Publicidade

O 11 mais experiente da Primeira Liga

Gonçalo Palma Salgueiro · 7 min

O 11 mais experiente da Primeira Liga
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Esta semana fui à procura dos 11 mais experiente com jogadores mais experientes do campeonato por posição, de modo a compilar o 11 com os atletas que já tenham completado pelo menos 1000 minutos no campeonato. A média de idades do 11 é de 35,2 anos, estando nove clubes representados nesta seleção que vos dou a conhecer já de seguida:

Guarda-redes

Rafael Bracali – Uma posição que por norma permite uma maior longevidade em termos de carreira e que os próprios clubes procuram a essencial experiência para um lugar que se sabe de alto risco. Rafael Bracali continua aos 39 anos a somar minutos na Primeira Liga ao serviço do Boavista FC. O guarda-redes conta com 13 partidas nos axadrezados, depois de ter iniciado o campeonato como titular da baliza, viria a perder esse estatuto à 15ª jornada para o compatriota Helton Leite, que segundo a imprensa nacional estará muito perto de assinar pelo SL Benfica. O brasileiro notabilizou-se ao serviço do CD Nacional, o que lhe valeu a transferência para o FC Porto, onde se viu relegado para um plano secundário. Em Portugal jogou ainda em SC Olhanense e FC Arouca.

Lateral direito

Sílvio – À beira de completar 33 anos, Sílvio apresenta-se como uma peça fundamental do Vitória FC e falhou apenas uma das jornadas pelos sadinos. O atleta formado no Benfica acertou recentemente a renovação do seu contrato que expirava em junho de 2020, estando agora vinculado até 2022 com o clube de Setúbal. Trata-se de uma importante prova de confiança no jogador e uma recompensa para o trabalho desenvolvido pelo internacional português, cuja carreira fica marcada por lesões frequentes e que levou muitos a questionar se o jogador estaria acabado para o futebol. Para recuperar uma época com mais jogos na Liga que a atual, é necessário recuar até 2009/10 (27 jogos), atuava Sílvio no Rio Ave FC. O pior parece ter ficado para trás e o lateral está empenhado em retribuir a confiança nele depositada.

Defesa Central 

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ricardo Costa – Fazia parte da mítica equipa do Porto que venceu Liga Europa (antiga Taça UEFA) e Liga dos Campeões em anos consecutivos, então comandada por José Mourinho. Aos 39 anos, o internacional português joga pelo clube onde fez toda a formação, o Boavista FC. Recentemente o jogador afirmou que pretende jogar mais um ano ao mais alto nível, sendo que ainda não é certo se será no Bessa. Esta temporada Ricardo Costa esteve em 22 dos 24 jogos para o campeonato pelos axadrezados e assume-se como voz de comando da defesa.

Defesa Central 

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Pepe – Képler Laveran Lima Ferreira, ou simplesmente Pepe, é certamente o jogador mais reputado deste 11. Aos 37 anos, o internacional português conta com uma carreira recheada de títulos, que incluem Liga dos Campeões (3x), Campeonato do Mundo de Clubes (2x), Liga Portuguesa (2x), Liga Espanhola (3x) e Campeonato da Europa. Pela sua entrega ao jogo, pela disponibilidade física, pela força e determinação, Pepe continua a ser uma mais-valia e elemento do qual Sérgio Conceição não abdica.

Lateral Esquerdo 

Bruno Teles – Foi precisamente há uma década que o brasileiro se deu a conhecer aos adeptos portugueses quando ingressou no Vitória SC. Foram três anos nos vimaranenses e depois de iniciar a quarta época consecutiva, fez as malas e transferiu-se para a Rússia para representar o PFK Krylia Sovetov Samara onde permaneceu três anos. O Rio Ave FC abriu-lhe novamente as portas da Primeira Liga em 2016/17, resgatando o lateral do Brasil. Na temporada passada Tales assinou pelo FC Paços de Ferreira e teve papel importante no campeonato conquistado pelos castores e que determinou o regresso do clube à elite do futebol nacional. Atualmente, com 34 anos, o jogador iniciou a temporada como titular absoluto, mas perdeu espaço para o jovem internacional moldavo Oleg Reabciuk.

