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O estar entre os postes foi, durante muito tempo, uma posição desvalorizada. Qualquer um se lembra que nas “peladinhas” faltava sempre um guarda-redes, era uma posição que poucos gostavam de ter. Na verdade, muitos dos nº 1 de outrora iniciaram as suas carreiras noutras posições, mas esses tempos mudaram. Observamos cada vez mais a importância dos guarda-redes a serem fundamentais na decisão de jogos, claro que já o eram, mas com uma relevância diferente, não só pelo que defendem, mas também pelo que jogam para a equipa. Assistimos a uma nova geração que está a ser preponderante não só no início da construção do jogo da equipa mas também nas movimentações defensivas e circulação de bola.
Olhando para esta mudança de paradigma com muito gosto e não esquecendo o carisma dos símbolos do Benfica na blindagem da nossa baliza, apresento o meu top 5 de guardas-redes do Benfica:
Foto de Capa: SL Benfica
5.

Robert Enke – Um homem pelo qual tive uma grande admiração. Era jovem quando chegou ao Benfica, algo tímido, mas com uma frieza (típica de um alemão) entre os postes e que trouxe alguma segurança à nossa baliza em tempos muito difíceis do Benfica. Deu tudo enquanto representou a nossa camisola e não teve o final feliz que se lhe adivinhava. Um guarda-redes rápido e com imensa agilidade. O seu carisma deixou saudades nos adeptos.
4.

Ederson Moraes – A nossa galinha dos ovos de ouro. Não só pelo encaixe que deu ao Benfica mas principalmente pela dinâmica que dava à equipa nos lançamentos longos até aos avançados e também por ter imposto no futebol mundial um novo modelo de guarda-redes, que trata bem a bola, ajuda na criação defensiva e joga fora da área, como um verdadeiro central muitas vezes. Quando ainda estava na Luz, tive oportunidade de assumir que seria um dos melhores senão mesmo o melhor guarda-redes da sua geração e a época que tem vindo a fazer ao serviço do Manchester City tem reforçado esta minha convicção. Muitas até aparentam que o corpo está em jogo, mas a sua mente não, pela indiferença com que lida com o erro e pela força mental que apresenta. Guarda-redes de favela, que nunca quebra nem desiste, mesmo quando as dificuldades eram “apenas” tirar o lugar ao campeão do mundo Júlio César, poucos acreditavam, mas ele era do contra e conseguiu fazê-lo da melhor forma, aprendendo com ele. Ficará na história do Benfica pela ajuda determinante no tetra.
3.

Júlio César – É simplesmente o guarda-redes mais titulado do mundo, que chegou ao Benfica depois de uma derrota humilhante perante a Alemanha. No entanto, apesar de todas as dificuldades físicas que apresentou durante a estadia no Benfica, a qualidade, a experiência e a liderança de um campeão estavam lá, até na hora da despedida. Tem vindo a contribuir em muito para os recentes anos de ouro do Benfica e deixou vários ensinamentos e um legado na baliza encarnada. Foi importante para um gigante como o Benfica conseguir atrair um campeão do mundo, com tudo o que isso representa, para o balneário, para as gerações vindouras e para os adeptos. Deixou um exemplo acima de tudo.
2.

Michel Preud’Homme – Um guarda-redes que sobressaiu em momentos difíceis do futebol do Benfica. Nas suas cinco épocas, apenas conquistou uma Taça de Portugal mas deixou a sensação aos adeptos da altura que tinham o melhor guarda-redes do mundo. Estes só lamentaram a chegada tardia, com 35 anos, porque por tudo o resto são maravilhosas as palavras para descrever este belga. Inquebrável, elástico, voador e guarda-redes de defesas impossíveis, deu muitas alegrias e deixou, sem dúvida, uma marca no coração de qualquer benfiquista.
1.

Manuel Bento – O campeão do Benfica é o eterno guarda-redes. Esteve 20 épocas na baliza do clube, ganhou nove campeonatos, seis Taças de Portugal e três Supertaças e é um dos guarda-redes mais titulados pelo Benfica. Conhecido pelo seu bigode que marcou uma geração, era muito rápido e astuto na saída da bola, a sua baixa estatura para um guarda redes não se revelou uma desvantagem, pelo contrário, era um jogador muito admirado também pelo seu visível amor à camisola.
Revisto por: Rita Manique












