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Numa altura em que a nova época já teve início, e depois da maior parte dos clubes já terem anunciado os novos equipamentos, há interesse em olhar para a última década e tentar perceber como as linhas desportivas evoluíram. Baseado na opinião pessoal, houve uma tentativa de deixar os ‘grandes’ de fora e olhar a todas as equipas que participaram nas últimas 10 edições da Primeira Liga. Neste top entram três equipamentos da Lacatoni, três da Adidas, um da Nike e, pelos velhos tempos, recordamos um da Desportreino, um da Hummel e um da Tepa.
10.

C.F. Estrela da Amadora, 2008/09 – O 11.º lugar da Primeira Liga de 2008/09 não evitou a insolvência do Estrela da Amadora e essa foi mesmo a última época do clube. À data, o clube da Amadora contava com figuras reconhecidas, como Nélson, treinador de guarda redes do Sporting CP, Luís Vidigal ou Silvestre Varela, entre outros. Os inconfundíveis equipamentos tricolores dificilmente serão esquecidos e resultaram de uma forte influência de alguns responsáveis do Fluminense FC, do Brasil. Fabricado pela Tepa, uma marca portuguesa, este equipamento entra para o último lugar deste top.
9.

CS Marítimo, 2009/2010 – A verdade é que os equipamentos do CS Marítimo não mudam muito de ano para ano e nem têm muito por onde inovar. As riscas podem ser horizontais, mas maioritariamente os insulares apresentam-se com verticais. Este exemplar beneficiou do facto das listas serem mais largas e, portanto, em menor número. Quanto mais simples, melhor. Outro pormenor de grande valor deste equipamento da Lacatoni é a colocação do símbolo ao centro, distinguindo-se, à partida, de todos ou quase todos os outros equipamentos da competição. Neste ano, os verde-rubros alcançaram o quinto lugar e, dessa forma, a 2ª pré-eliminatória da Liga Europa. Contavam no plantel com Peçanha, Miguelito, Luís Olim, Olberdam, Djalma, Cláudio Pitbull e Babá Diawara, por exemplo.
8.

SL Benfica, 2010/11 – Não sendo o exemplar mais bonito dos encarnados, o equipamento de 2010/11 destacou-se dos demais competidores, muito pela inovação no símbolo. Agora num fundo branco e com apenas uma estrela, o símbolo aparece quase em exclusivo em dourado e as mangas têm um acabamento em branco, como os botões ou a linha que percorre o peito da esquerda à direita. Outro destaque deste equipamento da Adidas é a gola; larga, bem pronunciada, separa este equipamento de uma simples camisola. Nesta época, as águias ficaram atrás apenas do FC Porto, garantindo a 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Foram ainda afastadas nas meias finais da Taça de Portugal pelos dragões e da Liga Europa pelo SC Braga.
7.

FC Penafiel, 2014/15 – Apesar do último lugar e consequente descida de divisão, o FC Penafiel apresentou um dos equipamentos mais bonitos dos últimos tempos. As riscas horizontais mais escuras e apenas na parte superior da camisola fazem lembrar um recente equipamento da seleção portuguesa. Além disso, os contornos pretos na gola ganham outro requinte quando equipavam com calção preto. Dependendo do adversário, os penafidelenses chegaram a equipar totalmente de vermelho, o que, na minha opinião, retirava metade do poder visual que o equipamento da Desportreino tinha. Os rubro-negros contaram nesta época com nomes como Tony, Nélson Lenho, Vítor Bruno, Braga e Guedes.
6.

SC Beira-Mar, 2012/13 – Mais uma vez, apesar da descida de divisão, o último classificado volta a apresentar um belo equipamento. Desta vez é o SC Beira-Mar. Ao invés das recorrentes listas grossas e camisolas largas, este equipamento da alemã Hummel é mais ajustado ao corpo do atleta e dispõe de umas listas mais estreitas e diferentes do esperado. Além disso, as mangas com tracejado, recorrente nesta marca, e o símbolo ao centro tornam esta camisola especial. Neste ano, alinharam pelos aurinegros Tonel, Hugo, Rúben Ribeiro, Tozé Marreco, Javier Balboa, Yazalde e Nildo Petrolina.
5.

CD Feirense, 2011/12 – Equipado pela Adidas, o clube de Santa Maria da Feira não foi além do penúltimo lugar em 2011/12. Totalmente de azul e com as famosas ‘três riscas’ pronunciadas sobre os ombros, parecia que o Chelsea FC competia no Marcolino de Castro, pelo menos no que toca aos equipamentos. Alinhavam nesta formação Paulo Lopes, Nuno Henrique, Siaka Bamba, Sténio e Bédi Buval.
4.

C.F. Belenenses, 2013/14 – Segundo o argumento “less is more” (menos é mais), a Nike equipou o C.F. Belenenses de azul e branco, como habitualmente, mas reduziu a influência de patrocínios na camisola e reduziu o escudo tradicional à vermelha e branca cruz de Cristo. Desta forma, e com calção branco, a simplicidade desta camisola é suficiente para tornar este equipamento num dos mais bonitos dos nossos campeonatos. Nesta época, os azuis do Restelo ficaram no lugar acima da linha d’água (14º) e garantiram a continuidade por mais um ano no escalão principal. Jogaram com esta camisola jogadores como Matt Jones, Gonçalo Brandão, Bruno China, Miguel Rosa, Roland Linz, Mamadou Diawara e Deyverson.
3.

SC Braga, 2015/16 – Alcançado o quarto posto e a participação na Liga Europa, o SC Braga equipou com o vermelho tradicional pela Lacatoni. No entanto, a ausência do exagero de patrocínios de outros tempos vaio clarificar a imagem do clube minhoto. À semelhança de anos anteriores, as camisolas dos bracarenses reúnem consensos, mas a de 2015/16 salta à vista com vários pormenores dourados na manga e nos ombros e um colarinho vermelho. Nesta época, atuaram em Braga jogadores como Kritciuk, Willy Boly, Josué, Pedro Tiba, Vukcevic ou Rafa Silva.
2.

FC Paços de Ferreira, 2016/17 – Longe dos sucessos de outros anos, o FC Paços de Ferreira alcançou o 13º lugar vestido pela Lacatoni. Os sucessivos equipamentos amarelos e verdes criaram uma imagem predefinida dos castores. No entanto, isso mudou na época de 2016/17. Com tonalidades diferentes e mais escuras, o amarelo e o verde combinaram na perfeição e qualquer pormenor da camisola acrescenta valor e beleza. Seja a lista na diagonal, o colarinho reduzido ou o acabamento das mangas. Esta foi, de facto, uma proposta vencedora da marca portuguesa de equipamentos desportivos para o clube da capital do móvel.
1.

Rio Ave FC, 2017/18 – Foi uma época de sonho para os vilacondenses. Apesar de não ter resultado em troféus, a equipa de Vila do Conde praticou um excelente e atrativo futebol, bateu o recorde de pontos do clube, alcançou o quinto lugar, garantindo a 2ª pré-eliminatória da Liga Europa, e os quartos de final da Taça de Portugal, sendo eliminados pelo vencedor CD Aves. Tudo isto enquanto vestiam um equipamento que dá vontade de comprar, mesmo torcendo por outro clube. Tudo nesta camisola está correto; seja a dimensão das listas ou a tonalidade do verde – que nem sempre foi a melhor neste clube… Mesmo o equipamento do guarda redes é dos mais bonitos da prova. É caso para dizer que a temporada correu de feição a estes atletas e fizeram-no em grande estilo.
Foto de Capa: Bola na Rede









