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Ainda há dúvidas que se há na atualidade um quarto grande, esse é, sem sombra de dúvidas, o SC Braga?
Ano após ano, o clube tem demonstrado ser o único capaz de bater o pé aos denominados três grandes. Assim sendo, é mais que justo destacar alguns dos nomes que ao longo destas duas décadas marcaram o futebol português e acima de tudo fizeram do SC Braga o clube que é hoje.
De ressalvar que foi uma árdua tarefa encontrar “somente” 11 nomes. Nomes como Eduardo, Baiano, Paulo Vinícius, Rodrigues, Moisés, Elderson, Vandinho, Castanheira, Tiago, Luis Aguiar, Rafa, Mateus ou João Tomás poderiam figurar também neste onze, já para não falar de João Vieira Pinto ou Nuno Gomes que chegaram a Braga, infelizmente para os minhotos, já numa altura descendente das suas carreiras.
Aqui fica pois o onze do século!!!
GUARDA-REDES

Quim – Histórico guarda-redes do SC Braga. Quase 300 jogos ao serviço do clube bracarense. Mais de uma década consecutiva em Braga, assumindo a titularidade da equipa bracarense durante anos a fio. Alcançou o estrelato, rumou ao SL Benfica, mas ainda haveria de voltar ao clube do seu coração em 2001, ficando por mais duas épocas.
DEFESA DIREITO

José Nuno Azevedo – Mais de uma década em Braga e mais de 250 jogos pelo clube. Teve os seus melhores anos na década de 90, mas ainda fazia parte do plantel na entrada do novo século. Um histórico senhor do futebol bracarense, que marcou uma era na lateral direita da equipa minhota.
DEFESA CENTRAL

Artur Jorge – Com mais de 200 jogos ao serviço do Braga, teria de fazer parte do onze. Mais um histórico do Braga, onde cresceu e se fez central por mais de uma década. Os seus anos de ouro foram os do fim do século passado, mas ainda jogou no início do novo século, num trajeto em tudo idêntico ao de José Nuno Azevedo, em mais um caso de verdadeiro amor ao clube.
DEFESA CENTRAL

Nem (Rinaldo Francisco de Lima) – Mais uma escolha complicada. Vindo do Atlético Mineiro, Nem era um muro na defesa bracarense, demonstrando toda a sua qualidade na primeira metade da década do novo século. Um porte atlético invejável de mãos dadas com a sua velocidade e capacidade posicional, fizeram dele um dos principais centrais do futebol português na primeira década deste século.
DEFESA ESQUERDO

Evaldo – Difícil escolha. Poderíamos ter optado por Elderson ou até o “mais antigo” Jorge Luiz. Acabámos por optar pelo defesa que apenas esteve dois anos em Braga, mas suficientes para demonstrar toda a sua qualidade, levando-o a dar o salto para Alvalade. Foi um dos esteios da defensiva bracarense no ano em que o sonho do título foi uma realidade até bem perto do fim da época.
MÉDIO DEFENSIVO

Barroso – O pé canhão. Uma vida em Braga, só interrompida por dois anos ao serviço do FC Porto e um na Associação Académica de Coimbra. Médio de combate, tinha no seu remate forte e colocado a sua grande imagem de marca, apontando 50 golos em Braga, muitos dos quais de livre direto. Existirá algum bracarense que não se recorde dele?
MÉDIO CENTRO

Hugo Viana – Veio emprestado pelo Valência, mas acabaria por ficar mais três épocas. Entre 2009 e 2013, mais de 100 jogos, mais de 20 golos, pautando o meio campo arsenalista com toda a sua qualidade, subtileza e génio. Foi, sem dúvida, um toque de requinte que ofereceu à equipa, em algumas das suas épocas mais douradas.
EXTREMO DIREITO

Alan – Mítico. Para muitos o “melhor jogador da história do Braga”, numa luta com Karoglan e Chico Gordo. Ficará para sempre na história do SC Braga. O ano passado haveria de deixar de vestir a camisola e de usar a braçadeira de capitão, mais de 300 jogos e 50 golos depois de ter chegado ao clube em 2008. Esteve em tudo o que feitos históricos o Braga haveria de conquistar nesta última década.
EXTREMO ESQUERDO

Wender – Dono de um pé esquerdo capaz de coisas notáveis, Wender foi, a par de Alan e durante várias épocas, figura de proa da nau bracarense. Esteve sete épocas em Braga, intercaladas por seis meses em Alvalade onde não vingaria, regressando a Braga ainda na época em que havia saído. Não encontrou nem aí nem em mais algum clube o brilho que alcançou em Braga.
MÉDIO OFENSIVO

Mossoró – O “Deco de Braga”. O pequenino mágico do meio campo ofensivo do Braga marcou os anos mais brilhantes do clube. Uma técnica e uma qualidade imensa, num jogador que encantava as bancadas com gestos técnicos só ao nível dos grandes jogadores.
PONTA DE LANÇA

Lima – Talvez a posição em que não exista um jogador neste século que tenha marcado durante várias temporadas uma era no SC Braga. Optámos por Lima. Duas épocas em Braga, menos de 100 jogos, mas 40 golos, numa média de quase um golo a cada dois jogos. Duas épocas suficientes para todo o país futebolístico apreciar as enormes qualidades de posicionamento, repentismo e instinto matador do avançado que haveria depois de trocar os bracarenses pela Luz. 4 milhões de euros que haveriam de parecer pequenos face ao brilho que haveria de atingir no clube Lisboeta.
Foto de Capa: SC Braga
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro










