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Foram poucos – muito poucos – aqueles que tiveram o privilégio de defender a baliza do Benfica, em permanência, ao longo dos seus 112 anos de história. Nomes grandes do futebol português e mundial, que marcaram gerações, contribuindo decisivamente para o sucesso do clube em Portugal e no mundo. Aos que ficaram de fora da oportunidade, podem aproveitar as DICAS DE CASINO E SLOT e brilharem em outras áreas. OsNesta lista estão aqueles que, pela força do talento e do trabalho, permanecem, ainda hoje, na memória colectiva de sócios e adeptos benfiquistas. Alguns ficaram décadas; outros apenas alguns meses – mas todos eles, à sua maneira, marcaram indelevelmente as páginas recheadas de glória do maior clube português.
Uma lista que confirma, antes de mais, que a consistência, a regularidade e a qualidade de um grande guarda-redes são ingredientes indispensáveis para uma receita de sucesso.
10 melhores guarda redes da história do Benfica
10.º – Quim

Quim nunca foi unânime. Pelo contrário, sempre foi muito discutido. Chegou ao Benfica em 2004, com 28 anos, já categorizado como um dos melhores guarda-redes portugueses, depois uma carreira consolidada ao serviço do Sp. Braga. Seria, no caso, a alternativa a Moreira, jovem guardião formado no clube, em quem a nação benfiquista depositava grandes esperanças. Aproveitou as oportunidades, com competência, mostrando enorme eficácia quando chamado à titularidade. Foram, aliás, os seus altos níveis de fiabilidade a justificarem a sua regularidade ao longo de seis épocas (2004-2010).
Conquistou dois campeonatos (2004/2005 e 2009/2010) e duas Taças da Liga. Quim não “enchia o olho”, mas sabia, essencialmente, potenciar os recursos técnicos de que dispunha, jamais defraudando as expectativas. Essa consistência exibicional permitiu-lhe regressar em grande plano ao “seu” Sp. Braga, onde venceu uma sua terceira Taça da Liga (2012/2013) – foi, inclusivamente, herói no desempate por grandes-penalidades, nas meias-finais da prova, frente ao Benfica. Actualmente, com 41 anos, representa o Desp. Aves e ainda é o melhor guarda-redes da 2.ª Liga.
9.º – Silvino Louro

Manuel Bento estava perto de arrumar as luvas – e o Benfica precisava de um sucessor. Silvino, depois de consistentes épocas no V. Setúbal e V. Guimarães foi contratado em 1984. Após um ano de empréstimo ao Desp. Aves (1985/86), Silvino integrou o plantel do Benfica, onde, de imediato, agarrou a titularidade, muito graças à garra que lhe era característica. Os 10 melhores guarda redes da história do Benfica
Durante oito épocas (entre 1986 e 1994) realizou 258 jogos pelo Benfica, conquistando quatro campeonatos, duas Taças de Portugal e uma Supertaça. Silvino teve a felicidade de partilhar o balneário com grandes nomes da história do clube, revelando, em todos os momentos, estar à altura dos acontecimentos – disputou duas finais da Taça dos Campeões Europeus, em 1988 (derrota com PSV, nos penáltis) e em 1990 (derrota, 1-0, com o Milan), ficando muito perto da glória.
A ascensão de Neno – guarda-redes com percurso muito idêntico ao seu –, já no início da década de 1990, retirou-lhe espaço na equipa. A sua popularidade junto dos benfiquistas saiu claramente beliscada pela sua saída e ingresso no rival FC Porto (onde ainda conquistou mais dois campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça).
8.º – Ederson Moraes

Contratado pelo Benfica com apenas 15 anos (ao São Paulo), Ederson Moraes terminou a sua formação integrado na nova geração da Caixa Futebol Campus, onde desenvolveu todo o seu enorme potencial. Cedido ao Ribeirão (Campeonato Nacional), com apenas 17 anos, começou a provar a razão daqueles que lhe indicam um futuro ao mais alto nível. Seguiram-se três épocas ao serviço do Rio Ave, onde se confirmou como um dos melhores guardiões do campeonato português. Regressou ao Benfica na temporada transacta, com 21 anos, ficando, inicialmente, na sombra do veterano Júlio César.
A sua qualidade, capacidade de trabalho e talento, permitiram-lhe conquistar, gradualmente, espaço na equipa principal. Em 2015/2016 cumpriu 18 jogos pelo Benfica, assumindo-se, finalmente, na recta final da época, como titular absoluto. A sua ascensão foi premiada com a convocação para a selecção Olímpica do Brasil (medalha de Ouro nos “seus” Jogos), onde era apontado como titular, mas uma lesão acabou por lhe negar a presença na competição.
Cumpre, actualmente, a sua época de afirmação – e meia Europa olha-o de frente. Já conquistou um campeonato, uma Taça da Liga e uma Supertaça ao serviço do Benfica.
7.º – Robert Enke

