Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Foi em 2003 que Luís Filipe Vieira tomou o comando no mais alto posto do clube encarnado. Eleito pelos sócios com recorde de votos (foram 174.074 votos, 90.47%), o 33º. Presidente do Sport Lisboa e Benfica cumpre 14 anos à frente do clube, reunindo vários momentos altos, assim como baixos. Com 14 anos cumpridos, junto neste texto 14 momentos da presidência de Vieira desde que tomou o leme do barco encarnado.
14.

Desinvestimento (2017) – Depois das celebrações do tetracampeonato, estava na altura de regressar ao trabalho. Altura de mercado de transferências significa altura de reforçar a equipa, mas também de ver os jogadores mais influentes da equipa a sair pela porta grande, rumo a outros campeonatos. Foi o que aconteceu no Benfica, mas apenas a segunda parte.
Vieira e Vitória deixaram sair peças fundamentais do onze benfiquista, mas não investiram no mercado o suficiente para colmatar essas saídas, levando a um início de época muito precário, estando já, e à partida apenas, eliminado da Liga dos Campeões (e quem sabe das competições europeias) e a cinco pontos do líder da Primeira Liga. Resultados que metem os adeptos a pensar se esta decisão de não investir no verão de 2017, não terá sido um dos erros dos mandatos de Luís Filipe Vieira.
13.

Tetracampeonato (2017) – Mais um ano de conquistas. Rui Vitória continuou a vencer e conquistou o inédito tetracampeonato. Pela primeira vez na história do Benfica, o clube venceu quatro vezes consecutivas a primeira liga de futebol. Um resultado que levou ao deleite de todos os que apoiam o símbolo dos encarnados, superiorizando-se mais uma vez aos rivais. Vieira acabara de conquistar algo que nunca na história das águias algum presidente conseguira alcançar.
12.

Tricampeonato (2016) – Mais uma página no longo livro da história do Benfica. Após 39 anos sem conseguir conquistar um tricampeonato, o novo treinador Rui Vitória, viria a continuar as conquistas de Jorge Jesus, que vencera o bicampeonato na época passada. Para tal, teve de ser melhor que, precisamente, o antigo técnico encarnado, que fora orientar o Sporting CP, ficando em segundo lugar.
11.

Bicampeonato (2015) – Feito inalcançável há 31 anos, na altura. Depois de três décadas de espera, o Benfica voltava a sagrar-se campeão nacional por duas épocas consecutivas e a hegemonia do futebol português começava a ser encarnada.
10.

Triplete Inédito (2014) – Na mesma época que conquistou o campeonato nacional após três anos de jejum, o Benfica ainda foi vencer a Taça de Portugal e a Taça da Liga, conquistando assim um triplete inédito em Portugal. Nunca uma equipa conseguira vencer estas três provas na mesma época. Mais à frente no tempo, em Agosto desse ano, as águias ainda conquistaram a Supertaça Cândido de Oliveira, arrecadando assim todos os troféus nacionais nesse ano civil.
9.

A saída de Bernardo Silva (2014) – Em janeiro de 2014, uma das maiores pérolas da formação do Benfica, despediu-se da Luz. Bernardo Silva sempre foi muito acarinhado pelos adeptos e muitos apelos se fizeram para que iniciasse o seu caminho na equipa principal. No entanto, Jorge Jesus não se convencia e pouco de Bernardo se viu pelo Benfica fora da equipa B. Um jogador com extrema qualidade que agora faz furor em Manchester, com a camisola do Manchester City, depois de o ter feito pelo AS Monaco, poderia ter passado pelo meio campo encarnado e ajudado as águias na conquista de títulos.
Bernardo Silva é um exemplo de vários jovens que viram o seu talento sair para longe da Luz e ser apreciado noutros palcos. Uma das maiores mágoas dos adeptos benfiquistas é não ter visto este Bernardo a triunfar de manto sagrado.
8.

Duas Finais Europeias (2013 e 2014) – Uma das grandes afirmações do Benfica europeu foram estas duas finais europeias, de forma consecutiva, alcançadas pelas águias. Se bem que, em ambos os anos, o ingresso na Liga Europa adveio de uma falha na qualificação para os oitavos de final da Liga dos Campeões, depois os encarnados conseguiram emendar as falhas e alcançar a final pelas duas vezes. Infelizmente, um golo depois dos 90 frente ao Chelsea, em 2013, e o desempate por grandes penalidades, frente ao Sevilha, em 2014, não foram vantajosos para a equipa encarnada e não a permitiram trazer o troféu para Lisboa.
7.

