Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Tribuna VIP: Neymar, queres mesmo ser o melhor do mundo?

Redação BnR · 3 min

Ricardo Rampazzo - Tribuna Vip

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Neymar, sinceramente, eu acho que não. E, se quiseres, tens de começar a acelerar. É que o teu amigo (aquele que marcou um hat-trick em Camp Nou, sabes?) já te começa a ganhar um avanço considerável.

Comecemos pelo princípio. Neymar, sou um grande fã teu. Ponto final. Há atitudes que tens que são reprováveis, de menino mimado, até. Mas, vá… Quem gosta de futebol sonhou, pelo menos uma vez na vida, ser capaz de fazer um décimo daquilo que tu consegues fazer. Os miúdos olham e tentam imitar. Nós, um pouco mais velhos, vemos e analisamos, e percebemos que já não há ninguém como tu. Fazes do futebol uma espécie de dança, na qual tu és sempre o bailarino principal. E o maestro. E a orquestra. És um pouco de tudo. E parece que o teu esforço é igual ao meu quando bebo um copo de água.

Já há uns anos que és o jogador que mais gozo me dá ver. Sempre que recebes a bola, eu, tal como os teus adversários, não sei o que vais fazer com ela. E isso é fascinante. Mas todos sabemos que, para seres o melhor do mundo, é preciso um pouco mais do que isso.

E isso leva-me ao segundo ponto. E se tu, Neymar, não quiseres assim tanto essa tal Bola de Ouro?

É que, para isso, é preciso treinar de manhã à noite. É preciso cuidar da alimentação. É preciso jogar um pouco menos computador. É preciso um pouco menos de carnaval. E de festas de aniversário da irmã. E de “gastroenterites” no dia a seguir ao aniversário.

Mas talvez, Neymar, isso te baste e tu sejas feliz assim.

Eu fico triste, porque tu poderias ser muito mais. Mas não te culpo e muito menos te chamo flop. Afinal de contas, já tens 23 títulos. Levaste o PSG à primeira final de Champions da história. Em 102 jogos, tens 83 golos e 38 assistências. És o quinto jogador com mais jogos pelo Brasil. E o segundo melhor marcador de sempre, só atrás de Pelé. Sim, à frente de Ronaldo, Romário, Zico, Bebeto, Rivaldo e Ronaldinho.

Já tens 29 anos e as épocas vão passando. Perdemos a conta a quantas fintas já inventaste, a quantos adversários já fizeste perder a cabeça (não é, Álvaro González?), a quantas vezes fizeste os teus adeptos saltar de alegria.

Mas a verdade é que saíste do Barcelona por seres a sombra do Messi. E, aos poucos, estás a tornar-te na sombra do teu novo melhor amigo, um tal de Kylian Mbappé. Que é tão genial, mas que, mesmo assim, fica a milhas daquilo que tu consegues fazer com a bola.

Tudo isto me leva a crer que tu queres ser o melhor, mas não estás disposto a ser o melhor. E está tudo bem. A bola vai continuar a sorrir cada vez que toca nos teus pés. Ela não gosta de muita gente. Mas adora-te a ti, Neymar. Como adora poucos outros.

Artigo de opinião de Ricardo Rampazzo,
narrador ELEVEN


TIP BET.PT – APOSTA AQUI

O PSG DESLOCA-SE AO TERRENO DO DIJON PARA TENTAR MANTER A PERSEGUIÇÃO AO PRIMEIRO LUGAR DA LIGUE 1. SERÁ QUE VENCE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Artigo revisto por Mariana Plácido

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.