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Os portugueses estão diariamente nas bocas do mundo e o futebol tem sido um dos palcos de maior destaque. As conquistas de José Mourinho abriram as portas da Europa aos técnicos nacionais, e hoje em dia são muitas as equipas de topo que têm por trás a mão de um português.
Este crescendo no panorama internacional permitiu também que as camadas jovens portuguesas apresentassem melhorias significativas, uma situação que tem andado de mãos dadas com os triunfos em provas de seleções. Com isto, vemos nomes como Bernardo Silva, João Cancelo, André Silva e João Mário chegarem aos principais emblemas europeus, após terem sido desde cedo referenciados pelas suas prestações nos escalões de formação.
Contudo, o mediatismo em volta das grandes figuras do futebol português e de todas as polémicas associadas tem abafado um pouco os feitos dos jovens jogadores espalhados pelo continente europeu. A realização deste top tem como objetivo dar a conhecer os cinco portugueses sub-23 em maior destaque além-fronteiras, tendo como critério principal o momento de forma atual do jogador.
5.

Rúben Vinagre – O futuro dono da lateral esquerda da seleção portuguesa. Aos 19 anos, Rúben Vinagre tem já um currículo invejável para a idade: formação dividida pelo FC Barreirense, CF “Os Belenenses”, Sporting CP e, mais tarde, AS Monaco; conquista dos Campeonatos da Europa sub-17 e sub-19 por Portugal; presença na lista dos 60 jovens candidatos ao prémio Golden Boy; subida à Premier League pelo Wolverhampton Wanderers FC. Esta época, com a camisola do clube inglês, já soma 778 minutos e uma assistência para golo em 14 jogos. Apesar de não ser um titular indiscutível da equipa orientada por Nuno Espírito Santo, é frequente vermos Vinagre a atuar no corredor esquerdo dos Wolves, no qual se destaca pela velocidade e capacidade de drible que oferece ao jogo. Não será de estranhar, de todo, que este menino da “Geração de 99” comece a ser opção para Fernando Santos num curto espaço de tempo.
4.

Diogo Dalot – A lateral direita é ainda menos um problema para Portugal. Numa altura em que a seleção tem à disposição nomes como João Cancelo, Nélson Semedo, Cédric Soares e Ricardo Pereira, um outro menino da “Geração de 99” decidiu dar nas vistas, ao serviço do FC Porto, e deu também o salto até Inglaterra. Em junho de 2018, Diogo Dalot assinou por cinco épocas com o Manchester United FC, tendo custado 22 milhões de euros aos cofres do clube inglês. Ao serviço dos Red Devils, o jovem de 19 anos soma 831 minutos e duas assistências para golo em 12 jogos. À semelhança de Vinagre, Dalot não é titular indiscutível em Terras de Sua Majestade, muito por culpa da lesão que sofreu no início da temporada. O facto de poder jogar nos dois corredores, aliado à condição física impressionante que apresenta, faz do português um dos laterais mais promissores da atualidade, tendo inclusive sido um dos 20 finalistas do prémio Golden Boy.
3.

Rafael Leão – A “Geração de 99” tem, realmente, muito pano para mangas. Após ter cumprido a sua formação no Sporting e ganho destaque na equipa B do clube leonino, o avançado português mereceu a chamada de Jorge Jesus ao plantel principal, e desde cedo se percebeu que estava ali uma pérola por lapidar. Com os acontecimentos de Alcochete e a consequente rescisão de contrato, Rafael Leão rumou até ao Lille OSCM e começa, aos poucos, a ganhar preponderância no conjunto francês. Atuando como referência atacante dos Dogues, Leão conta já com 582 minutos e cinco golos marcados em 12 jogos, e tem todas as condições para aumentar esses números até ao final da época. As parecenças com Kylian Mbappé na forma de jogar – ambos jogadores explosivos e com faro para o golo – têm chamado a atenção de alguns tubarões europeus, pelo que é pouco provável que o jovem de 19 anos fique por muito mais tempo em França.
2.

Diogo Jota – Um dos homens do momento em Inglaterra. No passado sábado, o internacional sub-21 português protagonizou uma exibição de luxo frente ao Leicester City FC, ao apontar três dos quatro golos da vitória do Wolverhampton. Como se não fosse suficientemente memorável fazer um hat-trick na época de estreia na Premier League, Diogo Jota imitou a proeza de Cristiano Ronaldo de 2008: na altura, com os mesmos 22 anos de Jota, CR7 foi o primeiro português a marcar por três vezes num jogo da liga inglesa. Após uma primeira temporada no Molineux em que apontou 18 golos, Jota continua a dar que falar ao serviço da equipa orientada por Nuno Espírito Santo. Nos 1270 minutos de futebol em que participou, repartidos por 20 jogos, o ex-FC Porto regista cinco golos marcados e duas assistências. A chamada à seleção A portuguesa não deve tardar.
1.

Rúben Neves – “We’ve got Neves, Rúben Neves! I just don’t think you understand. He’s Nuno’s man, he’s better than Zidane. We’ve got Rúben Neves!“. O cântico é dos adeptos dos Wolves, e não é difícil explicar esta admiração do público do Molineux pelo internacional português. Rúben Neves é um dos médios mais apetecíveis do futebol mundial, não só pela qualidade técnica absurda que possui, como também pelos golos de levantar o estádio que marca regularmente. O último dessa coleção foi frente ao Liverpool, para a FA Cup, e valeu a passagem dos “lobos” aos 16 avos-de-final da competição. Apesar de Guardiola ter afirmado que o Manchester City FC não está disposto a pagar 100 milhões por Neves, o mais certo é vermos o jogador de 21 anos a abandonar o Wolverhampton no fim da temporada por um valor muito próximo desse. Os três golos, as duas assistências e os inúmeros passes milimétricos que regista em 22 jogos esta época não enganam ninguém.
Foto de capa: Wolverhampton Wanderers FC
Artigo revisto por: Jorge Neves









