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[tps_title]10.º Despedimento de Marco Silva[/tps_title]

[Como é fácil de imaginar dez tópicos não chegam para resumir os casos, trapalhadas, enganos e momentos caricatos com que o Sr. Bruno de Carvalho nos vem brindando desde que chegou à presidência do Sporting, faz este mês 3 anos]
Como BdC já tinha a cabeça noutro treinador, a solução para despachar Marco Silva, que dias antes lhe tinha dado o seu primeiro troféu oficial como presidente (coisa pouca para um clube que andava há sete a ver passar Barcos), foi um despedimento “com justa causa”, da forma mais humilhante e ingrata possível. Sem indemnização, porque Bruno de Carvalho se acha acima da lei. Tudo porque Marco Silva cometera crimes gravíssimos como não usar o fato oficial num jogo ou ter feito uma opção técnica (não utilizar Rojo) numa partida de pré época. Isto é tão ridículo e grave ao mesmo tempo que até faz confusão. Depois de um mês acobardado por detrás de uma nota de culpa de 400 páginas que nada dizia, lá teve a decência de chegar a um acordo com o treinador. Sobre lealdade e respeito estamos conversados.
[tps_title]9.º Presidente-comentador-adepto[/tps_title]

Até se poderia incluir a peixeirada no “Prolongamento” do dia 5 de Outubro do ano passado no rol de momentos insólitos a que os programas de debate desportivo nos vêm habituando. Só que nesse dia o jornalista Sousa Martins tinha convidado BdC a estar presente. Foi triste, muito triste o espetáculo, do qual o país se irá recordar por muito tempo. Foi mais um momento da vertente de “Presidente-adepto” que tanto agrada a muitos sportinguistas, que na altura até se orgulhavam da forma como o seu presidente tinha deixado Pedro Guerra KO. Nesse dia, BdC atingiu o grau zero de tudo. Já ninguém o leva a sério. Passou a ser a anedota do futebol português. É pena, o Sporting merecia alguém melhor.
[tps_title]8.º O falso milagre da recuperação financeira[/tps_title]

Afinal, depois de tanta propaganda, esta semana soube-se que a SAD do Sporting continua a registar capitais próprios negativos (o passivo é superior ao ativo). Sim, três anos depois de ter chegado o lugar de Presidente, BdC ainda não conseguiu retirar o clube da situação de falência técnica. Também, convenhamos, não é nenhuma surpresa para um homem que levou à falência uma série de empresas antes de aterrar em Alvalade.
[tps_title]7.º O tiro ao árbitro[/tps_title]

É o desporto favorito de BdC. Tenha ou não razão (como no empate com o Tondela, em que disse não ter visto motivo para penálti e ainda acrescentou que o Rui Patrício até tinha defendido a bola – mais um momento de risada geral), o que interessa é acusar, insinuar que existe corrupção na arbitragem, espremer a idoneidade dos senhores do apito até ao máximo. BdC quer vetar árbitros, controlar nomeações, fazer pressão antes dos jogos, insultar depois. Vale tudo para manter o clima de suspeição de que todos nos devíamos envergonhar. É isto que mancha o nosso futebol. E BdC lá vai andando com umas multazitas e umas suspensões de alguns dias, para depois voltar tudo ao mesmo.
[tps_title]6.º Agora é que elas “Doyen”[/tps_title]

Já veio a fatura. São 12 milhões mais juros. Tudo porque BdC odeia fundos e tentou passar por cima da lei e da lógica para conseguir arrecadar mais uns milhões e assim tentar construir o tão aclamado pavilhão do clube. As contas são fáceis de fazer: a Doyen detinha 75% dos direitos económicos de Rojo; o Sporting vendeu o jogador ao United por 20 milhões e teria de entregar 15 milhões ao fundo. Mas BdC usou mais um dos seus truques baixos (daqueles a que recorre constantemente quando pensa que tudo controla e quando não lhe apetece sentar-se à mesa e negociar). Acusou a Doyen de ter feito pressão junto do argentino para este sair e por isso decidiu devolver os 3 milhões que o fundo tinha investido no jogador e dizer ‘passem bem’. Como ainda somos regulados por leis, vai ter de pagar agora com juros o que não quis pagar antes.
[tps_title]5.º O caso ‘Carrillo’[/tps_title]

