Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
O futebol é um jogo lindo. Onze jogadores lutam por um objetivo comum: ganhar. E para ganhar, os golos têm de aparecer. Uma equipa vive disso: de golos, e vitórias. Os adeptos vibram quando a bola entra na baliza adversária.
Neste top, reúno alguns dos golos mais marcantes dos últimos anos, por ordem crescente de data.
22 de Maio de 2005: 34ª Jornada da Superliga
Boavista 1–1 Benfica
Era o último jogo da Superliga 2004/05. O Benfica ia ao Bessa, reduto sempre difícil, num jogo onde precisava de ganhar para confirmar o regresso aos títulos. A conquista do campeonato fugia desde 1994, fazendo o maior jejum do clube encarnado na história do Campeonato Nacional.
Aos 38 minutos de jogo, o árbitro aponta para a marca de grande penalidade, e Simão Sabrosa chega-se à frente para converter o castigo máximo. A festa foi grande quando a bola entrou na baliza, pois este golo fazia do Benfica novamente campeão. O Boavista ainda gelou os benfiquistas com o golo do empate, mas o Porto viria a empatar o seu jogo frente à Académica de Coimbra, sagrando-se, assim, o Benfica como o campeão português.
07 de Dezembro de 2005: Fase de Grupos da Liga dos Campeões Benfica 2–1 Manchester United
Os encarnados preparavam-se para decidir a sua manutenção na prova milionária, frente ao colosso inglês Manchester United. Os red devils, tal como o Benfica, precisavam de ganhar o jogo para passarem à fase seguinte, de tal modo que o empate poderia não servir a nenhuma das equipas, caso o Lille não perdesse frente ao Villareal.
Paul Scholes desanimou a Luz com um golo logo aos seis minutos. Porém, dez minutos depois, o pequenino Geovanni empatava o jogo e dava uma pequena luz rumo aos oitavos de final.
Aos 34 minutos fechava-se o resultado final com um golaço do meio da rua, de Beto. Um tiro caído do céu selou a vitória para o Benfica. Um herói improvável, com este golo.
8 de Março de 2006: Oitavos de Final da Liga dos Campeões
Liverpool 0–2 Benfica
Nesta época, 2005/06, um ano após quebrar o jejum de 9 anos sem ganhar a Superliga, víamos um Benfica Europeu de qualidade.
Em casa, na 1.ª mão, ganhou por uma bola a zero ao Liverpool, mas ainda tinha de visitar Anfield para carimbar o passaporte para os quartos da prova.
Simão Sabrosa iniciou a caminhada com um golo aos 36 minutos, mas os holofotes viraram-se para o pontapé acrobático de Fabrizzio Miccoli, na área dos reds. Um golaço que fez os benfiquistas deliciarem-se com uma equipa vencedora fora fronteiras. Ficou garantida a passagem à fase seguinte, com uma vitória por 0-2 em pleno Anfield Road.
23 de Setembro de 2011: 6ª Jornada da Liga ZON Sagres
FC Porto 2–2 Benfica
Logo à sexta jornada, dava-se o primeiro grande clássico entre Porto e Benfica para a liga portuguesa. Um embate que sempre promete ser quente; e este não quebrou a promessa.
Kléber pôs os dragões a ganhar 1-0 ao intervalo, mas Cardozo empatou a partida, mesmo antes de Otamendi repor a vantagem, aos 50 minutos. 2-1 para os azuis e brancos antes da hora de jogo.
Contudo, num jogo fervoroso, um Gaitán cheio de garra pontapeou à entrada da área com toda a pujança que lhe estava suprimida e fez a bola bater na barra com estrondo antes de entrar na baliza de Hélton, para congelar os adeptos visitados e rejuvenescer os adeptos visitantes. Um grito de revolta,este golo de Gaitán, a permitir o empate no Dragão.
21 de Abril de 2013: 26ª Jornada da Liga ZON
Benfica 2–0 Sporting
Numa campanha na qual parecia só haver Benfica, não houve Sporting para a qualidade de jogo dos encarnados.
Sálvio adiantou a equipa da casa aos 36 minutos, mas o destaque estava guardado para depois.
Concretizavam-se 75 minutos de dérbi lisboeta quando Gaitán, numa manobra de extrema qualidade, deixa dois jogadores verdes e brancos para trás com um toque de calcanhar, passa para Salvio, que devolve ao argentino; com a bola ao nível dos joelhos, Nico passa em balão para Lima, que estava no centro da área que, sem deixar a bola cair, remata de primeira para o fundo das redes de Patrício.
Um hino ao futebol, este golo. É por golos destes que o futebol é um jogo tão bonito e tão mágico. Um belo momento de futebol galáctico.
2 de Maio de 2013: Meias Finais da Liga Europa:
Benfica 3–1 Fenerbache
Depois de voltar da Turquia com uma derrota por 1-0, o Benfica podia resolver a eliminatória e seguir para a final da competição europeia nesta 2.ª mão, em frente aos seus adeptos.
