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Os 5 maiores flops do Ténis moderno

Henrique Carrilho · 4 min

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Cabeçalho modalidades

1.

Fonte: Facebook de Ernests Gulbis
Fonte: Facebook de Ernests Gulbis

Ernests Gulbis – Filho de um dos maiores magnatas Letãos, Ernests Gulbis é um dos mais paradigmáticos casos de talento desperdiçado. Ou não. O “menino-rico” que possui para além de um helicóptero, um submarino e uma nave espacial (sim, leu bem, uma nave espacial) diz que não joga ténis pelo dinheiro, fama, ou tão pouco pelo amor ao desporto. Faz tudo “meramente pelo gozo” que lhe dá. Até mesmo quando passou uma noite na prisão, antes de participar no ATP de Estocolmo, o letão achou piada à experiência e chega até a recomendar a todos que o façam “pelo menos uma vez na vida”. Dentro do court, deu nas vistas em 2007 quando eliminou Tim Henman em Roland Garros, chegando aos quartos-de-final desse Grand Slam no ano seguinte. Em 2014 atingiu a sua melhor classificação de sempre (10º) após uma fantástica época de terra batida que culminou nas meias-finais de Roland Garros (eliminou Roger Federer e apenas foi derrotado por Djokovic). Detentor de uma esquerda fabulosa e serviço potente, já tornou bem claro que num dia bom, pode eliminar qualquer um. “Dias bons” é que têm sido poucos, e o letão ocupa agora o 208º posto do ranking ATP.

2.

Fonte: Facebook de Donald Young
Fonte: Facebook de Donald Young

Donald Young – O americano Donald Young, 28 anos, é o protótipo daquilo que são as eternas promessas desportivas. Começou a receber atenção de muitos seguidores quando em 2005 venceu o Australian Open em Juniores e terminando esse ano no topo do ranking desse escalão. Em 2007, com 18 anos, já era o mais jovem elemento do top-100 mundial. Desde então, tem mostrado alguns lampejos de qualidade (principalmente quando joga perante o seu público norte-americano, bem à imagem deste tipo de atletas) e derrotou nomes como Stan Wawrinka no US Open 2011, Monfils (na altura 9º ATP) mas nunca conseguiu chegar ao topo como muitos anteciparam quando era o melhor tenista júnior do mundo sendo a sua melhor classificação de sempre o 38º posto no ano de 2012.

3.

Fonte: Tennis Australia
Fonte: Tennis Australia

Mark Philippoussis – Talvez os leitores mais jovens não se recordem deste nome, pelo que Mark “SCUD” Philippoussis foi uma das grandes promessas do fim dos anos 90, início dos anos 2000. O gigante australiano, dono de um serviço esmagador, estreou-se no top-50 ATP com apenas 19 anos e dois anos depois venceu 3 das 5 finais de torneios ATP que disputou. Em 1999, com 23 anos, atingiu o 8º posto ATP e a margem de progressão que muitos viam nele, antevia que dentro de pouco tempo chegaria a destronar Pete Sampras. No entanto, 8º foi mesmo o melhor que Philippoussis conseguiu, antes de ser alvo de 6 cirurgias nos joelhos e se desviar completamente do ténis e se ter deslumbrado com mulheres, fama e todo o dinheiro que recebeu ao longo desses anos de estrelato. Passou a valorizar mais a aquisição de mansões brutais na Austrália, ou carros topo-de-gama, e veio por aí abaixo no que diz respeito a qualidade dentro do court e, consequentemente, ao ranking ATP.

4.

Fonte: Zimbio
Fonte: Zimbio

Michelle Larcher de Brito – Michelle foi (ou deverei dizer é?) provavelmente a maior promessa de sempre do ténis português. Falar em Michelle hoje é um exercício de gramática um tanto ou quanto confuso pois o seu percurso é o exemplo perfeito daquilo que considero um caminho precoce. Michelle, hoje com (apenas) 24 anos, treinou desde os 9 na Academia de Nick Bolletieri nos EUA e aos 14 anos jogou os seus primeiros torneios ITF chegando nesse mesmo ano à segunda ronda do WTA de Miami. Com 15 anos derrotou Flavia Penetta para chegar aos oitavos de final em Montreal (perdeu depois em 3 sets para Kuznetsova), roubou um set a Serena Williams em Stanford e deixou água na boca aos amantes da modalidade. Desde então os momentos mais brilhantes da (já longa) carreira de Michelle foram vitórias sobre Ana Ivanovic em Birmingham e, mais relevante ainda, a vitória sobre Maria Sharapova em pleno Wimbledon 2013 (20 anos tinha a portuguesa). Desde então a portuguesa tem vindo a disputar apenas torneios ITF 25.000 Dólares e os Qualifyings de alguns eventos WTA, e continua sem conseguir, por uma única vez, terminar um ano dentro do top…100.

5.

Fonte: Facebook de Bernard Tomic
Fonte: Facebook de Bernard Tomic

Bernard Tomic – Famoso mais pela sua rebeldia fora do court do que propriamente pelo que faz dentro dele, o australiano Bernard Tomic, de 24 anos, é um dos mais evidentes casos de fracasso face às expectativas que sobre ele recaíam há uns (não muitos) anos. À semelhança de dezenas de jogadores, começou a despertar a curiosidade do mundo tenístico quando venceu a prova de juniores do US Open em 2009. A transição para sénior até foi bem-sucedida, tendo 2011 sido um ano repleto de boas vitórias: como qualifier, chegou aos quartos-de-final em Wimbledon, perdeu apenas para Nadal na 3ª ronda no Australian Open e deu nas vistas na Taça Davis batendo Stan Wawrinka. Terminou esse ano como o mais novo elemento do top-100. Face a este início de carreira, as expetativas do público eram elevadíssimas e Tomic simplesmente não conseguiu corresponder devido, principalmente a problemas do foro psicológico. O (ainda jovem) australiano já se debateu com dezenas de polémicas, problemas com a justiça, e atitudes que em nada o beneficiam chegando mesmo ao ponto de dizer que se sentia “torturado pelo ténis” e que não tinha “amor nenhum” por esse desporto. Ainda assim, o australiano chegou ao 16º posto ATP, pelo que já se encontra sentenciado por colegas bem próximos como Nick Kyrgios que afirmou recentemente que Tomic está “perdido”.

Henrique Carrilho

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