Publicidade

Os 5 melhores golos do campeonato português na época 19/20

Diana Oliveira · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Agora que se avizinha o tão desejado regresso da Primeira Liga e, com ela, mais momentos de “magia” dos jogadores na altura de endereçar a bola para o fundo das redes, podemos recordar aqueles que foram, provavelmente, os melhores golos do campeonato até à sua suspensão na 24ª jornada.

Numa análise mais superficial, teremos sempre tendência para avaliar da melhor forma os golos mais bonitos, aqueles que nos deixaram literalmente de boca aberta ao olhar para o ecrã ou quando os assistimos no estádio. Contudo, tentamos também ter em conta o momento do jogo quando se dá esse remate certeiro, o contexto da partida e a jogada em si. De forma a tentar ser os mais justos possível nesta avaliação, excluímos os golos marcados por jogadores dos “três grandes”.

Na verdade, foram vários os golos dignos de registo, mas decidimos por aqueles que mais se destacaram para pertencer a este Top:

5.

Davidson (Jornada 2: Vitória SC 1-1 Boavista FC) – Num jogo de sentido único, com o Vitória SC a destacar-se na procura do golo durante toda a partida, Davidson fez jus à superioridade dos vitorianos em campo ao assinar, logo aos 16 minutos, um golo de grande qualidade técnica.

Edmond Tapsoba (ainda hoje recordado com saudade em Guimarães), com uma excelente visão de jogo, assistiu de forma perfeita para o brasileiro, que colocou a bola dentro da baliza boavisteira com um pontapé de moinho.

4.

Welinton (Jornada 8: Belenenses SAD 3-2 CD Aves) – Welinton Júnior bem poderia ter sido o herói desta partida frente ao Belenenses, já que marcou os dois golos da equipa visitante. Contudo, Licá decidiu que também era tarde para brilhar e assinou também ele dois tentos, com Adi Mehremic a desempatar o jogo para os da casa.

Ainda assim, Welinton arrancou para si um dos melhores golos do campeonato, logo ao primeiro minuto da partida: ainda no seu meio-campo defensivo, Cláudio Falcão “desencantou” o colega desmarcado na frente, que após uma grande receção com o peito, picou a bola por cima do guarda-redes, André Moreira. Depois foi só preciso mandá-la para dentro da baliza completamente aberta.

3.

Pedrinho (Jornada 23: CD Aves 1-3 FC Paços de Ferreira) – Pedrinho é um verdadeiro mestre dos golos bonitos, pelo que poderia facilmente ter mais do que um neste Top. Ainda assim, escolhemos este que desbloqueou o jogo frente o Desportivo das Aves, aos 27 minutos da partida.

Depois de um corte defeituoso do jogador avense, a bola cai nos pés de Pedrinho que, de primeira, atira um míssil indefensável para Quentin Beunardeau. Um daqueles golos assombrosos que nunca nos cansamos de rever, não importa quanto tempo passe.

2.

André Santos (Jornada 5: CS Marítimo 1-3 Belenenses SAD) – Este é um daqueles golos que nunca saberemos se o jogador o conseguiu com plena intenção ou se foi mera sorte. Independentemente disso, não podemos deixar de apreciar a beleza deste canto direto, convertido por André Santos, que enganou toda a defensiva do Marítimo.

A complexidade da execução deste golo é tão grande, que certamente o jogador português vai recordá-lo com carinho como um dos melhores da sua carreira. Já o guarda-redes Charles Silva, ainda hoje se deve questionar como é que esta bola não foi para fora.

1.

Pedro Nuno (Jornada 19: Gil Vicente FC 1-5 Moreirense FC) – Há golos bonitos no futebol e depois há este golaço de Pedro Nuno. O camisola 27 do Moreirense entrou aos 75 minutos de jogo para, apenas dois minutos depois, ser protagonista da partida com um golo que é um hino ao futebol.

O momento do jogo (a equipa de Guimarães vencia já por 4-0) era já de relaxamento e descontração para a equipa de Moreira de Cónegos, o que propicia a genialidade dos jogadores. Foi nesse contexto que Pedro Nuno, aproveitando-se dum ligeiro adiantamento de Denis, picou por cima do guarda-redes, num “chapéu” que, se não mais, ficará para a história deste campeonato.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Diana Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.