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Os 7 jogadores que deixam mais saudades ao futebol português

Diogo Pires Gonçalves · 3 min

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Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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O campeonato está a poucas semanas da retoma e as saudades da bola a rolar são muitas. Por enquanto, resta-nos ver como o regresso está a correr fora de portas. Sendo feito de pessoas e para pessoas, o futebol permite que se criem ídolos com a mesma facilidade que cria vilões. Neste artigo, reuni um conjunto de jogadores, no ativo ou retiradas, que deixam saudades ao futebol português por tudo o que fazem dentro de campo e o que significam fora dele.

4.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Cristiano Ronaldo e Figo, Sporting CP – Não tanto pelos títulos ou pelo futebol que apresentaram quando estavam por cá, mas pelo que significaram para o futebol português e, em particular, para o Sporting CP. São os rostos maiores da formação leonina e um atestado inequívoco à qualidade do futebol português. A academia de Alcochete tem vivido tempos conturbados e o mais próximo que estivemos do seu regresso aos tempos áureos foi o coração da Seleção Nacional no euro 2016: William Carvalho, Adrien e, mais à frente, João Mário.

3.

Rui Patrício, Sporitng CP – Entre o futebol de formação e o último ano em Alvalade, o dono da baliza da Seleção Nacional atuou de leão ao peito 19 anos. Foram 12 épocas no plantel sénior dos leões, um caso raro de lealdade ao clube que o mostrou ao mundo do futebol. A sua valia enquanto jogador garantia-lhe um salto para palcos maiores que o de Alvalade, o que tardou em concretizar-se. Apesar de ter nível para jogar num clube maior do que o Wolverhampton WFC, as exibições do melhor guarda-redes do Euro 2016 colhem elogios jornada após jornada numa das mais competitivas ligas do mundo. Os valores de lealdade, profissionalismo e dedicação nunca serão demais.

2.

Rúben Neves e Renato Sanches, FC Porto/SL Benfica – São o rosto da juventude que se vai apoderando do futebol internacional. Saíram prematuramente dos seus clubes e, com maior ou menor dificuldade, aprenderam a dar a volta por cima e hoje são, incontestavelmente, futuros donos do meio campo da Seleção Portuguesa. Saíram porque o negócio era apetecível num caso e necessário no outro. Renato já foi peça-chave na conquista de 2016, mas Rúben tem colhido frutos da sua persistência e consistência exibicional, primeiro na Segunda Liga inglesa e agora na surpreendente campanha do Wolverhampton WFC no principal escalão do futebol inglês, nos últimos dois anos. Deixam saudades porque o que fizeram cá foi especial jogo após jogo e porque é de jogadores assim que a nossa Liga precisa para se alavancar até ao patamar das outras. Jogadores como Rúben e Renato, ou Félix e Gelson Martins, ou Trincão e Pedro Neto. Segurá-los é garantir qualidade a uma Liga cada vez mais monopolizada e cinzenta.

1.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Helton e Jonas, FC Porto/SL Benfica – Nunca se enfrentaram para a Liga Portuguesa, já que quando Jonas chegou para representar os encarnados, Helton já era suplente de Iker Casillas. Contudo, é inegável o carinho que a generalidade do público nutre pelos dois, com as devidas diferenças. O guardião brasileiro defendeu a baliza azul e branca por 11 temporadas e venceu sete campeonatos, seis supertaças, três taças de Portugal e uma Liga Europa. Entre tudo isso, lesionou-se numa partida em Alvalade e foi substituído sob uma chuva de aplausos, digna de uma figura consensual do futebol português – entre jogadores, árbitros, treinadores e adeptos. Por sua vez, Jonas não colhe grande amor junto dos adeptos rivais das águias, mas a sua qualidade futebolística é visível e ao alcance de poucos. Esteve cinco épocas em Portugal, sempre ao serviço dos encarnados, e alcançou a marca dos 137 golos em 183 jogos, só no campeonato. Venceu quatro campeonatos, uma taça de Portugal, duas supertaças, duas taças da Liga e foi dos melhores jogadores do campeonato, para além de melhor marcador por duas vezes. Jonas “Pistolas”.

Diogo Pires Gonçalves

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