Publicidade

Taça da Liga: Mais a perder do que a ganhar

João Pedro Óca · 3 min

Taça da Liga: Mais a perder do que a ganhar

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Por incrível que pareça, Sporting e Benfica podem ter mais a perder com a Taça de Liga do que a ganhar. Vencer este troféu não salva a época de nenhuns dos rivais, mas uma derrota pode ter um forte impacto nos índices de confiança de qualquer um dos dois.

HÁ DÉRBI ENTRE ÁGUIAS E LEÕES PARA A CONQUISTA DE MAIS UMA TAÇA DA LIGA. QUEM VAI LEVAR A MELHOR? APOSTA JÁ NA BWIN.PT!

Este mês não está a correr nada bem, quer para um, quer para outro, e perder uma competição para o rival, numa altura em que ainda há muito para jogar, é o pior que pode acontecer.

É preciso ter em conta que as equipas chegam à final em contextos diferentes, sim, mas em momentos de forma recente semelhantes. As exibições de ambas as equipas nas meias-finais não foram tão convincentes como se poderia esperar, sofreram mais do que esperavam – também por mérito de Boavista e Santa Clara – e evidenciam, nesta fase da época, alguma intranquilidade e insegurança.

No caso do Sporting, as duas derrotas nos últimos três jogos no campeonato deixaram a equipa a desconfiar de si própria como ainda não se tinha visto na era Rúben Amorim. Esses maus resultados puseram o plantel numa posição a que não estava habituado e isso nota-se em alguns jogadores.

Não sei se as movimentações do mercado estão a mexer, também, com alguns atletas, mas o que é certo é que o mês de janeiro não vai bem e pode ficar bem pior, em caso de derrota com o rival Benfica na final de sábado.

Do lado dos encarnados, são, agora, mais as (más) exibições que personificam o estado de espírito da equipa e, no limite, do clube. As expectativas já estão baixas, fruto da distância para o primeiro lugar no campeonato, da eliminação na Taça de Portugal e das derrotas nos jogos com os “grandes”, mas, a cada jogo que passa, essas expectativas descem ainda mais.


Nélson Veríssimo ainda não conseguiu criar impacto no universo benfiquista e ainda não se percebeu, sequer, se há hipóteses de a equipa vir a atinar, do ponto de vista exibicional, num futuro próximo, quanto mais já no jogo de sábado. É que do outro lado está um Sporting que deixou bem claro, no último dérbi na Luz (vitória por 3-1), que é mais forte do que o rival em várias vertentes do jogo.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O Sporting entra para o jogo com algum favoritismo, mas, nem por isso, com mais pressão. Afinal de contas, os leões têm mais crédito do que os encarnados. Ou seja, a margem de erro para os lados da Luz é menor. É menor porque, mesmo não salvando a época, a Taça da Liga é o troféu que o Benfica, mais realisticamente, pode conquistar esta época.

O Sporting, mesmo com este janeiro para esquecer, ainda sonha com o título e com a conquista da Taça de Portugal. De qualquer das formas, para um Benfica, que está longe de convencer, derrotar o atual campeão nacional e detentor da Taça da Liga, pode significar o início dos processos de recuperação anímica da equipa e de reconciliação com os adeptos.

Ainda assim, acredita-se que o Benfica sentirá, como já sentiu no último jogo, as ausências de três jogadores nucleares: Otamendi, Rafa e Darwin. E nunca é demais reforçar que o Benfica entrou encolhidos nos jogos que já fez esta época com FC Porto e Sporting e acabou por perdê-los de forma inquestionável.

João Pedro Óca

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.