriam Fox não se pode queixar.
(Francisco Reis)
Foto de Capa: Australia Olympic Team
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro









