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Atlético 0-0 Real Madrid: perdoar para depois sofrer

Francisco Vaz de Miranda · 2 min

Atlético 0-0 Real Madrid: perdoar para depois sofrer

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Ao sétimo derby madrileno da temporada, e após a suprema humilhação (4-0) imposta pelo Atlético ao Real em Fevereiro passado, interessava hoje perceber de que forma o actual campeão europeu se apresentaria no Vicente Calderón.  Os merengues não batem o pé ao rival da cidade desde a final da passada temporada e mesmo aí precisaram do tempo-extra para o fazer. Sabendo-se de antemão de todos estes factos e da inteligente forma como Simeone consegue colocar o Real no “colete de forças” colchonero, a tarefa não parecia ser nada fácil para Ancelotti e os seus jogadores.

No entanto, foi um Real Madrid ferido no orgulho e de “cara lavada” que iniciou a partida e controlou todo o primeiro tempo. Com as presenças de James e Modric (que diferente é o Real com e sem o croata…) ao lado de Kroos no miolo do terreno, a equipa blanca é capaz de uma circulação de bola com muito mais qualidade, critério e a toda a largura do campo. Foi por aí que o Real foi “desmontando” a habitual excelente ocupação de espaços da equipa de Simeone e, assim, impôr o seu jogo em campo colchonero, já que, na primeira parte, o Atlético nunca foi capaz de suster as investidas do rival.

Porém, se há arte que o Atlético de Simeone é capaz de dominar é a do saber sofrer quando o desenrolar do jogo assim o impõe. O nulo ao intervalo não era, de forma alguma, o espelho daquilo que se passava em campo e o Atlético bem o podia agradecer a Oblak, que, definitivamente, agarrou o lugar e começa a demonstrar o porquê de o Atlético ter aberto os cordões à bolsa por um dos futuros melhores guarda-redes do mundo.

Respondeu o Atlético na segunda metade, apesar de o jogo ter baixado consideravelmente de ritmo e, consequentemente, de qualidade. O Real não mais encontrou capacidade para se chegar à baliza de Oblak com o perigo com que o fizera no primeiro tempo e o jogo acabou por se colocar mais ao jeito da equipa da casa.Entre quezílias, duelos físicos e choradinhos em redor do árbitro, o tempo foi-se arrastando e ninguém foi capaz de desamarrar o empate sem golos. Acabou o Real encostado às cordas, fruto de um derradeiro mas ineficaz assalto da equipa da casa à baliza de Casillas. Pior resultado para o Real, que, com as oportunidades de golo que foi criando, tinha de sair do Calderón com um resultado mais vantajoso.

O nulo é um resultado altamente perigoso para os blancos, ainda para mais sabendo do cinismo que este Atlético é capaz de emprestar ao jogo. E exemplos de sucesso passado de Simeone no Bernabéu não faltam…

A Figura:

Oblak – O guarda-redes esloveno agarrou a titularidade e demonstrou hoje porque é um guarda-redes de eleição. Negou por diversas vezes o golo à equipa do Real

O Fora-de-jogo:

Real perdulário – Uma equipa com jogadores com a qualidade de Ronaldo, Bale, Benzema ou James não pode falhar 4 ou 5 oportunidades de golo claras em jogos como este. Veremos se não lhes custa a eliminatória

Foto de capa: Facebook da Champions League

Francisco Vaz de Miranda

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