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[tps_title]10.º Carlo Ancellotti[/tps_title]

Foi o único treinador que conseguiu conquistar três Ligas dos Campeões! É, já por si, uma façanha enorme.
Mas o seu trabalho no AC Milan é de destacar. As três finais europeias e a vitória em duas delas realçam a sua apetência para as competições europeias, e conquistou também o Scudetto, que fugia há cinco anos.
No Chelsea FC, conquistou três títulos nacionais (incluindo a liga) numa época e mesmo assim foi despedido no final da época seguinte, sem que lhe fosse dada outra hipótese. Mais uma das brilhantes decisões de Abramovich.
Depois da passagem pelo PSG, chegou ao Real e foi o maestro da La Décima, conquistou também a supertaça europeia, o mundial de clubes e uma Taça do Rei. No entanto, as performances menos conseguidas no campeonato levaram Florentino Pérez a substituí-lo por… Rafael Benítez (os resultados desta escolha estão à vista).
[tps_title]9.º Massimiliano Allegri[/tps_title]

Chegou a um AC Milan já em depressão e conseguiu dar uma nova esperança e alegria aos seus adeptos, quando, em 2011, venceu o Scudetto, que fugia desde os tempos de Ancellotti. No entanto, os dois anos seguintes, nos Rossoneri, foram a queda total do clube da capital. O plantel estava envelhecido e carecia de talento. Sem um grande investimento não havia volta a dar.
Mas Allegri, de forma algo surpreendente, chegou ao comando técnico da grande Juventus em 2014, e na época 14/15 fez a dobradinha nacional e alcançou a final da Liga dos Campeões, que perdeu para um grande FC Barcelona.
Este ano, depois de um péssimo início de época, Allegri conseguiu, finalmente, retomar o controlo da equipa e a Vecchia Signora já cavalga em direção ao topo da tabela, e está também nos oitavos da Champions.
Allegri soube tomar partido do legado de Conte e melhorar o futebol praticado. Utilizou a solidez defensiva que o antigo treinador incutiu na equipa e incutiu uma fantástica capacidade de contra ataque rápido. Com ele a Juventus pode voltar a triunfar a nível europeu.
[tps_title]8.º Arséne Wenger[/tps_title]

O treinador francês só não aparece mais alto nesta lista porque há 11 anos que não vence um título significativo. No entanto, o Arsenal, ano após ano, joga um futebol extremamente atrativo, ofensivo e de qualidade. Infelizmente, só o tem feito durante meia época; ora a primeira metade, ora a segunda.
Independentemente disso, a capacidade de Wenger como treinador é indiscutível. O Arsenal é, habitualmente, das equipas mais interessantes de ver jogar e marca presença constante na Liga dos Campeões. É a equipa inglesa que mais vezes terminou no top 4 e Arséne Wenger manteve essa tradição. O seu marco mais revelante é, indiscutivelmente, aquela época 2003-2004, em que se sagrou campeão imbatível – feito só conseguido por duas equipas inglesas, os Gunners, em 2004, e o Preston North End em… 1889.
Esta época, os londrinos voltam a estar na luta pelo primeiro lugar, mas para o conseguirem vão ter que manter esta forma.
[tps_title]7.º º Unai Emery[/tps_title]

O seu trabalho no Sevilha FC e, anteriormente, no Valência CF exalta a sua capacidade de, com planteis menos vistosos, conseguir resultados muito positivos.
Começo pelo excelente trabalho no Valência. Emery, numa fase em que o clube estava com enormes dificuldades financeiras, conseguiu terminar em sexto e ir às competições europeias. Em 2010, orquestrou um fantástico terceiro lugar e consequente qualificação para a Liga dos Campeões.
Mas o sucesso no Sevilha é, a meu ver, o seu melhor período. Emery tornou os sevilhanos num dos emblemas mais complicados de defrontar da liga. O ano passado entrou para a história ao vencer, pela segunda vez consecutiva, a Liga Europa, quarta do clube, que se tornou no clube com mais troféus na competição.
Esta época está a ser mais difícil, mas Emery tem qualidade para dar a volta. Portanto é esperar para ver.
[tps_title]6.º Diego Simeone[/tps_title]

Todo o seu trabalho no Club Atlético de Madrid justifica o seu lugar nesta lista. Mas a época 2013-2014, se restasse alguma dúvida, confirma toda a grandeza deste treinador.
Vencer um campeonato, em que é necessário superar Barcelona e Real Madrid, é um feito assombroso, mas acrescentar a isto uma campanha fantástica na Liga dos Campeões – que só não acabou em vitória porque Sergio Ramos surgiu, do nada, no segundo andar para acabar com os sonhos dos Colchoneros – torna-o num feito histórico. O Atlético de Simeone joga um futebol que é, para muitos (inclusive eu), pouco agradável, muitas vezes excessivamente violento e demasiado tático, mas eficaz. Muito eficaz!
Os Rojiblancos têm um plantel claramente inferior ao do Barça ou ao do Real, e inferior também ao de muitos emblemas da Europa. Por isso, tiveram de dar uso às armas que tinham e, em detrimento do futebol-espetáculo, o treinador argentino preferiu um futebol eficaz, direto e extremamente tático.
Há muito que se espera que dê o salto para um dos maiores clubes europeus, mas esse salto ainda está por acontecer. Aguardemos…
[tps_title]5.º Josep Guardiola[/tps_title]