É só mais um exemplo de um dossier gerido de forma desastrosa pela direção do Sporting. Carrillo era o melhor jogador do plantel, Bdc queria renovar. Até aqui tudo certo. O problema é que, segundo o Expresso, o jogador e o seu empresário recusaram uma proposta de um milhão de euros anuais, em Abril, por a considerarem demasiado baixa. Perante a falta de acordo, Carrillo começou a ouvir propostas de clubes interessados. Um deles era o Leicester. Mas BdC matou o negócio à nascença: “Não me interessa nada a partir do momento em que disse que não o vendia”. Estilo ‘não renova, não joga’. Isto foi no fim de Agosto. Em Outubro, estava proibido de entrar nas instalações do clube e com um processo disciplinar em cima. Humilhado porque não quis renovar (tinha marcado o golo da vitória na Supertaça, imaginem). É o que acontece a quem se atreve a enfrentar o presidente. Qualquer semelhança entre a direção do Sporting e um regime autocrático não é pura coincidência. E assim, BdC retirou um jogador fundamental das opções do treinador – sim, porque se Jesus mandasse alguma coisa, Carrillo estaria a jogar até ao final da época.
[tps_title]4.º O insulto é a arma dos fortes[/tps_title]

Já sabemos que BdC dispara em todas as direções. Ninguém é poupado, como se viu ainda esta quarta-feira, através de mais uma comunicação facebookiana. Uns dos seus alvos preferidos são os dirigentes de outros clubes. De Pinto da Costa já disse que era um “hipócrita”, um “rufia” e que estava “senil”. Já ironizou dizendo que o presidente do Benfica quer ser “o novo papa do futebol português” e que mereceria o prémio Nobel da Paz. Acusou José Eduardo Simões, presidente da Académica, de não ser credível, chamou “bimbo” ao presidente do Marítimo. Até já chamou “palerma” a Jesus. É de fazer inveja tanta boa educação, respeito institucional e classe juntos. Isto para não falar dos ataques aos ex-dirigentes do seu próprio clube – já lá vamos.
[tps_title]3.º Especialidade: falhar contratações[/tps_title]

BdC queria Marega e José Sá no Sporting. Ah, mas o FC Porto antecipou-se. Azar? Não, incompetência. Já tinha acontecido o mesmo com Danilo. Na altura, o presidente do Marítimo explicou o problema: “ [BdC tem de] trabalhar mais no ginásio, para ser um pouco mais ágil e rápido. Se perde é por causa do árbitro; se perde o argentino, a culpa é de quem negociou; se chega depois do contrato estar fechado, até podia dizer que eram 10 milhões que oferecia. Ou seja, nunca é culpa dele”. BdC também já teria Cervi e Mitroglou na mão e deixou-os escapar para o rival de Lisboa. O presidente do Sporting até consegue falhar contratações de jogadores que ninguém quer, como aconteceu com Boateng. Hilariante.
[tps_title]2.º Piadas contra a crise[/tps_title]

Numa altura em que se tanta gente de queixa que já não se fazem piadas ou anedotas como antigamente, BdC dá uma ajuda: “Somos a maior potência desportiva nacional”. Sim, o senhor disse mesmo isto. Ou melhor, escreveu no Facebook porque se tivesse uma câmera à frente duvido que conseguisse dizer esta frase sem se rir. Eu podia estar aqui a debitar centenas de argumentos, recheados com números, para depois no fim concluir o óbvio: o Sporting não é, como todos sabem (até os sportinguistas) a maior potência desportiva nacional. Mas Rui Gomes da Silva sintetizou a questão tão bem que não vale a pena…
[tps_title]1.º Fúria[/tps_title]

Quem pensava que pelo menos os antigos dirigentes leoninos estavam a salvo da fúria de BdC enganou-se. Com este homem tudo é possível. Numa bem orquestrada operação de limpeza do passado recente, BdC tratou de processar judicialmente o seu antecessor e ainda Nobre Guedes, Luís Duque e Carlos Freitas, por não concordar com a renovação do contrato de Izmailov e com o valor dos salários pagos a Jeffrén e Rodríguez. Ou seja, BdC abriu um precedente. O presidente que lhe suceder terá toda a legitimidade para questionar onde andou afinal Shikabala, o que foi feito do futuro Messi chamado Ryan Gauld, se alguém viu Slavchev, Oriol Rosell, Rabia ou Naby Sarr. Mas, voltando ao início, BdC tem a mania de querer secar tudo à sua volta para ser visto como o herói da companhia. Como não lhe bastava dizer mal da direção anterior todas as semanas, agiu nos tribunais e, como isso também não chegava, ainda expulsou Godinho de sócio. E ainda disse que Manuel Fernandes tinha sido “o pior funcionário” que já viu, para além de ter chegado ao ponto de processar sócios por estes o criticarem em blogs. Enfim, este senhor é uma triste personagem do nosso futebol.










