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Universo Paralelo: E se Gerrard não tivesse escorregado?

Diogo Teixeira · 2 min

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27 de abril de 2014. Liverpool FC entra para a 36.ª jornada da Premier League, numa luta acesa pelo título, que já lhe foge há 24 anos (!), com o Manchester City e o Chelsea FC, liderando o campeonato inglês com três e cinco pontos de vantagem sobre os seus adversários diretos, respetivamente, e ainda com nove pontos por disputar.

É dia de jogo grande, o último entre candidatos ao título, e que pode pôr um ponto final, quase definitivo, na luta pelo título de 2013/2014 e quebrar com um jejum que nada dignifica a principal equipa da cidade dos Beatles.

Liverpool vs Chelsea, 14h05, domingo. Uma autêntica final, um ambiente tremendo em Anfield. Pela frente uma equipa difícil, liderada por José Mourinho e que, apesar de com poucas possibilidades, ainda poderia chegar ao título. Mas nada poderia travar a equipa de Brendan Rodgers, que se apresentava com um elenco com várias estrelas naquele que muitos consideravam o jogo do título.

E a partida começou. Nos minutos iniciais, as equipas estudavam-se. O Liverpool, apesar de jogar em casa, não tinha grande necessidade de arriscar, pois um empate chegava para se manter na frente para os dois jogos finais, enquanto que uma derrota, combinada com uma vitória do City, levava a uma igualdade pontual entre estas duas equipas, favorável à equipa de Manchester que apresentava um saldo de golos bem mais favorável, comparando com o Liverpool (sendo este o primeiro critério de desempate na Premier League).

O jogo começou e continuou morno, chegando ao intervalo empatado a zero e sem grandes oportunidades de golo para ambos os lados, com exceção para uma arrancada, nos minutos finais da primeira parte, de Demba Ba que isolou-se, mas quando tinha tudo para fazer o golo, vindo do nada, apareceu Gerrard a tirar o “pão da boca” ao internacional senegalês, para alívio da equipa da casa.

O melhor ainda estava por vir
Fonte: Liverpool FC

Na segunda parte, uma história diferente. Ambas as equipas apresentaram um verdadeiro espetáculo de Premier League, com várias oportunidades de golo e bom futebol. Mas o golo tardou em aparecer até que, ao minuto 90, o capitão da equipa da casa, Gerrard, recebeu uma bola a 30 metros da baliza e, daí, desferiu um tiro indefensável para Petr Cech, que sentenciou a partida e, como se viria a verificar, o campeonato.

Nos dois jogos seguintes, com o título na mão, a equipa liderada em campo por craques como Gerrard, Coutinho, Suárez, Sturridge e Sterling, não desperdiçou a vantagem, ganhando ambos os jogos, contra o Crystal Palace e contra o Newcastle, por 3-0 e por 1-0 (neste jogo, uma vez mais, com um golo solitário do capitão inglês), respetivamente.

Consagração de Gerrard
Fonte: FIFA

Ao Manchester City de nada valeu as três vitórias nos últimos três jogos, todas por goleadas. O Liverpool confirmou a vantagem que trazia para a reta final do campeonato e sagrou-se campeão inglês, 24 anos depois! Um título que coroou a fantástica equipa que apresentava mas, principalmente, o lendário capitão, Gerrard, que há muito procurava este título e que finalmente o conseguiu, tendo sido fundamental na caminhada triunfal (sendo mesmo decisivo em algumas partidas-chave, como na contra o Chelsea) que o consagrou como um dos melhores e mais importantes jogadores de sempre do histórico clube inglês.

Foto de Capa: Liverpool FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

Diogo Teixeira

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