Médio Centro 

Luiz Carlos – Da capital do móvel chega-nos outro elemento para este 11, o médio defensivo brasileiro Luiz Carlos, outro jogador com muitos jogos acumulados ao mais alto nível na Primeira Liga portuguesa. O jogador esteve nos quadros dos pacences em 2011/12 onde se estreou na principal divisão nacional, mas foi possivelmente em Braga que se viu a sua melhor versão. Depois de passagens por Arábia Saudita e Turquia, o regresso a Portugal para se sagrar campeão da Segunda Liga pelos castores, sendo elemento decisivo para Vítor Oliveira, então treinador do Paços. Com 34 anos, o médio esteve presente em praticamente todos os jogos na liga este ano.

Médio Centro 

José Semedo – Formado no Sporting CP, José Semedo acabou por sair sem jogos na equipa principal para uma carreira maioritariamente passada no segundo escalão inglês: foram quatro temporadas no Charlton Athletic FC e seis no Sheffield Wednesday FC. Surgiu depois a possibilidade de regressar a Portugal com o convite do Vitória FC e depois de dois anos a bom nível, convenceu os sadinos a acertarem a renovação do seu contrato, o médio português que aos 35 anos mantém a agressividade no seu jogo e é uma voz de referência no balneário.

Médio Centro 

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Tarantini – O capitão do Rio Ave é já um histórico do clube e da própria liga. Aos 36 anos (fará 37 em outubro) mantém intactas as suas qualidades e apresenta uma salutar consistência no seu jogo, de tal forma que na hora de escalar um XI é raro um treinador deixá-lo de fora. Trata-se da 12ª época consecutiva ao serviço dos vilacondenses. É obra! Outro dado curioso, é que desde 2002/03, só por três vezes é que o português não alcançou ou ultrapassou a barreira dos 30 jogos. Este ano, com Carlos Carvalhal, Tarantini voltou a demonstrar toda a sua classe e o seu desempenho não passou em claro aos responsáveis rioavistas, que não hesitaram em prolongar o vínculo que o liga ao clube por mais uma época desportiva.

Extremo Direito

Edgar Costa – Natural da Madeira, o capitão maritimista fez praticamente toda a carreira no arquipélago. Formado no CF União da Madeira, foi ao serviço do CD Nacional na temporada 2009/10 que se estreou na Primeira Liga. A única experiência fora da Madeira é no Moreirense FC, mas foi sol de pouca dura, pois o jogador regressou “a casa” em 2014/15, desta vez para representar o CS Marítimo, ligação que mantém até hoje. Aos 33 anos e no último ano de contrato, o extremo vai variando entre a titularidade e o banco de suplentes.

Extremo Esquerdo 

Silvestre Varela – O tricampeão pelo Porto foi uma das mais surpreendentes contratações do último Verão, quando assinou a custo zero pelo Belenenses SAD. O internacional português foi titular em todas as partidas desde que chegou e o seu impacto no onze inicial foi muito positivo. Com os seus dois golos e quatro assistências na Primeira Liga, assume-se como um elemento preponderante da equipa, de tal forma que os responsáveis da SAD já colocaram em cima da mesa a possibilidade de extensão do seu contrato por mais uma época desportiva. Aos 35 anos, Varela chegou a Portugal depois de uma experiência na Turquia e é “às de trunfo” nas mãos de Petit para atacar a reta final da temporada.

Avançado

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Jackson Martinez – O Cha Cha Cha está longe de ser o ponta de lança poderoso que brilhou no Porto entre 2012 e 2015, três temporadas de luxo onde marcou por noventa e duas vezes, antes de concretizar uma transferência milionária para o Club Atlético de Madrid. Muito fustigado por lesões, não se afirmou nem em Espanha, nem na China (ao serviço do Guangzhou Evergrande FC) e o Portimonense SC ofereceu ao internacional colombiano a possibilidade de regressar a Portugal. No seu entendimento de jogo, é possível percecionar que Jackson Martinez é um jogador diferenciado, contudo a sua capacidade física não lhe permite ser tão decisivo como outrora. Apesar de ter contrato até 2022, soam ecos de que o avançado pretende regressar ao país natal.

 

Gonçalo Palma Salgueiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.