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Ao longo da história do futebol português, houve muitos guarda-redes que se destacaram e ficaram na história. Com o tempo, começaram a aparecer guarda-redes estrangeiros (alguns deles internacionais) no nosso futebol que se destacaram e se tornaram figuras de proa nas respectivas equipas. Nós, portugueses, podemos orgulharmo-nos de já termos tido guarda-redes de classe mundial a jogar no nosso país: Michel Preud’homme no SL Benfica, Peter Schemeichel no Sporting CP e actualmente, Iker Casillas no FC Porto e Júlio César no SL Benfica
No entanto, também houve outros guarda-redes que se notabilizaram em clubes de segunda linha a nível nacional. Uns fizeram carreira em Portugal (alguns com passagens discretas por um dos grandes), outros revelaram-se em Portugal e deram o salto para um grande e/ou para o estrangeiro.
E, como sempre tive um carinho especial pela posição de guarda-redes, quero aqui fazer um top dos melhores guarda-redes estrangeiros em clubes de segunda linha a nível nacional.
Foto de capa: UD Leiria
10.º – Cássio

O brasileiro Cássio deu o salto para o Velho Continente em 2008 após passar por vários clubes brasileiros, entre os quais o CF Vasco da Gama, transferindo-se então para o FC Paços de Ferreira, ajudando logo na época de estreia a levar o clube à primeira final da Taça de Portugal da sua história.
Em mais quatro épocas ao serviço do clube da capital do móvel, ajudou o clube a chegar à final da Taça da Liga em 2011. E em 2012/2013, sob o comando técnico de Paulo Fonseca, ajudou a equipa pacense a conquistar um histórico terceiro lugar e o acesso à Champions.
Curiosamente, nessa época terminaria contrato e não renovou com o FC Paços de Ferreira, tendo rumado ao FC Arouca, então estreante na primeira divisão. Após ajudar a equipa beirã a conseguir a manutenção, voltaria a mudar de rumo, transferindo-se para o Rio Ave FC, onde ainda hoje permanece e ajudou o clube vila-condense a realizar épocas tranquilas.
9.º – Nílson

Este guarda-redes foi contratado pelo Vitória SC ao Náutico em 2005, tendo-se rapidamente assumido como titular indiscutível da baliza vimaranense. No entanto, a sua primeira época de Rei ao peito não correria de feição, com o clube vimaranense a descer de divisão.
No entanto, o guardião brasileiro ajudou o clube a regressar ao escalão maior do futebol português na época seguinte e em 2007/2008 foi um dos principais responsáveis pelo histórico terceiro lugar dos vitorianos, com o clube a qualificar-se para a Liga dos Campeões na primeira vez na sua história.
Seguiram-se mais três temporadas na cidade-berço, com boas prestações até que a crave crise financeira que assolou o clube, ditou a sua saída em 2012. Depois de três épocas ao serviço dos iranianos do Persepolis, regressou a Portugal para representar o Moreirense FC, onde foi suplente de Stefanovic.
Actualmente aos 41 anos, joga no CF União, onde se destaca como um exemplo de experiência e longevidade.
8.º – Rafael Bracali

O CD Nacional foi contratar este guarda-redes ao modesto Paulista Jundiaí para temporada 2006/2007. Após um ano em que foi suplente do suíço Diego Benaglio, o guardião brasileiro assumiu a titularidade e começou a notabilizar-se no futebol português, ajudando o clube insular a qualificar-se duas vezes para as competições europeias.
As suas prestações ao serviço dos Alvi-negros valeram a sua transferência para o FC Porto, onde não passaria de suplente de Helton, acabando por ser emprestado ao Olhanense.
Depois de duas ao serviço dos gregos do Panetolikos, o guardião regressou a Portugal para representar o FC Arouca, contribuindo de forma decisiva (defendeu três grandes penalidades) para um histórico quinto lugar e uma qualificação às competições europeias. Transferiu-se recentemente para a Associação Chapecoense de Futebol.
7.º – Fernando Prass

Este guarda-redes brasileiro deu o salto para o Velho Continente em 2005 para a UD Leiria, cabendo-lhe a difícil tarefa de substituir Helton. Depois de uma primeira época em que foi suplente de Costinha, assumiu a titularidade na época seguinte, onde ajudou o clube da cidade do Lis a conquistar o 7º lugar e uma presença na Taça Intertoto.
Nessa época, o guardião brasileiro realizou 28 jogos e sofreu 23 golos, obtendo uma média de jogos por jogo inferior a um, algo pouco comum num clube fora dos três grandes. Na época seguinte, o clube acusou a participação nas competições europeias e acabou por terminar o campeonato no último lugar, mas Fernando foi o jogador que mais se destacou no clube leiriense, chegando a ostentar a braçadeira de capitão.
Permaneceu ainda em Leiria na primeira metade da época 2008/2009, até que em Janeiro de 2009 regressou ao Brasil, e a sua carreira começaria a entrar em ascensão no futebol brasileiro. Acutalmente, aos 38 anos, é o capitão do actual campeão brasileiro, um dos maiores ídolos da “torcida” do Verdão e um dos guarda-redes mais populares no Brasil.
6.º – Ederson Moraes

Após de desvincular do SL Benfica em 2011, ainda júnior, jogou uma temporada no GD Ribeirão, tendo-se depois transferido para o Rio Ave FC. Depois de ter sido suplente de Jan Oblak na primeira temporada, assumiu a titularidade em meados da temporada 2013/2014, ajudando o clube vila-condense a chegar à final da Taça de Portugal e da final da Taça da Liga.
Na época seguinte, alternou a titularidade com Cássio, tendo jogado na Liga Europa e ajudado a equipa e conseguir um tranquilo sexto lugar na tabela classificativa, com as suas boas exibições a ditarem o seu regresso ao SL Benfica.
5.º – William

Quem não se lembra deste guarda-redes camaronês. Este guarda-redes 52 vezes internacional pela selecção dos Camarões, assinou pelo Boavista FC após quatro anos no futebol brasileiro (foi suplente de Dida no Cruzeiro EC).
Logo na primeira época de pantera ao peito foi um dos responsável pela campanha notável do clube axadrezado que lhe permitiu disputar o campeonato taco-a-taco com o FC Porto. Ao todo, foram 9 anos ao serviço do Boavista FC, onde alternou a titularidade com outros guarda-redes como Ricardo, Khadim e Carlos Fernandes.
Fez parte da histórica equipa que se sagrou campeã nacional em 2000/2001, tendo também competido na Champions e chegado às meias-finais da Taça UEFA em 2002/2003. Na última época da sua carreira, representou o CD Feirense.
4.º – Hélton

Este guarda-redes brasileiro chegou a Portugal para representar a UD Leiria em 2002, após rescindir contrato com o CF Vasco da Gama. Na sua primeira época, só assumiu a titularidade na recta final da temporada, ajudando ainda o clube leiriense a chegar à final da Taça de Portugal.
Nas duas épocas seguintes, seria titular indiscutível e uma das figuras de proa da equipa, até que o FC viu nele uma boa aposta para preparar a sucessão a Vítor Baía, acabando por se tornar num dos guarda-redes mais carismáticos e populares do futebol português.
3.º – Peter Rufai

A história de vida deste antigo guarda-redes nigeriano destaca-se por uma particularidade: Peter Rufai era o filho do Rei da Nigéria e o herdeiro ao trono. No entanto, Peter Rufai sempre quis ser guarda-redes de futebol e deixou uma vida estável e um futuro assegurado para abraçar o seu sonho.
Ao dar o salto para o Velho Continente, Peter Rufai teve passagens pela Bélgica e pela Holanda, até ter aterrado em Portugal em 1994, mais precisamente em Faro para representar o SC Farense. Rapidamente se assumiu como a figura de proa do clube orientado por Paco Fortes, juntamente com o avançado marroquino Hassan Nader, contribuindo decisivamente para a melhor classificação da história do clube: o quinto lugar e a primeira e única qualificação para as competições europeias.
Em três épocas ao serviço do emblema algarvio, Peter Rufai foi indiscutível na equipa, tornando-se certamente no melhor guarda-redes da história do clube. Após duas épocas no futebol espanhol, regressaria a Portugal em 1999 para representar o Gil Vicente FC, onde colocaria um ponto final na sua carreira.
Peter Rufai faria ainda parte da histórica selecção nigeriana, que conquistou a Taça das Nações Africanas em 1994, juntamente com outros jogadores que brilharam no futebol português como Rashid Yekini e Emmanuel Amunike, mancando também presença nos Mundiais de 1994 e 1998, sendo um dos melhores guarda-redes africanos de sempre.
2.º – Diego Benaglio

Em 2005, o CD Nacional foi contratar este guarda-redes suíço à equipa sub-23 do VfB Stuttgart. Começou a época como suplente de Hilário, mas uma lesão do guardião formado no FC Porto fez com que Benaglio assumisse a titularidade e nunca mais a largasse.
As suas prestações ao serviço do clube alvi-negro despertaram a cobiça de vários clubes europeus e também a sua chegada à selecção A da Suíça. Em Janeiro de 2008 deu o salto para a Bundesliga, precisamente para o VfL Wolfsburg, onde permanece ainda hoje.
Actualmente tem mais de 200 jogos realizados no clube da Wolfswagen e foi 61 vezes internacional A pela Suíça. A sua passagem pelo CD Nacional acabou por se revelar determinante para que este se tornasse num dos melhores guarda-redes da Bundesliga.
1.º – Jan Oblak

O actual guarda-redes do Atlético de Madrid, chegou ao SL Benfica praticamente como um desconhecido. Aos 17 anos, Jan Oblak já era titular do KK Olimpija e internacional sub-21 pela Eslovénia, mas não passava de uma promessa.
Após uma época emprestado ao SC Beira-Mar e ao SC Olhanense, clubes onde não jogou, seria emprestado na época seguinte à UD Leiria, onde na segunda metade da época, aproveitou a lesão do habitual titular Gottardi para mostrar as suas credencias que levaram os dirigentes do SL Benfica a apostar na sua contratação. Isto, apesar do clube se encontrar no fundo da tabela classificativa e atravessar numa grave crise financeira que levou à rescisão de contrato da maioria dos jogadores ainda antes do termo da época.
Em 2012/2013 seria emprestado ao Rio Ave FC para dar continuidade ao seu crescimento e seria uma das peças-chave do clube vila-condense, ajudando-o a conquistar o sexto lugar no campeonato, a segunda melhor classificação de sempre no Rio Ave, que valeu o regresso aos encarnados, e o resto já se sabe.
Elegi o guardião internacional-esloveno como o primeiro desde top pelo facto de ter sido na UD Leiria e no Rio Ave FC que ele começou a mostrar sinais de que ele seria um caso sério no futebol mundial. Se ele não tivesse dado este passo atrás na sua carreira, se calhar ele não estaria actualmente entre os cinco melhores guarda-redes mundiais.













