Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
No futebol português, grandes foram os jogadores que passaram pelos três grandes e que não só alcançaram a glória em território português, como em território internacional.
Com o passar das décadas, o desporto rei tem vindo a alterar-se e é, cada vez mais, um negócio em que os grandes clubes, com grande poderio financeiro compram o que podem e o que não podem e os clubes sem tantas posses, ou apostam na formação, ou têm que se deslocar para fora do velho continente com vista a conseguirem jogadores de qualidade, a preços mais baixos.
Prova viva disso, são os clubes portugueses, nomeadamente os três grandes, que vêm no mercado sul-americano um dos mais atrativos e que apostam, sobretudo desde a década de 90 em jogadores quer brasileiros, quer argentinos, quer colombianos, etc. para alcançarem a glória nos seus planteis.
Para o artigo de hoje, irei-me focar nos jogadores argentinos que chegaram, viram e venceram, não só em Portugal, mas também noutras grandes ligas europeias e ainda pela seleção albiceleste, neste século XXI, não esquecendo craques como Yazalde, Cannigia ou Acosta que também pisaram solo lusitano.
Como foram vários os argentinos de qualidade a passar pelos três grandes, escolho assim o meu top 10 de jogadores argentinos que pisaram o solo português desde sempre onde, está claro, alguns nomes ficaram de fora, deixando assim uma menção honrosa sobretudo a Quiroga ea Enzo Pérez, numa lista que seria diferente para o mais e o menos entendido de futebol.
10º Marcos Rojo

Marcos Rojo divide o coração de muitos adeptos de futebol, a sua dificuldade e a sua dificuldade em controlar a profundidade, são alvo de algumas dúvidas quanto à sua qualidade, por certos adeptos, assim como a sua qualidade no jogo aéreo, a sua rapidez ou ainda o critério com que sai a jogar, tornam-no num jogador titular indiscutível, quer na Argentina, quer no Manchester United, quer no lateral esquerdo, quer no eixo da defesa.
Representando o Spartak de Moscovo, Marcos Rojo constituiu uma grande luta entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Club de Portugal onde o clube de Alvalade saiu vencedor.
Surgindo numa altura em que a crise de centrais era evidente no Sporting Clube de Portugal, o jogador argentino que ocupava, naturalmente, a lateral esquerda da defesa, tornou-se um jogador indiscutível e uma das peças chaves dos leões enquanto defesa central. Entre uma 7ª classificação na primeira época, Rojo foi uma das principais peças de Leonardo Jardim, na época seguinte, terminando em 2º lugar e sendo assim um dos principais revolucionadores do plantel leonino.
Com isto saiu por 20 milhões para o Manchester United onde tem sido presença habitual quer no clube inglês, quer na sua seleção.
9º Eduardo Salvio

Apesar das constantes lesões e da falta de regularidade nas suas exibições ao longe das suas épocas, El “Toto” Salvio é um nome obrigatório nesta lista.
Protagonizando uma das compras mais caras de sempre do clube da Luz, por 13.5 milhões de euros, ao Atlético de Madrid, Eduardo Salvio é um tetra campeão pelo Benfica, contando com 127 jogos pelo clube lisboeta sendo teve nas suas 2 melhores épocas, 19 golos (com 10 golos em 2012/2013 e 9 na época 2013/2014).
A verdade é que a sua tendência para lesões descoloriram a carreira de um jogador que, apesar de ter ainda 26 anos, já teve vários meses afastados do relvado. É contudo um jogador que conseguiu agora voltar à seleção e ser uma das peças indiscutíveis deste tetra, apesar de dividir o coração dos adeptos benfiquistas face a algumas exibições que foi protagonizando.
Já conta com 6 épocas de Benfica ao peito e o interesse parece ser forte, por parte de alguns tubarões europeus.
8º Lisandro López

Apesar de ter apenas 7 internacionalizações e apenas um golo pela albiceleste, Lisandro López foi não só um nome forte no Futebol Clube do Porto, assim como na Primeira Liga, sendo um dos grandes jogadores que passaram em Portugal no século XXI.
Em 106 jogos pelo clube da Invicta, conta com 49 golos, tendo sido tetra campeão e, embora não tenha tido um início muito sorridente nos dragões, teve em grande nas suas duas últimas épocas, com 24 golos em 27 jogos na Primeira Liga (melhor marcador) e a terminar como 4º melhor marcado da Champions League em 2008/09, na sua última, apontando 6 golos.
De resto seguiu a sua carreira por França, pelo Lyon, onde teve também direito a entrar para a história do clube, face aos grandes golos e grandes jogos que contabilizou pelo clube francês.
7º Nicolás Otamendi

