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Argentina 0-0 Chile (2-4 g.p.): Tudo igual a 2015

André Conde · 3 min

Argentina 0-0 Chile (2-4 g.p.): Tudo igual a 2015

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A FIGURA

Fonte: Copa América
Fonte: Copa América

Cláudio Bravo – Aos 99 minutos, Cláudio Bravo faz a defesa da noite e salva o Chile de sofrer um golo que poderia fazer a diferença, reforçando a exibição segura que estava a realizar. Mas o momento da noite surge nas grandes penalidades, ao adivinhar o lado para onde Lucas Biglia ia marcar. A partir daqui, o Chile tinha uma mão na Copa América e bem pode agradecer a Bravo por dois momentos onde foi decisivo.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Copa América
Fonte: Copa América

Higuaín – Teve nos pés a melhor oportunidade da Argentina nos 90 minutos(a segunda melhor do jogo a par da de Aguero) e falhou. A juntar a isso, uma exibição muito apagada, onde nunca foi um verdadeiro perigo para a baliza chilena

ARGENTINA

Fonte: Copa América
Fonte: Copa América

A Argentina entrou a querer mandar no jogo e ficou com a tarefa facilitada quando Marcelo Diaz foi expulso à meia-hora de jogo. Foi esse o melhor período dos argentinos, onde fizeram o que queriam, mas não conseguiram aproveitar a vantagem numérica. Com a expulsão de Rojo, a Argentina acusou esse lance e nunca mais foi capaz de comandar o jogo. A Argentina passou a maior parte do tempo a ver o Chile jogar e a esperar pelo prolongamento. A maneira como os argentinos disputavam os lances ou procuravam o ataque demonstrava já algum cansaço físico e psicológico, quase como se a equipa não acreditasse na vitória. Uma atitude que não se percebe. Com o passar do tempo, o cansaço era bastante visível, as forças iam faltando e as oportunidades continuavam a ser poucas.

Nos penalties, Messi falhou o primeiro, que poderia ter dado vantagem após falhanço de Vidal,  Biglia falhou outro e a Copa América voltou a escapar das mãos. A imagem da noite é a de Messi, sentado no banco de suplentes a olhar para o vazio, completamente desiludido enquanto os chilenos festejavam. Um castigo justo para a Argentina, que esteve bastante longe do que habituou durante o resto da prova.

Notas dos jogadores:

Romero – 5
Mercado-5
Funes Mori- 4
Otamendi – 5
Rojo – 3
Lucas Biglia – 4
Mascherano – 6
Banega – 5
Dí Maria – 5
Messi – 5
Higuain – 4
Kravenitter – 5
Lamela – 5
Aguero – 5
CHILE
Fonte: Copa América
Fonte: Copa América
As coisas pareciam estar a correr mal para o Chile, quando à meia-hora de jogo viu Marcelo Díaz ser expulso. O Chile não entrou bem no jogo, adoptou uma estratégia de marcação cerrada a Messi e isso fez valer a expulsão do jogador chileno. Mas curiosamente, quando a Argentina se viu com menos um elemento também, o Chile pegou no jogo. A equipa de Pizzi foi muito mais aguerrida e acreditou muito mais na vitória na segunda parte mas ficava sempre a faltar critério no ultimo passe. Com o passar do tempo e com o prolongamento a chegar, a disponibilidade física já não era a mesma, mas a crença e a raça chilena ainda lá estavam.
O Chile repete a conquista do ano passado e entra para a história do futebol sul-americano. Uma conquista justa pelo percurso até à final(ainda está na memória os 7 dados ao México) e pela forma que jogaram a final. Foram sempre a equipa mais aguerrida, que mais acreditou na vitória e que a procurou. Esta geração marcou, e vai continuar a marcar, o futebol chileno e sul-americano.
Notas aos jogadores:
Claudio Bravo – 8
Isla – 6
Jara – 5
Beausejour – 5
Medel – 6
Vidal – 5
Aránguiz – 5
Díaz – 3
Fuenzalida – 5
Vargas – 6
Alexis Sanchez – 5
Silva – 5
Punch – 5
Castillo – 5
André Conde

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