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2017 chegou ao fim e é altura de fazer o balanço de mais um ano que terminou. De forma a premiar os melhores jogadores a atuar no nosso campeonato, o Bola na Rede elaborou aquele que considera ser o onze mais forte do ano da Primeira Liga.
Para a seleção, foram apenas ponderados jogadores atualmente em Portugal, não sendo considerados os craques transferidos no mercado de Verão. Para a decisão pesaram o número de jogos realizados e aquilo que os jogadores acrescentaram às suas equipas, mas, sobretudo, a qualidade individual dos mesmos.
Eis então o onze dos jogadores que mais brilharam em 2017 e que podem ajudar a decidir o título em 2018.
GUARDA-REDES

Rui Patrício – Não há grandes dúvidas de que é atualmente o melhor guarda-redes do campeonato. A caminho dos 30, o guardião leonino é um dos indiscutíveis de Jorge Jesus e conta com apenas nove golos sofridos no campeonato esta temporada.
Brilhante entre os postes, ao longo da sua carreira Rui Patrício tem evoluído a olhos vistos na segurança do seu jogo e é hoje um guarda-redes muito seguro nas saídas e no jogo com os pés. Um verdadeiro guarda-redes de equipa grande.
DEFESA DIREITO

Ricardo Pereira – Saiu para França ainda um miúdo, mas regressou com a qualidade necessária para agarrar o lugar. Outrora avançado, no Vitória SC, Ricardo Pereira estreou-se a lateral pelas mãos de Paulo Fonseca como alternativa a Danilo, mas foi em Nice que o português “explodiu”.
Após dois anos de empréstimo aos franceses que o colocaram nas bocas do mundo do futebol, Ricardo chegou ao Dragão pronto para roubar o lugar a Maxi Pereira e conquistar de vez um lugar no onze do FC Porto.
Rápido, polivalente e com uma excelente capacidade de cruzamento, tem sido um dos principais “municiadores” dos avançados da equipa de Sérgio Conceição e até como extremo tem sido utilizado.
DEFESA CENTRAL

Marcano – É o patrão da defesa menos batida do campeonato. Chegou ao Dragão sob a alçada de Lopetegui e, após um período como suplente de Maicon e Martins Indi, conquistou o lugar e nunca mais o largou.
Depois de formar duplas de menor fulgor com centrais menos vistosos, destacou-se pela coesão defensiva da parceria com Felipe, no reinado de Nuno Espírito Santo, e chegou ao lote de capitães.
Forte na antecipação e no jogo aéreo, é talvez o principal responsável pela incrível marca de apenas seis golos sofridos pelos azuis e brancos esta época.
DEFESA CENTRAL

Mathieu – É provavelmente o melhor central do nosso campeonato. Outrora titular no Barcelona, perdeu espaço nos blaugrana com o avançar da idade, mas é bem claro que apresenta um nível competitivo superior ao da Primeira Liga.
Muito seguro, é um central muito completo: rápido, forte na antecipação e no jogo aéreo e com uma excelente leitura de jogo. Surpreende ainda a forma como sai a jogar a partir da defesa, qualidade aprimorada nos tempos passados na equipa catalã.
DEFESA ESQUERDO

Alex Telles – Falar de Alex Telles é falar de assistências. Chegou ao Dragão para competir com Miguel Layún, então rei dos passes para golo, e não só cumpriu como superou as expectativas. Agarrou o lugar desde o momento da chegada e tem sido, desde então, um dos maiores destaques dos dragões.
A sua evolução de dragão ao peito tem sido notória no capítulo defensivo e é atualmente um excelente lateral tanto a atacar como a defender. Faz ainda a diferença pela sua capacidade nas bolas paradas, onde se destaca no capítulo das assistências.
MÉDIO DEFENSIVO

Danilo – Já são conhecidas as principais qualidades de Danilo, mas é a sua evolução no capítulo ofensivo que lhe permite ganhar este ano o lugar a William. Com Sérgio Conceição, o médio do Porto ganhou maior fulgor ofensivo e a forma como empurra a equipa para o ataque acrescenta muito ao seu jogo.
De resto, é o que se sabe: fortíssimo nos duelos e no jogo aéreo, apresenta um raio de ação admirável e é absolutamente determinante na manobra defensiva da equipa. Faz ainda a diferença nas bolas paradas
MÉDIO CENTRO

Pizzi – Um dos melhores jogadores do campeonato na última temporada, Pizzi tem apresentado esta época um rendimento abaixo daquele a que habituou os adeptos encarnados, mas nem por isso o seu lugar neste onze pode ser posto em questão.
Com uma cultura tática impressionante, Pizzi destaca-se pela sua visão de jogo e qualidade de passe, caraterísticas que fazem do seu jogo combinativo uma poderosa arma da equipa encarnada.
EXTREMO DIREITO

Gelson Martins – Irreverência é a palavra certa para descrever o futebol de Gelson Martins. Com uma combinação explosiva de velocidade e qualidade técnica, cresceu muito deste a chegada de Jorge Jesus e é hoje o grande responsável pelos desequilíbrios no ataque do Sporting.
Embora ainda tenha de melhorar na objetividade, ficando por vezes aquém no momento da definição, bem como a capacidade de finalização, o talento do extremo de Alcochete põe em sentido qualquer defesa do nosso campeonato.
EXTREMO ESQUERDO

Brahimi – Impressionou nos primeiros tempos de Dragão ao peito, mas partiu para a CAN ao fim de meio ano na invicta e não voltou o mesmo. Após duas épocas em que não conseguiu expressar o seu melhor futebol, a melhor versão de Brahimi está de volta e os adeptos do FC Porto agradecem.
É claramente o jogador com mais talento individual do campeonato e, quando bem enquadrado na manobra coletiva da equipa, é também o melhor jogador. Com uma capacidade de drible impressionante, a forma como cria jogadas perigosas sozinho quando a organização coletiva falha facilita a vida a qualquer treinador.
SEGUNDO AVANÇADO

Jonas – O melhor jogador dos encarnados. São já 18 golos só em 17/18, mas a contribuição do avançado brasileiro vai muito para além da finalização. Jogador inteligente, com elevada capacidade técnica e movimentação exímia, é justo dizer que quase toda a manobra ofensiva encarnada passa por Jonas.
Como se não fosse suficiente todo o perfume que acrescenta ao futebol da equipa, o avançado é responsável por aproximadamente metade dos golos do Benfica. Números que não enganam e que, ainda assim, não espelham toda a mais valia que Jonas representa.
PONTA DE LANÇA

Bas Dost – Com 34 golos em 31 jogos em 16/17, é sobretudo pelo que fez na primeira metade do ano que Bas Dost tem obrigatoriamente que figurar nesta equipa, mesmo que isso signifique deixar de fora Aboubakar.
Mas desengane-se quem pensa que o holandês esgotou a veia goleadora na temporada transata: com 13 golos, Dost é o segundo melhor marcador na atual temporada e promete lutar até ao final pela bota de prata.
Além disso, a forma como o antigo jogador do Wolfsburgo combina com os colegas de ataque, aparecendo muito bem como “pivot”, é fundamental para as diagonais dos alas e, sobretudo, para a chegada à área de Bruno Fernandes.
Foto de capa: Sporting CP