O alemão Robert Enke chegou ao Benfica em 1999, com apenas 21 anos (terminou contrato com o Borussia Moenchegladbach), e a tarefa impossível de fazer esquecer Michel Preud´Homme – Não o conseguiu, de facto; no entanto, assumiu-se, desde logo, como um substituto à altura, conquistando os adeptos do Benfica, à época, desejosos de craques capazes de contornar os piores momentos da vida desportiva do clube.
Robert Enke não conquistou qualquer título de águia ao peito – é a triste excepção desta lista –, porém, três temporadas consecutivas ao mais alto nível (entre 1999 e 2002) convenceram o Barcelona a avançar para a sua contratação. Nos blaugrana começou a titular, mas na Catalunha, já se sabe, as listas de grandes guarda-redes terminam em Zubizarreta e, tal como os seus antecessores (e sucessores), Robert Enke perdeu espaço. Foi emprestado a Fenerbahçe e Tenerife e partiu, regressando à sua Alemanha natal, para representar o Hannover 96, durante cinco anos e meio, conquistando, por fim, a titularidade da selecção nacional do seu país. Robert Enke só foi feliz em Lisboa e na Alemanha, onde faleceu, em 2009, com apenas 32 anos.
6.º – Jan Oblak

Oblak foi contratado pelo Benfica em 2010, com apenas 17 anos – o guarda-redes esloveno conseguira, já nessa época, e com essa idade, a proeza de conquistar a titularidade indiscutível do Olimpija Ljubljana (terminou o campeonato em 4.º lugar).
Nas três épocas seguintes, foi cedido, por empréstimo, a equipas da Liga portuguesa – Olhanense e Beira-Mar (em 2010/2011), U. Leiria (2011/2012) e Rio Ave (2012/2013) –, confirmando plenamente, ao serviço dos vila-condenses, condições para integrar o plantel do Benfica. Após vários erros de casting – com destaque para o espanhol Roberto –, o Benfica voltava, com Oblak, a contar com um guarda-redes à sua medida. O esloveno ultrapassou Artur na hierarquia e cedo confirmou as suas qualidades, dando a tranquilidade e confiança que faltavam a uma equipa que acumulava e carregava traumas recentes.
Jan Oblak fez somente 26 jogos pelo Benfica; mas venceu um campeonato, uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga. No Verão seguinte transferiu-se para o Atlético de Madrid por 16 milhões de euros (oitavo guarda-redes mais caro de sempre), para tornar-se, logo em 2015/2016, com apenas 23 anos, o melhor guarda-redes da Liga espanhola.
5.º – Júlio César

O Benfica viu-se órfão de Jan Oblak – o melhor guarda-redes do Benfica desde Michel Preud’Homme –, transferido para o Atlético de Madrid, e, aprendidas as lições de um passado recente, procurava um guarda-redes que desse garantias indiscutíveis. O escolhido foi Júlio César – acabadinho de passar pelo Mineiraço (como ficou conhecida a derrota do Brasil frente à Alemanha, por 7-1, nas meias-finais do “seu” mundial).
A aposta não poderia ter sido mais acertada. Júlio César chegou ao Benfica com 35 anos, numa suposta fase descendente da carreira, após ter vencido tudo pelo Inter de Milão, muito pela selecção “canarinha”, e se ter retirado para os endinheirados QPR (Premier League) e Toronto FC (MLS). No Benfica, Júlio César voltou a sentir prazer pelo jogo, confirmou o seu estatuto, contribuindo, com a sua qualidade e a sua experiência para uma história de sucesso que se continua a escrever.
Em duas épocas, cumpriu 64 jogos pelo clube, conquistando dois campeonatos, uma Taça da Liga e uma Supertaça. Recentemente, perdeu a titularidade para o compatriota Ederson, sendo utilizado, normalmente, em partidas das taças internas.
4.º – José Henrique

