FC Bayern Munique 1-2 Real Madrid CF: Merengues dão lição alemã

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Um Bayern perdulário bem pode se queixar de si e da sorte após o jogo desta noite do Allianz Arena, por outro lado, o Real Madrid mostrou mais uma vez que, na sua inteligência com que encarou o jogo ao longo dos 90 minutos, nasceu para este tipo de competição.

Logo ao primeiro minuto, o Bayern mostrou atitude ofensiva bem agressiva com James a pressionar Carvajal e a beneficiar da tentativa de alívio do espanhol, pois a bola sobra para Lewandowski que serviu Muller, mas o alemão, dentro da área, falhou o golo.

Aos 8’, os bávaros foram primeiro visitados pelo azar quando Robben saiu lesionado para dar o lugar a Thiago Alcantara. Por volta dos 20 minutos, o jogo voltou a ter ocasiões perto das balizas com Rafinha a tentar a sua sorte de fora da área e do lado espanhol Carvajal também alvejou a baliza, mas, em ambos os exemplos, os guarda-redes encaixaram a bola.

A formação de Jupp Heynckes, que era a que tinha mais bola e procurava os espaços na defesa contrária, acabaria por inaugurar o marcador numa transição ofensiva. James (28’) soltava Kimmich ao longo do flanco direito beneficiando do espaço deixado por Marcelo que havia subido ao ataque, e Isco também não chegou a tempo da dobra…foi Varane que tentou parar o alemão, mas o lateral fez o golo, surpreendendo Keylor Navas que esperava o cruzamento.

Os galáticos acusaram um pouco o tento inaugural e logo a seguir a terem ficado em desvantagem, Casemiro perdeu a bola para Lewandowski, que, quase isolado, não conseguiu esboçar o remate. Até que, contra a corrente do jogo, Marcelo, assinou o golo do empate: bola lançada para a direita, Carvajal cabeceou para zona central, Ronaldo ainda ensaiou a sua bicicleta, mas o esférico acabou por chegar ao lateral brasileiro que, com um remate cruzado, bateu Ulreich. Redenção do 12 madrileno depois de ter ficado mal na figura no golo alemão.

Até final da etapa inicial, note-se também o perigo causado pela equipa da casa nos lances de bola parada com Hummels, Lewandowski e Muller a protagonizar três diferentes ocasiões. Entratanto, Jupp Heynckes já se tinha visto obrigado a mexer pela segunda vez: Boateng, lesionado, saiu para o lugar de Niklas Sule (34’).

O golo de Marcelo, em cima do intervalo, deu outra tranquilidade ao Real Madrid
Fonte: Real Madrid CF

Madrid entrou mais solto e com a vontade de gerir os tempos de jogo. Ribery, pela esquerda, esteve sempre ativo, mas a desinspiração do francês foi tónica desta noite. Abriu a segunda parte com um passe de golo para Muller que o alemão falhou e viu Navas negar-lhe dois tentos (59’ e 63’).

O golo da vitória dos merengues acabaria por nascer num canto ofensivo do Bayern. Aos 57’, Rafinha, que tinha ficado atrás com Kimmich, pressionado por Lucas Vásquez, precipita-se e entrega a bola a Asensio, deixando o colega de equipa numa situação de 2×1. O extremo espanhol que tinha entrado ao intervalo deu a bola em Vázquez, que lha devolveu, e o 20 do Real Madrid, frente a frente com Ulreich, não perdoou.

O hexacampeão alemão foi claramente abaixo com o segundo golo sofrido e o bicampeão europeu até podia ter feito o terceiro por Benzema, mas Ulreich impediu (76’). Defensivamente, os madrilenos mostraram-se muito sólidos e só permitiram que o polaco Lewandowski, servido por Tolisso, tivesse no pé direito a hipótese de chegar ao empate, mas o polaco não conseguiu desfeitear Navas (88’).

O Real Madrid sorriu na Baviera com uma exibição que até teve o seu quanto de alemã – fria, calculista e eficaz. Mas está tudo em aberto, até porque há um fantasma que ficou dos quartos-de-final para exorcizar e que paira sobre o Bernabéu…

Rúben Tavares
Rúben Tavareshttp://www.bolanarede.pt
O futebol foi a primeira paixão da infância, no seu estado mais selvagem e pueril. Paixão desnuda. Hoje não deixou de ser paixão, mas é mais madura, aliada a outras paixões de outras idades: a literatura, as ciências sociais, as ciências humanas.                                                                                                                                                 O Rúben escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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