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David De Gea; Dani Alves, Marcelo, Sergio Ramos E Raphael Varane; Eden Hazard, N’Golo Kante E Luka Modric; Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappe E Lionel Messi.
Para a FIFA, é este o melhor XI possível com os jogadores atuais no futebol mundial. Naquele que foi o ano mais polémico na (curta) história do prémio The Best, veremos cinco craques que se podem considerar injustiçados por não poderem posar para a fotografia com o ator Idris Elba.
É de notar que os cinco atletas aqui apresentados foram escolhidos tendo em conta a formação da equipa (4-3-3), pelo que cada jogador será apresentado juntamente com a estrela que poderia substituir neste mesmo XI.
1.

Thibaut Courtois – No final da época passada, a escolha entre Courtois e David De Gea para o melhor guarda redes talvez não fosse tão renhida. Tendo sofrido menos 10 golos na época passada, o espanhol do Manchester United levava claramente a vantagem nesta disputa. Mas o Mundial foi muito ingrato para De Gea. Em apenas 4 jogos, sofreu seis golos e fez apenas uma defesa. Enquanto isso, o agora guardião do Real Madrid connquistou o terceiro lugar pela Bélgica e foi protagonista de algumas das melhores defesas do torneio.
A decisão de o deixar de fora ainda ganha contornos mais incompreensíveis quando vemos quem ganhou o prémio Luva de Ouro da FIFA: Thibaut Courtois. O suposto melhor guarda redes do mundo… não entra no melhor XI do mundo.
2.

Daniel Carvajal – Um dos jogadores mais subvalorizados no futebol mundial, Carvajal é, um pouco como Casemiro, um dos cavalos de trabalho do Real Madrid. Os jogadores que fazem o trabalho sujo para que os seus colegas da frente possam brilhar. E é, acima de tudo, incrivelmente competente. E, mais uma vez, demonstrou-o. Infelizmente, no maior jogo da época, a final da Liga dos Campeões em Kiev, saiu lesionado ainda na primeira parte e acabou por ficar condicionado nos três jogos que disputou no Mundial.
Mas a sua exclusão deste XI parece inexplicável quando olhamos para o lateral direito eleito pela FIFA: Daniel Alves. Tendo sido, sem dúvida, um dos melhores defesas do mundo durante anos, o jogador do PSG está numa fase de declínio da sua carreira e até ficou de fora da Seleção Canarinha na Rússia, por lesão. Em França, conquistou a Ligue 1, a Taça Francesa e a Taça da Liga Francesa, mas não ocupou nenhuma posição de destaque na equipa parisiense. Foi titular, sim, mas dificilmente justificou esta inclusão.
3.

Casemiro – Embora esta não tenha sido uma época de particular destaque para o dínamo brasileiro, Casemiro não deixou de ser uma peça fulcral no Real Madrid CF. Tendo dado um salto enorme desde a chegada de Zinédine Zidane à equipa principal dos blancos, o médio defensivo que passou pelo FC Porto na época 2014/2015 reafirmou o seu estatuto como um dos melhores trincos do mundo. A juntar a isto, conquistou a sua terceira Liga dos Campeões consecutiva com o conjunto madrileno.
Ficou muito a dever a si mesmo no Mundial de 2018, e com N’golo Kanté – vencedor da competição, pela França – no lugar propriamente dito de 6 neste XI, a sua exclusão acaba por ser justificada.
4.

Kevin de Bruyne – A estrela principal do fantástico Manchester City de Pep Guardiola, o belga espalhou magia pelos campos ingleses e internacionais. Quer com o azul bebé dos citizens ou o vermelho, amarelo e preto da sua seleção, De Bruyne afirmou-se nesta época como um dos melhores criadores do mundo. O próprio Guardiola reconheceu isto, quando o colocou “apenas um nível abaixo” de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
O seu lugar surgiria em detrimento do seu compatriota Eden Hazard, até porque num sistema 4-3-3 faria sentido ter um jogador com as características de De Bruyne no meio campo, em vez de um extremo como Hazard.
5.

Mohamed Salah – Mais um dado incoerente nos prémios The Best: um dos três finalistas para o prémio de melhor jogador no mundo… não entra no melhor XI do mundo. Não faz sentido, muito menos quando olhamos para os números de “Mo” Salah naquela que foi a sua primeira época no Liverpool FC. Marcou 32 golos na Premier League, um recorde absoluto para uma época com 38 jogos. Foi o segundo melhor marcador da Liga dos Campeões, com 11 tentos e exibições absolutamente mágicas pelo caminho (2ª mão contra o Manchester City, nos quartos de final, e 2ª mão contra a AS Roma nas meias, por exemplo).
Percebe-se que tenha ficado atrás de Cristiano Ronaldo e Luka Modric na votação para o galhardete de melhor do mundo. Até poderia entrar para o lugar de Eden Hazard, mas De Bruyne já o teria feito caso seguíssemos a lógica apresentada neste top. Mas certamente terá feito o suficiente para entrar no lugar de Kylian Mbappé, por exemplo. Apesar do melhor Mundial do francês, este não teve o mesmo impacto em Paris que o egípcio em Liverpool. Sem dúvida, a ausência mais gritante neste XI.
Foto de Capa: FIFA
Artigo revisto por: Jorge Neves