Nicolas Otamendi foi sem dúvida, um dos melhores centrais que passaram por Portugal neste último século, sobretudo no Futebol Clube do Porto. Algo normal de quem brilhou quer no Futebol Clube do Porto, quer no Valência, quer no Manchester City, quer alguém que continua a brilhar pela Seleção Argentina.
Com uma qualidade no seu jogo de cabeça, fora do vulgar, Otamendi é um central moderno, que embora não muito alto (1.83 metros) é uma presença forte quer no jogo aéreo defensivo, quer no ofensivo, face à sua inteligência, nas desmarcações, na antecipação e à sua impulsão.
A sua leitura de jogo adapta-se a qualquer tática, a qualquer clube ou a qualquer liga, sendo que está sempre bem posicionado e tem uma capacidade de desarme bastante acima da média.
Em Portugal conta com um tricampeonato, uma Taça de Portugal, três Supertaças e ainda uma Liga Europa.
6º Javier Saviola

No Mundo do futebol, os avançados serão sempre recordados pelo número de golos que marcam, é essa a verdadeira distinção entre um grande avançado e um avançado mediano, a não ser que sejas “El Conejo”.
Jogou no Barcelona, no Real Madrid, na seleção Argentina por 39 vezes (apontando 11 golos), tendo sido também um dos melhores jogadores de sempre a jogar no River Plate, fazendo com Pablo Aimar, uma das melhores duplas de toda a história do clube argentino. Numa carreira que prometia tudo e um pouco mais, Saviola transferiu-se para o Barcelona com apenas 20 anos, tendo feito 60 golos em 3 épocas pelo clube espanhol, sendo que depois a sua carreira estagnou e teve várias emprestado.
Com a chegada de Jorge Jesus para o Sport Lisboa e Benfica, Saviola é um alvo prioritário do treinador português para o ataque ao título que fugia há 5 épocas. Em 44 jogos na primeira época, contabilizou 19 golos, deixando de resto água na boca aos adeptos, pela forma como se entrosava com Di Maria, Aimar ou Cardozo, possuindo assim uma qualidade técnica fora do vulgar (uma das melhores que me lembro de ver em Portugal), capaz de rasgar qualquer defesa e capaz de humilhar qualquer jogador.
Na segunda época, embora não tendo sido campeão, voltou a encher estádios em Portugal, tendo sido um dos grandes avançados que passou pelo Benfica neste século XXI.
5º Ezequiel Garay

De todos os companheiros da defesa que Luisão pode recordar face aos seus longos anos de águia ao peto, Ezequiel Garay é aquele que trará melhores recordações, não só ao central brasileiro, mas também às águias, visto ser o melhor central que passou pelo Sport Lisboa e Benfica nos últimos 20 anos.
Central do Real Madrid, Ezequiel Garay concorria com centrais como Cannavaro, Pepe, Sérgio Ramos ou Ricardo Carvalho, alguns dos melhores centrais da história do Mundo do futebol.
Em Portugal, Garay passou pelo melhor e pelo pior, contudo eram um dos melhores jogadores, de alguns dos melhores planteis benfiquistas da história. Encantando com os seus passes de longa distância, com o seu estilo de jogo pouco combativo, já que se antecipava a todo e qualquer central, o central argentino ainda fazia alguns golos de cabeça, sendo um elemento muito forte nas bolas paradas benfiquistas da época. Na última época fez mesmo 6 golos em 27 jogos na Primeira Liga.
Teve presente em duas finais europeias, fez o triplete na sua última época de águia ao peito, deixando a saudade aos adeptos benfiquistas, sobretudo pelo facto de, desde então, contar com 3 épocas no Zenit e 1 no Valência, um futuro que podia ter sido bem melhor para um dos melhores centrais de toda a história benfiquista.
4º Nicolás Gaitán

Carregando a herança da camisola 20, uma camisola que tinha passado de Simão Saborosa, para Di Maria, Nicolás Gaitán marcou uma era no Sport Lisboa e Benfica.
Embora tenha tido uma época inicial um bocado conturbada, face à adaptação ao futebol europeu e às constantes lesões, tendo surpreendentemente tendo sido a melhor época estatisticamente em Lisboa. A verdade é que Gaitán não era nem nunca foi, sinónimo de golos, mas sim de criar, genialmente, golos para os seus colegas.
Chegado ao Benfica, com a alcunha de novo Riquelme, Nico Gaitán vinha ocupar a posição de nº10, contudo, rapidamente se percebeu que o seu lugar era na ala, “partindo os rins” a quem se atravessasse à sua frente, com receções de bola, dribles e passes teleguiados, tornando o mais céptico, amante de futebol.
A sua qualidade é inquestionável e, apesar de viver uma história de amor de vários anos com o Manchester United, acabou por ir para o Atlético de Madrid, no qual não tem tido um bom início. Na Argentina conta com “apenas” 16 internacionalizações, o que não faz jus ao futebol que apresentou durante 6 épocas na Luz, sendo tricampeão, estando em 2 finais Europeias, vencendo 5 Taças da Liga, 1 Taça de Portugal, e uma Supertaça.
Se outrora chegava o novo Riquelme à Luz, hoje vêm-se novas promessas intituladas por “novo Gaitán.
3º Pablo Aimar

