Publicidade

Eslovénia 20-28 Noruega: Noruegueses vencem o bronze

Leonardo Costa Bordonhos · 3 min

Eslovénia 20-28 Noruega: Noruegueses vencem o bronze
Foto: Norges Handballforbund

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: DEPOIS DE UMA MARATONA NA MEIA-FINAL, A NORUEGA CONSEGUIU O PRÉMIO DE CONSOLAÇÃO

O Campeonato da Europa de andebol é das competições desportivas mais brutais em termos físicos e psicológicos. Enquanto que no futebol, por exemplo, os jogos são espaçados com dois ou três dias entre cada um para dar tempo aos atletas de descansar, no andebol os jogadores têm que jogar dia sim dia, dia não, e muitas vezes em dias consecutivos. Foi o que aconteceu neste jogo do terceiro e quarto lugar.

Depois de duas meias-finais duríssimas para ambas as seleções, Noruega e Eslovénia tiveram que recuperar em tempo recorde de forma a disputarem este encontro. Por essa razão, este encontro não foi o mais intenso, e a equipa com mais opções no banco saiu por cima.

Desde cedo ficaram visíveis as diferenças entre os dois conjuntos. Se por um lado a Noruega entrava com o seu melhor sete, por outro o selecionador esloveno Ljubomir Vranjes decidiu deixar no banco as estrelas Dean Bombac e Jure Dolenec.

Ainda em recuperação dado o esforço exercido na noite anterior, os minutos iniciais foram marcados por muitas falhas no capítulo do remate. As defesas iam-se superiorizando aos ataques e sentia-se que a primeira equipa a ganhar alguma separação no marcador seria a vencedora. E assim foi.

Golos de Magnus Joendal, Harald Reinkind e Petter Overby permitiriam à seleção escandinava ganhar três golos de vantagem e os vice-campeões do mundo não mais saíam da liderança.

Ao intervalo o marcador assinalava 9-12 favorável aos noruegueses e no segundo tempo a tendência continuou, em grande parte devido a uma enorme exibição do guarda-redes nórdico Torbjoern Bergerud.

O guardião do SG Flensburg-Handewitt terminou a partida com 14 defesas e uns extraordinários 44% de eficácia defensiva.

Com a baliza fechada a sete chaves e Magnus Joendal a marcar sem grande dificuldade – terminou o jogo como Melhor em Campo e sete golos marcados – a Noruega ia dominado sem grande dificuldade. Os minutos finais do encontro viam Dean Bombac e companhia tentarem reduzir a desvantagem, mas o cansaço físico e psicológico acabou por vencer.

Fica então para a história a vitória Norueguesa por 20-28 nesta que foi a sua melhor classificação de sempre em Campeonatos da Europa. Já a Eslovénia conseguiu também o seu melhor resultado desde 2004 quando foi segunda classificada.

A FIGURA

Fonte: Handball Gutta

Torbjoern Bergerud – O guarda-redes norueguês fechou a sua baliza e foi determinante para esta vitória. Os vinte golos marcados pela Eslovénia – valor mais baixo alguma vez registado num jogo de terceiro e quarto lugar – deveram-se em grande parte à sua exibição.

O FORA DE JOGO

Fonte: EHF

EHF – É inconcebível pedir a atletas de alto rendimento que joguem dois dias seguidos, muito menos a este nível. Com a final a realizar-se amanhã, não se compreende porque razão esta partida do terceiro e quarto lugar não foi marcado para a manhã ou umas horas antes da final. Colocam-se em risco os jogadores e o produto final – o jogo em si – acaba por não ter a mesma qualidade.

ANÁLISE TÁTICA – ESLOVÉNIA

O problema da Eslovénia neste encontro tem um nome: Torbjoern Bergerud. As falhas de remate e más decisões ofensivas acabaram por ser determinantes. No entanto, os eslovenos conseguiram controlar o ataque norueguês durante a primeira parte graças a uma defesa coesa, que tinha por trás de si Klemen Ferlin, que também ele terminou o encontro com 14 defesas.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Klemen Ferlin (8)

Tilen Jodrin (6)

Borut Mackovsek (7)

Miha Zarabec (6)

Nejc Cehte (6)

Blaz Janc (7)

Blaz Blagotinsek (7)

SUBS UTILIZADOS 

Nik Henigman (6)

Jure Dolenec (7)

Igor Zabic (7)

Dean Bombac (7)

Darko Cingesar (6)

Mario Sostaric (6)

ANÁLISE TÁTICA – NORUEGA

Sander Sagosen teve uma noite discreta – quatro golos em 12 remates – mas a sua presença em campo obriga automaticamente a atenções redobradas, e foi isso que a Noruega explorou. Com o foco defensivo em Sagosen, jogadores como Magnus Joendal e Kristian Björnsen tiveram espaço para fazer a diferença e finalizar sem grandes dificuldades, especialmente explorando os espaços laterais junto aos segundos defensores.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Torbjoern Bergerud (9)

Harald Reinkind (6)

Peter Overby (7)

Goeran Johannessen (8)

Magnus Joendal (9)

Kristian Björnsen (7)

Sandor Sagosen (6)

SUBS UTILIZADOS 

Magnus Gullerud (7)

Christian O’sullivan (7)

Eivind Tangen (7)

Foto de Capa: Norges Handballforbund

Leonardo Costa Bordonhos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.