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Cada Seleção deve contar com um guarda redes de classe mundial. Tal é fundamental. Trata-se de um elemento que fornece uma segurança tremenda a qualquer conjunto. Um elemento que aumenta significativamente as aspirações. Porém, certos guardiões exímios na sua arte ficaram na sombra de um par seu. Afinal, na baliza, basta mesmo só um…
Casos bem atuais como, por exemplo, no Brasil, onde Alisson relega um guarda redes como Ederson para o banco; ou na Alemanha, a disputa entre Neuer e Ter Stegen, ilustram de forma precisa este ponto.
5.

Grégory Coupet – Coupet ficou eternizado na memória quando assinou uma dupla defesa completamente milagrosa (frente ao Barça, em 2001, num lance em que Rivaldo foi também protagonista). Além desse facto, também Fabien Barthez eternizou o seu lugar no banco de suplentes gaulês…
O agora treinador de guarda redes do Lyon, venceu sete campeonatos enquanto jogador (todos no clube em que exerce hoje funções), tendo sido eleito o melhor guarda redes do ano por quatro ocasiões. Conta com seis supertaças de França (uma conquistada ao serviço do PSG, já em fim de carreira).
Apesar do talento reconhecido, assumira muitas poucas vezes as redes da seleção gaulesa.
4.

Pepe Reina & Victor Valdés – A Seleção de Espanha teve um leque de três “arqueros” da mesma geração que, embora de forma intrínseca disputassem o “número um”, para dois deles e para os espanhóis em geral, Casillas era intocável.
Dono de uma compostura irrepreensível, “San Iker” foi dono e senhor dos postes ao serviço de “La Roja”. Valdés e Reina, ambos formados na “La Masia”, viam um madrileno não lhes dar chance de representar as suas cores como “atores principais”.
3.

Anthony Lopes – Após uma era em que Baía fora afastado, e Ricardo convenceu os portugueses na arte do “mata mata” das grandes penalidades, em detrimento de Quim, hoje existe também uma dualidade de escolha no seio da Seleção de todos nós.
Anthony e Rui representam uma escola de guarda redes diferente (o segundo mais posicional e sereno, o primeiro mais felino e emotivo), mas veem as suas qualidades gerais equilibradas entre si.
Um em Inglaterra, outro em França, a verdade é que Anthony Lopes está num nível elevadíssimo…. Estando eternamente grato a Patrício devido às suas exibições no EURO 2016, deixar de referir a tremenda forma de A. Lopes seria injusto. Um guarda redes que, definitivamente, garante pontos.
2.

Rogério Ceni – Exímio na marcação de livres diretos, penalties, Ceni é uma das maiores lendas do São Paulo. Enorme quando o tinha de ser, foi muito graças a si que, por exemplo, o clube paulista venceu o Liverpool no Mundial de Clubes de 2005.
Conta com um Mundial de Seleções também, é verdade. Contudo, não teve a mesma responsabilidade. Na sombra ou de Taffarel, Marcos, ou de Dida, Rogério Ceni não assumiu as redes do escrete tantas vezes como queria…
1.

Jens Lehmann – Jens Lehmann fez carreira em grandes clubes. Figura do Arsenal, também poderia ter sido isso na sua Seleção. Apesar de ter disputado o Mundial 2006 como titular (já em final de ciclo), o alemão foi sempre escolha de um outro.
Um outro enorme… Um guarda redes que marcaria qualquer era deste desporto. Falamos, obviamente, de Oliver Kahn. Ambos trocaram alguns “bitaites” pouco saudáveis em relação a isso em 2007 pelos media…
Lehmann fez carreira, inicialmente, como não poderia deixar de ser, em solo alemão (Schalke 04), mas saiu para o Milan. Sem grande sucesso, retornou ao seu país, mas para vestir o amarelo e negro do Dortmund. Deu nas vistas novamente, e foi ele o eleito para herdar o lugar do icónico David Seaman.
Foi um dos grandes responsáveis da inédita temporada invencível que os “gunners” efetuaram, em 2003/04.
Foto de Capa: Federação Futebol Alemã
Artigo revisto por: Jorge Neves