Pablo Aimar foi um nome ímpar na história do futebol, desde jogador da década, numa lista que contaram jogadores como Lionel Messi, Batistuta e Véron, a jogador mais caro do Mundo do futebol, aquando da sua transferência para o Valência, “El Mago” é um nome ímpar, escolhido como Rui Costa como o seu sucessor quando este terminou a sua carreira de jogador no S.L. Benfica.
Na Luz, comandava a orquestra do futebol de Jesus numa das melhores alturas para se ir à Luz ver qualidade de jogo das últimas décadas, diga-se de passagem. Um número 10 à moda antiga, Pablo Aimar tratava a “bola por tu” como poucos e, por isso mesmo, era também dono da orquestra na seleção, deixando por vezes, Riquelme para segundo plano.
Pequeno mas aguerrido, Aimar tinha uma visão de jogo muito acima da média e, juntando a isso, tinha um critério de passe fantástico, que permitia pôr a máquina a funcionar. Um dos melhores estrangeiros a passar por Portugal.
2º Lucho González

No Futebol Clube do Porto, o século XXI trouxe muitas alegrias, desde três vitórias europeias, a vários campeonatos e ainda a um grande número de jogadores que protagonizaram grandes transferências, ou foram protagonistas em diferentes vitórias portistas, como Ricardo Carvalho, Pepe, Deco, Falcão (…) e Lucho González, “El Comandante”.
Um verdadeiro talismã, Lucho chegou, viu e venceu, sendo um verdadeiro campeão por todos os clubes por onde passou. Se olharmos para a carreira do Lucho, não foi mais um dos nomes que deu o salto do Futebol Clube do Porto para um tubarão europeu porque, única e simplesmente, o Marseilha decidiu abrir os cordões às bolsas com uma transferência de 18 milhões (+6 por objetivos) por um médio com 28 anos.
De resto, o palmarés de Lucho é realmente invejável, sendo uma referência do Futebol Clube do Porto neste mês e sendo um grande capitão, com a mística que muita gente diz faltar, hoje em dia, pelos adeptos portistas. Chegado ao Futebol Clube do Porto em 2005/06, já contava com um bicampeonato argentino e ainda uma conquista dos Jogos Olímpicos em 2004, Lucho foi sempre campeão nos dragões. Venceu por 4 vezes seguidas, antes de rumar a França e vencer, incrivelmente, diga-se de passagem, face à forte concorrência do Lyon, PSG e Bordéus da época, a Ligue 1, contando ainda com 3 Taças de França nos três anos que lá esteve, depois disto ainda voltou ao Futebol Clube do Porto e veio ensinar a mística aos mais novos, conquistando um bicampeonato, antes de rumar ao River Plate, vencer uma Copa dos Libertadores e ser vice-campeão Mundial.
Um jogador difícil de esquecer e que deixa saudades por onde passa, um verdadeiro líder capaz de carregar uma equipa às costas, com a sua predisposição para o choque, a sua leitura de jogo e o seu forte posicionamento.
1º Ángel Di Maria

Num Mundo futebolístico com tamanha diferença monetária entre os mais variados clubes do futebol Europeu, custa a acreditar que um jogador como Dí Maria tenha passado pelo futebol português e por apenas 6 milhões de euros, contratado ao Rosário Central que se encontrava numa profunda crise financeira, numa altura em que já era apontado como um dos futuros grandes nomes do futebol.
Juntou-se ao Benfica numa altura em que tinha sido o melhor jogador dos jogos olímpicos, numa seleção que contava com nomes como Messi ou Aguero, encarregue de substituir o antigo capitão e lenda do clube, Simão Saborosa.
Notando-se ser possuidor de um potencial verdadeiramente gigantesco, Di Maria teve dificuldade nas suas duas primeiras épocas em Portugal, face à sua tenra idade, apenas 19 anos, à mudança do futebol argentino para o Europeu e, claro está, há grande pressão que lhe era colocada pela imprensa Mundial.
Na sua última época, já titular indiscutível na Argentina e no Benfica, vence o campeonato e a sua segunda Taça da Liga, com exibições que fizeram Maradona viajar até Lisboa e assistir “in Loco” as suas exibições, daquele que mostrava ser um dos maiores talentos a pisar solo português, uma das maiores promessas do futebol Mundial e um jogador claramente preparado para outros voos.
Após protagonizar uma época verdadeiramente memorável, “Angelito” apenas pecou por não ficar mais tempo, ele que foi, segundo Jorge Jesus, o melhor jogador que treinou na sua longa carreira. De resto Di Maria seguiu para o Real Madrid de Mourinho, por 25 milhões (+11) e ainda Ezequiel Garay junto à venda.











