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10.º Danijel Milićević
O Gent foi a grande surpresa da fase de grupos. Rompeu entre o Lyon e o Valência para conseguir chegar aos oitavos-de-final, onde acabaria por tombar aos pés do Wolfsburgo. Cada surpresa tem, normalmente, um bom motor. O dos belgas era um motor suíço: Danijel Milicevic. O avançado de trinta anos está a ter a recompensa de uma carreira. Após vários anos a alinhar em clubes de segunda linha na Suíça e na Bélgica encaixou bem no Gent, há 3 anos. Desde aí que se tem assumido uma figura preponderante no clube e tem contribuído para as suas conquistas. Este ano venceu o campeonato e teve uma boa prestação na Liga dos Campeões. Uma época memorável de um jogador que marca nos momentos decisivos e que faz muito bem o trabalho de bastidores dentro de campo.
9.º Philipp Lahm
É quase impossível fazer um ‘top 10’ de bons jogadores ou de jogadores influentes sem que Philipp Lahm apareça. O defesa/médio alemão foi uma das referências do Bayern durante esta campanha europeia. Tanto actuou no centro do terreno como na ala direita da defesa conferindo uma versatilidade táctica à equipa de Pep Guardiola. O alemão com o passar dos anos apurou a sua prestação no ataque e ficou ainda mais ‘afinado’ defensivamente. Foi um elemento fulcral na caminhada da equipa alemã até ás meias finais, pelo terceiro ano consecutivo.
8.º Kevin De Bruyne
O Manchester City nunca tinha alcançado os quartos-de-final. Um recorde quebrado. Logo de seguida outro: as meias-finais. Desta excelente prestação europeia há um nome que sobressai. Poderia ser Agüero ou David Silva, mas ainda assim opto por nomear o belga: Kevin De Bruyne. Este é para mim uma das maiores revelações do futebol mundial. O jovem alemão sabe tratar bem a bola; mete-a onde quer com uma classe que não treme com a idade. A juntar a isto um remate bomba que lhe valeu três golos nesta edição da Liga dos Campeões. Dentro deste City diria que foi o elemento chave e que proporcionou a melhor harmonia entre a defesa e o ataque.
7.º Paul Pogba
A Juventus, finalista da última edição da Liga dos Campeões, tombou cedo. Nos oitavos-de-final surgiu, prematuramente, um dos maiores duelos desta edição: Bayern – Juventus. A campeã italiana deu tudo, o que tinha e o que não tinha, mas acabou por ser eliminada pelos alemães. Mas a eliminação não apaga dois excelentes jogos feitos contra os pupilos de Pepe Guardiola. Pogba está cada vez melhor, mais coerente no nível exibicional e mais inteligente tacticamente. É a alma desta equipa. É no meio-campo que se ganham os jogos – o meio-campo da ‘velha senhora’.
6.º Toni Kroos
95% de passes bem sucedidos. Nesta edição da Liga dos Campeões, Kroos fez 969 passes: 919 bem sucedidos e 50 errados. São números incríveis que pertencem a um jogador incrível que é neste momento a grande base do Real Madrid. Um meio-campo madrileno sem o alemão é um meio-campo inseguro. Toni Kroos tem uma segurança no passe incrível, uma cultura táctica impressionante e uma visão de jogo soberba. É ele que permite uma grande mobilidade a Modric e James Rodriguez. Um médio fabuloso; um dos melhores do mundo. Pode mesmo vir a ser a chave do Real Madrid na final que se joga no próximo fim-de-semana.
5.º Jan Oblak
O Atlético é elogiado, sobretudo, pela sua defesa. Nesta edição da Liga dos Campeões apenas sofreram 7 golos. E se há alguém que pode dar a cara por isto é o jovem guardião: Jan Oblak. O esloveno, que já passou pelo Benfica, tem sido uma figura preponderante entre os postes dos colchoneros. Frio, pragmático e herói. Estas são algumas das palavras que o descrevem durante o percurso do Atlético de Madrid até à final de Milão.
4.º Lionel Messi
Quer uns gostem, quer não, ele é o melhor do mundo. Esta não foi a sua melhor época, mas mesmo não estando no seu melhor é impossível o argentino não marcar o Barcelona e a sua campanha, seja em que competição for. Os catalães caíram nas meias-finais, mas o percurso até lá foi feito na ponta do pé esquerdo de Messi. Com um golo e seis assistências foi preponderante na caminhada do Barcelona.
3.º Antoine Griezmann
Uma defesa pode ser excelente e o guarda-redes exímio, mas não é com o marcador a zeros que se vencem os jogos. O Atlético defende, mas sabe estar à espreita. E assim que vê um buraco, assim que vê uma oportunidade de sair a rasgar, não hesita. E normalmente é eficaz. Não são precisas muitas oportunidades para conseguir chegar ao golo, em muito por causa deste homem: Antoinne Griezmann. O francês é um matador implacável. Seja na frente ou na ala, basta darem-lhe a bola para os pés. Ele faz o resto; já sabe a lição de cor.
2.º Luis Suárez
Se o Barcelona viajou até às meias-finais da Liga dos Campeões no pé esquerdo de Messi, foi nos golos de Luis Suaréz que se carimbaram as vitórias. O uruguaio voltou a fazer uma época arrebatadora. Na Europa fez oito golos e contribuiu com mais três assistências. É um matador, um ponta-de-lança completo, um animal do futebol. Chega a ofuscar Messi, algo que há uns anos era impensável. É o melhor ponta-de-lança do mundo e no Barça é o salvador, o conquistador e o matador.
1º Cristiano Ronaldo
Com dezasseis golos e quatro assistências seria difícil pensar noutro jogador para ocupar o primeiro lugar deste top. Foi uma época atípica para o Real Madrid, mas que ainda pode valer uma Liga dos Campeões – um título essencial para Ronaldo, uma vez que vai ter um papel importante na atribuição da Bola de Ouro. No campeonato perdeu a Bota de Ouro e o pichici, mas aqui, na Europa, é ele quem manda. O capitão da selecção portuguesa continua um matador nato e a ser a peça-chave do Real Madrid. Há claramente um Real com e sem Ronaldo. E digam o que disserem, ninguém consegue fazer o seu papel.
Artigo revisto por Bárbara Mota























