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Top10 – Aqueles que mais quis ser

João Almeida Rosa · 4 min

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…mas que nunca consegui. Para o caso nada importa o facto de ter jogado futebol durante onze anos: todos nós, jogadores ou não, num momento ou noutro, quisemos ser como um daqueles que nos encantavam nos relvados. Fazer a finta igual, bater o livre com o mesmo estilo, jogar de cabeça levantada como o tal médio criativo. Desde os posteres colados na parede ao replay consecutivo de vídeos no youtube, esta lista ultrapassa o conhecimento do jogo que entretanto adquiri e transcende também várias fases diferentes do meu acompanhamento ao desporto rei: uns, ídolos de infância; outros, modelos a seguir como futebolistas. Estes foram os dez que, um dia, também quis ser.

[tps_title]10º Cristiano Ronaldo[/tps_title]

Fonte: dailymail.co.uk
Fonte: dailymail.co.uk

De todos os presentes nesta lista, Cristiano será simultaneamente aquele que mais leitores elegerão para um top deste género e o que menos me influenciou no que à forma de jogar diz respeito. De Ronaldo, guardo toda a personalidade: a perseverança, o querer, o trabalho, a confiança, o atrevimento e tantos outros traços de personalidade que o levaram ao sucesso e que dele tomei exemplo. Digo sempre que a minha maior virtude é não saber perder. E acho que o aprendi um pouco com ele.

[tps_title]9º Diego[/tps_title]

Fonte: Fórum Soccer Manager
Fonte: Fórum Soccer Manager

Quando todo o mundo estava encantado com os malabarismos de Robinho, fixei desde logo o olhar na outra estrela do Santos, o nº 10 Diego. Desde então nunca alcançou o sucesso que lhe previ mas a magia que foi emprestando aos relvados das mais variadas ligas europeias foi sempre singular. Um craque.

[tps_title]8º Deco[/tps_title]

Fonte: desporto.sapo.cv
Fonte: desporto.sapo.cv

Na minha opinião, o melhor que já vi no campeonato português. Deco foi o principal obreiro dos êxitos europeus do Porto de José Mourinho; foi o melhor tipo-de-jogador-que-ambicionei-ser que passou por Portugal; foi magia, criatividade, inteligência e… já disse magia? O que mais gostei de um rival.


[tps_title]7º Pedro Barbosa[/tps_title]

Fonte: sporting.filtro.pt
Fonte: sporting.filtro.pt

Pedro Barbosa compete com o jogador que vai entrar em 5º nesta lista para o meu primeiro ídolo. Na altura, ainda não percebia nada de bola. Sabia que era do Sporting e que gostava de Pedro Barbosa. Gostava do 8 por causa dele e odiava Toñito porque o substituía frequentemente. Hoje, orgulho-me de ter sido tão criterioso desde cedo: a inteligência esteve sempre à frente da velocidade nos meus critérios.
[tps_title]6º Pirlo[/tps_title]

Fonte: phit.it
Fonte: phit.it
Um dia cheguei a um treino e o meu treinador disse em frente a todo o grupo que, ao me ver jogar, se lembrou de Pirlo. Nunca gostei tanto de ser enganado. O médio defensivo mais deslumbrante que alguma vez vi jogar não podia deixar de estar na lista dos que mais quis ser. Um requinte.

[tps_title]5º Sá Pinto[/tps_title]

Fonte: sporting.blogs.sapo.pt
Fonte: sporting.blogs.sapo.pt

É este o 5º que competia com Pedro Barbosa para o prémio de meu primeiro ídolo. Tal como para muitos outros sportinguistas da minha idade, também para mim Sá Pinto é um marco incontornável naquilo que é Ser Sportinguista. A raça, o respeito pelo símbolo que já tão pouco se vê em Alvalade e um pouco pelo mundo. O festejo (ilustrado na foto) aquando do golo na Luz diz tudo sobre o que era Sá Pinto: um verdadeiro leão.
[tps_title][tps_title]4º Beckham[/tps_title]

Fonte: thescore.ie
Fonte: thescore.ie

David Beckham nunca foi um nome consensual no mundo futebolístico mas foi sempre um nome inspirador naquilo a que a mim me dizia respeito. Talvez pelas suas características mais fortes enquanto jogador coincidirem com as minhas – a qualidade no passe longo e curto e a precisão nas bolas paradas -, ou por qualquer outra razão. “Bend it like Beckham” foi sempre um slogan que tentei respeitar.

[tps_title]3º Xavi[/tps_title]

Fonte: eumd.es
Fonte: eumd.es

Xavi foi, de todos os que mencionei e mencionarei, aquele com quem mais aprendi. Aquele que mais quis seguir, por saber que era o role model perfeito para o médio construtor que era nas equipas onde joguei. O levantar a cabeça, o saber onde estão os colegas e adversários antes mesmo de receber a bola, o jogar simples, o saber usar o corpo. Nunca hesito na hora de referenciar um médio como exemplo para jovens com características similares: sempre Xavi Hernandez.
[tps_title][tps_title]2º Miguel Veloso[/tps_title]

Fonte: spokeo.com
Fonte: spokeo.com

De todos, o mais pessoal da lista no sentido em que é provavelmente aquele por que menos leitores nutrem tal admiração. Na verdade, vou facilitar a minha tarefa: tenham apenas em consideração a época de 2006-2007, em que Miguel Veloso aparece na equipa do Sporting. Toda a classe, tranquilidade e visão de jogo que o trinco demonstrou nesse ano chegou para me deixar encantar. Eu e praticamente todos os colossos europeus que surgiram associados ao seu nome no verão seguinte. Acabou por não sair e não só estagnou como regrediu em muitos aspectos. Faltou-lhe estabilidade emocional para atingir todo o potencial que lhe era reconhecido há oito anos atrás.


[tps_title]1º Juan Roman Riquelme[/tps_title]

Fonte: atual7.com
Fonte: atual7.com


Se me pudesse transformar num jogador em quem transformaria? Sem pensar nem duas vezes, Riquelme. O verdadeiro 10. Jorge Jesus disse há dias que os bons jogadores são aqueles que jogam bem e os grandes jogadores são aqueles que jogam bem e colocam os outros a jogar bem. Riquelme é um grandíssimo jogador e o que mais pagaria para ainda ver jogar. Comigo, seria sempre ele e mais 10. Porque a forma é temporária mas a classe é permanente.

João Almeida Rosa

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