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A posição “8”, de box-to-box, de interior, de médio centro, é uma posição que marca muito daquilo que é o jogo de uma equipa. Primeiro porque é um dos jogadores que abrange uma maior zona de defesa no campo, tanto defende a primeira linha ofensiva do adversário como chega perto do médio defensivo para formar uma espécie de duplo pivot defensivo e ganhar superioridade face ao ataque adversário. Depois porque é o responsável por determinar os “timings” de jogo, de transportar a bola até zonas de ataque e por muitas vezes, ser ele própria a chegar a zonas de possível finalização. O jogo em defesa e ataque passa sempre por aquela posição.
Foto de Capa: SL Benfica
8.

André Horta – Ainda hoje, e enquanto não surgiu o croata Krovinovic, era visto como o substituto ideal para a má fase de Pizzi. Ainda com pouca rodagem na alta roda do futebol, acabou por nunca conseguir vingar nos encarnados, mas uma coisa é certa: o amor à camisola era-lhe inquestionável. Ainda hoje o é.
7.

André Gomes – Assim como André Horta ficou na retina a inexperiência nas competições profissionais. Contudo, gradualmente foi crescendo como intérprete da posição e o resultado não podia ter sido melhor. Um golo no Estádio da Luz frente ao rival do FC Porto ficou gravado na memória dos adeptos como um dos golos mais bonitos marcados contra o rival. Acabou por sair para o Valência, onde atingiu o seu pico de forma na carreira.
6.

Krovinovic – Entrou na pior fase de um dos melhores “8” do clube e ultrapassou o teste com distinção. A sua entrada na equipa fez esquecer as más exibições do Benfica e tornou-se o estilo de jogo mais apelativo à massa adepta. Um futebol bonito e faseado, onde ele diversas vezes se assumia como protagonista principal. Uma lesão, contudo, fê-lo voltar à bancada, mas creio que nos próximos anos, e a manter o rendimento com que estava antes da lesão, pode subir diversas posições nesta tabela.
5.

Ramires – Embora a sua posição principal fosse a de ala direito, o brasileiro fazia o trabalho de um verdadeiro box-to-box, fosse na ala como em zonas interiores do terreno. Era o grande apoio de um Benfica que jogava em 4-4-2, sendo que Di Maria, o ala esquerdo, e Pablo Aimar, na posição, ficavam encarregues de missões de caráter mais ofensivo. Com uma capacidade física possante, acabaria por assinar pelo Chelsea FC, mas ficou na memória dos encarnados como um dos principais obreiros da conquista do primeiro título de Jorge Jesus pelos encarnados. Corria a época 2009/2010.
4.

Renato Sanches – O menino bonito da Luz. Como vinha da formação do clube sempre foi muito acarinhado pelos adeptos. Rapidamente caiu na graça dos adeptos quando fez um importante golo num jogo do campeonato frente à Académica de Coimbra e assumiu a titularidade no resto da época. Possante, com e sem bola, e sem medo de assumir as “despesas” do jogo tornou-se num dos motores da conquista do campeonato. O primeiro da era de Rui Vitória.
3.

Pizzi – O mais injustiçado, mas, por culpa própria. Tanto habituou os adeptos a passes de recorte técnico, à veia finalizadora como médio, e à forma como impunha os ritmos de jogo que assim que o seu rendimento foi inferior foi criticado pelos adeptos e muitas vezes assobiado por maus desempenhos. Se me questionarem sobre um jogador que tenha apreciado enquanto esteve no clube, Pizzi é um dos que me vou lembrar de imediato. EM boa forma é capaz de decidir um jogo.
2.

Enzo Pérez – Dos médios que mais marcou os benfiquistas. Inicialmente jogava na posição de extremo, mas à época uma adaptação de Jesus fez dele um médio de referência. O argentino jogava em zonas interiores, transportava a bola e muitas vezes descaía para uma das alas aproveitando o conhecimento da posição para ajudar os extremos. Com uma estatura média foi um jogador que raras vezes deu um lance por perdido. Era a imagem da raça encarnada como o mostrou na final da Liga Europa frente aos ingleses do Chelsea FC. Acabou o jogo em lágrimas e mais tarde assinou pelo Valência.
1.

Axel Witsel – O melhor box-to-box de origem que passou nos encarnados nos últimos anos. O belga tinha uma capacidade de olhar o jogo fora do comum. Não marcou pela agressividade, mas sim pela magia com que desempenhava a função. Por vezes a sua posição confundia-se com a de um organizador de jogo, não fosse ele um jogador de qualidade técnica elevada. Tanto se destacou que pouco tempo durou nos encanados. Embora tenha assinado pelos russos do Zenit, ficou sempre associado a possível interesse dos italianos da “vechia signora”.