José Henrique regressou ao Benfica em 1966 – havia feito parte da equipa de juniores do clube –, depois de passagens pelo Amora, Seixal e Atlético. O eterno Costa Pereira era já um veterano e o jovem José Henrique, conhecido no mundo do futebol por “Zé Gato”, pela sua notável agilidade felina, dava mostras de poder ser o seu sucessor, o que se veio a confirmar logo na época seguinte.
José Henrique foi guarda-redes do Benfica durante 13 épocas (1966-1979), titular indiscutível em nove (a partir de 1973 alternou a titularidade com Bento; até lhe passar totalmente o testemunho), vencendo oito campeonatos e três Taças de Portugal. Esteve ainda presente numa final da Taça dos Campeões Europeus (derrota 4-1, com Manchester United, após prolongamento).
Representou o Benfica em 296 ocasiões e foi internacional por Portugal 15 vezes. Após sair do Benfica, representou ainda Nacional (1979-1981) e terminou a carreira no Sp. Covilhã, em 1981/1982, na qualidade de treinador-jogador (disputou apenas dois jogos). Mais tarde, regressou ao Benfica para integrar a estrutura do clube.
3.º- Costa Pereira

Os ecos das exibições de Costa Pereira ao serviço do Ferroviário de Lourenço Marques – na sua Moçambique natal – chegaram a metrópole e, sem hesitar, o Benfica contratou-o, corria o ano de 1954. Ninguém poderia imaginar, todavia, que aquele jovem, com respeitosa estampa física (1,82 metros e 83 quilos), marcaria tão profundamente uma Era, juntamente com outros nomes maiores – entre os quais os seus conterrâneos Coluna e Eusébio –, que elevou definitivamente o Benfica para o restrito lote dos maiores clubes da história do futebol.
Entre 1954 e 1967, ao longo de 13 épocas, Costa Pereira representou o Benfica em 357 ocasiões, conquistadas duas Taças dos Campeões Europeus, oito campeonatos e cinco Taças de Portugal. Foi internacional 22 vezes. Na “época d’ ouro” do Benfica, Costa Pereira teve a ainda a oportunidade de estar presente em mais duas finais da Taça dos Campeões Europeus, em 1963 (derrota 2-1, com o Milan) e em 1965 (derrota 1-0, com o inter de Milão). Foi exactamente neste último jogo, disputado em San Siro, que ficou famoso o seu “frango” e a sua lesão, que obrigou o Benfica a jogar grande parte da partida com 10 elementos e o “central” Germano na baliza. Até quando errou, Costa Pereira foi inesquecível.
2.º- Manuel Bento

Com apenas 1,73 metros de altura, não seria expectável que Manuel Galrinho Bento pudesse tornar-se guarda-redes ao mais alto nível. No entanto, Bento não era um homem convencional: tinha super-poderes; e só assim se pode explicar como chegava à bola, tantas vezes, pelo chão ou pelo ar, quando os adeptos já cantavam golo. Destacou-se no Barreirense, contribuindo, já aí, decisivamente, para o 18.º título de campeão nacional do Benfica (em 1970/1971), depois de uma exibição de gala no Estádio de Alvalade, com vitória da sua equipa por 1-0.
Chegou à Luz dois anos depois, e foi guarda-redes do Benfica durante 20 épocas (456 jogos), marcadas, quase exclusivamente, pelo sucesso. Venceu nove campeonatos, seis Taças de Portugal e três Supertaças Cândido de Oliveira. Representou a selecção nacional em 63 ocasiões.
Foram incontáveis os seus momentos altos: desde o penálti negado ao bi-bota Fernando Gomes, no “jogo do título” de 1982/1983, disputado no Estádio das Antas; ou a exibição em Estugarda, diante da Alemanha (vitória por 1-0, com golo de Carlos Manuel), que valeu o apuramento de Portugal para o mundial de 1986. É considerado o melhor guarda-redes português de todos os tempos, segundo votação da UEFA (realizada em 2015).
1.º- Michel Preud’Homme

Assim que a contratação de Michel Preud’Homme foi anunciada, os jogos da Bélgica no Mundial de 1994 (com Portugal ausente), transmitidos noite dentro, confundiram os benfiquistas, indecisos se o que viam era sonho ou realidade: um guarda-redes de elástico, com asas invisíveis, espantava o país e o mundo com actuações impossíveis de descrever. Terminada a prova, Michel Preud’Homme, vencedor do troféu Lev Yashin, chegou a Lisboa, já com 35 anos, e uma bagagem cheia de promessas.
Ao longo de cinco épocas, e 240 jogos pelo Benfica, Michel Preud´Homme não só cumpriu as expectativas, como as superou largamente, confirmando todas as suas qualidades com exibições ainda hoje inesquecíveis (para quem teve a sorte de as ver). O primeiro guarda-redes estrangeiro do Benfica teve, porém, a infelicidade de defender a baliza encarnada durante aquela que foi, muito provavelmente, a pior fase da história desportiva do clube – na altura, repetiam-se frases tristes a cada semana: imaginem este Benfica sem Preud’Homme?; Preud’Homme merecia muito mais. Conquistou, apenas, uma Taça de Portugal (em 1995/1996).