A confiança em Jorge Jesus (2010-2013) – Foi o descalabro total no Benfica. Depois de uma época avassaladora em que as águias venceram a primeira liga sem contestação, de forma unânime, Jorge Jesus e companhia não conseguiram vencer o campeonato novamente nas três épocas que se seguiram.
Em 2013, quando o Benfica se via à beira da época de sonho, tendo a possibilidade de vencer a Taça de Portugal, Primeira Liga e Liga Europa, deixou todos os títulos descambar nos últimos minutos dos jogos. Óscar Cardozo, veterano no Benfica empurrou o treinador português e a maioria dos adeptos pediam a demissão de ‘JJ’. No entanto, Vieira manteve-se firme e chegou a acordo com Jesus para continuar a orientar as águias: resultado? Um bicampeonato e o início de uma hegemonia.
6.

Campeonato Nacional (2010) – Foi o sinal de STOP à facilidade portista em conquistar títulos, quebrando o ciclo de quatro campeonatos consecutivos. O Benfica investira rumo ao título de campeão e foi o que alcançou. Com Di Maria, Fábio Coentrão, Cardozo, Saviola, Aimar, entre outros, no plantel, o Benfica marcou 78 golos em 30 jogos, conquistando 76 pontos, mais cinco que o segundo classificado, SC Braga. Foi uma época de êxtase, com um futebol frenético e aliciante onde a maior goleada do Estádio da Luz foi consumada: 8-1 ao Vitória FC.
5.

A Era Jorge Jesus (2009) – Foi um novo início para o Benfica, o renovar de uma era e o início de uma passagem de hegemonia. Os encarnados não ganhavam a primeira liga desde Trapattoni levantar o troféu em 2005 e precisava de quebrar o balanço do FC Porto que conquistara o tetracampeonato. A solução estava no SC Braga. Jesus fizera uma grande época em Braga e isso fora o suficiente para colocar o português no lugar de Quique Flores que apenas conquistara uma taça da liga. Na época de estreia, Jesus venceu a primeira liga e a taça da liga com nota artística. Este viria a ser, mais tarde, o treinador mais titulado da história do clube. Tiro certeiro do presidente.
4.

Despedimento de Fernando Santos (2007) – Nem tudo poderia ser bom, mais difícil ainda tornar tudo perfeito durante 14 anos. No entanto, foram apenas precisos quatro desses catorze para Vieira cometer, admitido por ele próprio, “um dos maiores erros” do seu tempo como presidente das águias. Fernando Santos assumira o posto depois de Ronald Koeman ter sido o treinador na época transata, e ficou apenas a dois pontos do campeão nacional. A meio da época perdeu vários jogadores do núcleo da equipa, quebrando o ritmo e levando-o para o terceiro lugar. Na época seguinte, Vieira rescindiu contrato com o português e adepto e sócio do Benfica assumido, para trazer de volta Camacho. Resultado? Quarto lugar na primeira liga a 17 pontos do líder. De facto, uma das piores decisões de Vieira.
3.

Caixa Futebol Campus (2006) – Em 2006, o centro de estágios do Sport Lisboa e Benfica tornou-se uma realidade. Foi construído desde 2005, no Seixal, na margem sul do Tejo. A promessa era de que ali se iniciava um centro de formação para se equiparar ao topo dos da Europa, fazendo sair de lá jogadores para a equipa principal e para toda a elite do futebol europeu. Hoje a premissa mantém-se, mas mais perto da realidade, com jogadores jovens formados no Seixal a, cada vez mais, deixarem a sua marca no futebol europeu, como era o sonho de Vieira em 2006. Este ano, o presidente do clube reforçou essa ideia com a ampliação das infraestruturas.
2.

Campeonato Nacional (2005) – O Benfica vivia uma época de crise de títulos. O último campeonato nacional que conquistara fora na época 1993/94, estando assim a passar pelo maior jejum de títulos da Primeira Liga da história do clube. Vieira entrou em 2003 e, após uma investida falhada do treinador José António Camacho, trouxe Trapattoni para ser o timoneiro do primeiro título de campeão da sua era. O italiano garantiu a conquista no Bessa e Vieira recorda a mais histórica saída do Porto do clube: “O Benfica dificilmente terá uma despedida do Porto igual àquela, com milhares de pessoas à espera da equipa(…)”.
1.

Construção do Estádio da Luz (2013) – “A Catedral”, assim chamado o Estádio do Sport Lisboa e Benfica entre os adeptos encarnados, foi inaugurada pouco antes de Vieira tomar posse da presidência, mas a verdade é que o atual presidente do clube foi peça fundamental para a sua construção quando, nos anos antes de concorrer à presidência, era vice-presidente do parceiro Manuel Vilarinho. Ambos chegaram ao Benfica, encontrando-o falido, fraco e vulnerável. No entanto, construíram em São Domingos de Benfica um dos melhores estádios de futebol da Europa, palco da final do Europeu de 2004 e da final da Liga dos Campeões da UEFA em 2014.
Foto de Capa: SL Benfica