Gaitán marcou logo aos nove minutos, mas Kuyt mostrou-se relutante e empatou aos 23, de penálti. O nervosismo fez-se sentir mas o suspeito do costume, Óscar Tacuara Cardozo, quis acalmar os benfiquistas antes do intervalo: aos 35 minutos repôs a vantagem. Ao intervalo, o resultado era 2-2 no agregado, com o Benfica eliminado por ter menos golos fora de casa.
Acontece que, aos 66 minutos, o mesmo Tacura vê numa bola a pingar na área uma oportunidade para levar as águias a voar para Amesterdão jogar a final, e fá-lo com classe. O Estádio da Luz demonstrou porque é chamado de Inferno. Bomba na Luz, com este golo de Cardozo. Sorrisos, alegria, cânticos e apoio das bancadas ajudaram o resultado a manter-se inalterado.
9 de Novembro de 2013 – 4.ª Eliminatória da Taça de Portugal
Benfica 4 – 3 Sporting
Este é daqueles jogos que explicam a emoção dos dérbis e clássicos no futebol.
Apesar da vantagem por 3-1 do Benfica, o Sporting conseguiu chegar à igualdade aos 90+2 (golo de Slimani) e levar o jogo a prolongamento. Um dérbi eletrizante, sem deixar tempo para respirar nem pestanejar, com castigo de falhar um golo ou lance emocionante.
Um jogo assim, com tanta emoção e um hat trick de Cardozo, acabou decidido pelo capitão, Luisão, da forma mais caricata: canto batido, Luisão cai na área perto do guarda redes, juntamente com dois jogadores do Sporting. A bola vai a pingar e o capitão encarnado estica-se para, no chão, tentar desviar a bola para a baliza. Consegue-o, mas com pouca força. Contudo, a suficiente para fazer Patrício deixá-la passar por entre as pernas e conceder o golo da vitória ao Benfica.
12 de Janeiro de 2014 – 15.ª Jornada da Liga ZON Sagres
Benfica 2–0 Porto
O Benfica encontrava-se de luto pela perda da sua maior lenda: Eusébio da Silva Ferreira. Houve um minuto de silêncio e 11 Eusébios entraram em campo no primeiro jogo depois da sua morte. Coincidência ou não, esse jogo era um clássico frente ao FC Porto.
Os encarnados, movidos pela vontade de homenagear o Pantera Negra, fizeram um jogo espetacular.
Aos 13 minutos, Rodrigo marcava um golo com um pontapé em força, fazendo explodir o estádio e sorrir Eusébio, que, lá de cima, os via a jogar.
16 de Abril de 2014 – Meias Finais da Taça de Portugal
Benfica 3–1 Porto
O FC Porto tinha ganho o jogo no Dragão por uma bola a zero e queria ir à Luz resolver o assunto, para seguir para o Jamor e conquistar a prova Rainha. Mas o Benfica tinha outros planos; pelo menos André Gomes.
Siqueira fez uma asneira e, com a eliminatória empatada, fruto do golo solitário de Salvio, levou o segundo amarelo, aos 28 minutos, deixando o Benfica uma hora a jogar com 10 unidades.
Esperava-se agora maior facilidade para o Porto passar à final e era o que quase acontecia, embora o Benfica ganhasse por 2-1 aos 80.
André Gomes recebia de peito uma bola alta e, para espanto de todos, num toque de habilidade com o pé, isola-se na frente do guarda redes, e desvia para o terceiro golo do Benfica, que os transportava para o Jamor. Enorme festa na Luz com a invasão apaixonada de um adepto que abraçava o puto maravilha. O Benfica ganhava assim por 3-1 ao Porto, num jogo onde esteve mais de uma hora com menos um atleta em campo.
20 de Março de 2016 – 27ª Jornada da Liga NOS
Boavista 0–1 Benfica
Jogar no Bessa é sempre difícil e as esperanças do Sporting – que tinham de esperar por um tropeço dos encarnados para se colocarem na liderança– estavam depositadas nos axadrezados para conseguirem esse tal percalço.
O tempo regulamentar terminava com empate a zeros no norte do país. O Boavista aguentava 93 minutos sem sofrer, embora não tivesse conseguido também marcar, mas o empate já se mostrava um resultado muito positivo para os boavisteiros e muito negativo para os benfiquistas, que ficavam assim à mercê do Sporting, que podia passar para a frente da liga.
Jonas tinha algo diferente em mente e, num toque de verdadeiro avançado, consegue meter a bola na baliza resistente. Foi o delírio no Bessa, com o golo aliviado do brasileiro, que permitiu ao Benfica continuar na liderança. O golo do 35.º campeonato, para uns que dizem que este foi um dos jogos mais determinantes para a conquista do troféu pelo Benfica na época transata.