O treinador castelhano comandou as duas das melhores equipas do século, mas introduziu um estilo de jogo totalmente novo no futebol, o famoso tiki-taka.
Nem sempre uma grande equipa faz um grande treinador, mas quando a um grande treinador se junta uma grande equipa… A magia acontece. O FC Barcelona de Guardiola foi, definitivamente, a melhor equipa do século e, para muitos, a melhor de sempre. A turma Blaugrana praticava um futebol absolutamente fantástico e parecia imbatível. Aquele conjunto, com Iniesta, Messi, Xavi, Puyol, Villa, Busquets e todos os outros, jogava como que por telepatia, nem precisavam de olhar para fazer um passe. Atrevo-me até a dizer que neste Barça não havia setores; toda a equipa era um setor composto por jogadores de campo, tal era a união e a uniformidade da equipa.
No FC Bayern, Guardiola voltou a incutir o seu estilo de jogo, embora um pouco mais objetivo e pragmático, e voltou a imprimir o futebol-espetáculo no clube alemão. Na liga, só dá Bayern, por isso a única competição que é realmente um desafio é a Champions.
[tps_title]4.º Jürgen Klopp[/tps_title]

O trabalho de Klopp no Borussia Dormund é conhecido por todos. O bicampeonato alemão é deveras um feito fantástico, se considerarmos que disputaram a competição com o todo-poderoso FC Bayern Munich.
O Dortmund jogava muito bom futebol, marcava muitos golos e dava um autêntico espetáculo. Chegou também a uma final da Liga dos Campeões (que perdeu para o Bayern) de uma forma soberba e com jogos inesquecíveis. Por exemplo, os 4 a 1 aplicados ao Real Madrid.
Depois de uma época menos boa, Klopp saiu do Dortmund pela porta grande, deixando para trás um legado que será agora carregado por Tuchell.
Aos feitos no BVB podemos acrescentar o facto de que foi o mais longo treinador da história do Mainz 05, clube pelo qual jogou toda a carreira, e ao comando do qual conseguiu uma promoção à Bundesliga.
Agora veremos o que fará no histórico Liverpool FC…
[tps_title]3.º Jorge Jesus[/tps_title]

O atual treinador do Sporting CP já confirmou a sua capacidade como treinador a nível nacional.
Em 2010, depois de já ter demonstrado qualidade no SC Braga, foi contratado pelo SL Benfica. As águias estavam combalidas e numa das piores fases da sua história, mas Jesus chegou, viu e venceu. Aliás, em 2014, quando voltou a ser campeão, o Benfica tinha, na minha opinião, um dos melhores ataques da Europa. Relembro ainda que, nas épocas 2013-2014 e 2014-2015, Jesus venceu sete dos oito títulos nacionais que disputou.
Esta época, nos Leões, Jorge Jesus já venceu a supertaça (frente ao Benfica), vai em primeiro no campeonato e está nos oitavos da Liga Europa. A isso, acrescentou uma vitória histórica por 0-3 na Luz.
[tps_title]2.º José Mourinho[/tps_title]

Os seus feitos no FC Porto, no Chelsea FC, no FC Internazionale Milano e no Real Madrid são absolutamente incríveis. Um génio tático que mudou o paradigma do futebol. Um treinador que mostrou ao mundo a capacidade dos treinadores portugueses. Um homem que, juntamente com Cristiano Ronaldo e Luís Figo, voltou a colocar o futebol português e os seus profissionais na boca do mundo.
Os acontecimentos recentes não fazem jus ao seu profissionalismo, mas não tenho dúvidas de que voltará a triunfar no futebol europeu e fará Roman Abramovich arrepender-se de o ter afastado.
Sonho ver, um dia, José Mourinho a treinar a Seleção Nacional.
[tps_title]1.º Sir Alex Ferguson[/tps_title]

27 anos no Manchester United, 13 títulos da Premier League, cinco da FA Cup, quatro taças da liga inglesa, dez supertaças inglesas, duas Ligas dos Campeões, uma Taça dos Clubes Vencedores de Taças, uma supertaça europeia, uma Taça Intercontinental e um Mundial de Clubes. Os títulos falam por si.
Podia ainda acrescentar aqui os inúmeros nomes de grandes jogadores que lançou no mundo do futebol, mas não tenho espaço para tantos. É, na minha opinião, o melhor treinador da história do futebol. É daquelas personalidades que fazem as pessoas amar a modalidade. É um treinador que marcará para sempre este desporto. Uma das razões pela qual adoro o futebol inglês e o futebol em geral.
Mas são curtas as palavras para descrever Sir Alex Ferguson. No entanto, o seu histórico, a sua estátua em Old Trafford e a bancada em seu nome mantê-lo-ão para sempre na memória. Mesmo assim, o futebol ficou mais pobre quando se retirou.












