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GD Estoril-Praia 1-3 SC Braga: As invenções de «Zé Fabiano Carioca»

Pedro Nuno Sousa · 3 min

GD Estoril-Praia 1-3 SC Braga: As invenções de «Zé Fabiano Carioca»

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Cabeçalho Futebol Nacional

A FIGURA

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Pedro Santos – Que início de época absolutamente fantástico! Mais um golo de encher o olho! Soberba exibição e com muita classe. Excelente.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: GD Estoril-Praia
Fonte: GD Estoril-Praia

Fabiano Soares – Má aposta no onze, que a meu ver acabou por influenciar o resultado final.

Em final de tarde na Amoreira, o Braga voltou às vitórias na liga portuguesa vencendo por três bolas a uma. O Estoril Praia soma então mais uma derrota nesta entrada com o pé esquerdo na liga principal de futebol. Superiores, os bracarenses podiam ter marcado mais, tendo pecado na zona de finalização. Chegou e sobrou o futebol praticado, demonstrativo que o ritmo já começa a estar lá. No que à equipa canarinha diz respeito, não apresentou uma primeira parte ao nível que se pretendia indo para intervalo a perder por dois golos de diferença que podiam até ter sido mais. A segunda parte foi mais disputada com um golo para cada lado. No fim, sorriu ao Braga o resultado.

Com uma análise mais precisa ao encontro entre Estoril e Sp. Braga, as primeiras ilações são cedo retiradas através da aposta nos onzes iniciais. Sem querer ser adivinho de resultados, estava visto que a equipa estorilista não iria render o mesmo. Caras novas e um processo de jogo pouco definido, ditaram que a tarde na Amoreira não seria perfeita para os da casa. «Zé Fabiano Carioca», mais conhecido pelas suas invenções e engenhocas, decide surpreender tudo e todos apresentando uma equipa de onze jovens «canários» quase todos à defesa. Em dois deles, o nervosismo era evidente. Ora, quando um ou outro está mais desafinado a opereta não costuma correr bem…  Entre Peseiro e Fabiano, o resultado já parecia estar um a zero, respectivamente. E foi então numa gaiola amarela que a equipa da Praia tentou jogar futebol. Sem espaço ou ideias, a canção foi sempre a mesma. O Braga carregou e apertou chegando ao golo pouco depois do primeiro quarto de hora. E que golo! Quem? Pedro Santos a voltar a fazer das suas. Jogada pelo lado direito, entre Wilson e Pedro Santos, sendo que o segundo desbrava caminho pela gaiola e abre a portinhola com estrondo. O Braga estava na frente. Sem grande reacção do outro lado, a equipa minhota continuava a carregar chegando ao segundo numa jogada entre os dois suspeitos do costume. Wilson, Pedro e de novo Wilson. Golo sem hipótese e sem espinhas para Moreira. Dentro do mesmo registo até ao final do primeiro tempo, a conta não dilatou porque a baliza do Estoril parecia estar sempre a mover-se um metro para cada lado. Ou para a esquerda ou para a direita. Dois golos sem resposta era o resultado verificado.

Ao intervalo, «Zé Fabiano Carioca» decide alterar duas peças no onze. Agora, sem grandes engenhocas, entram Alisson e Kléber para medir forças com os bracarenses. De facto, a coisa correu bem. Com alguma sorte e habilidade à mistura, o recém entrado Alisson reduz para os da casa. Chutão em ritmo de samba com a defesa do Braga e Marafona a ficarem mal na fotografia. Dois para um no resultado e a equipa do Estoril começa a cantar com o peito feito. A partir deste momento o jogo passa a ter uma história a dois. Ambas as equipas procuram marcar e disputar os pontos com mais ambição. Não fosse o poste a negar o golo a Hassan e Marafona a fechar a baliza a Matheus e o resultado poderia ser outro. Até final, a bola não parou de rolar, chegando somente perto do fim a confirmação da superioridade bracarense. André Pinto tenta fuzilar picado e de cabeça mas não consegue perante o corte da defesa adversária. Na recarga, atira para o fundo da rede. Estava feito o terceiro do Braga. Confirmou- se a superioridade bracarense e que onze «canários» sem maestro não cantam. Três a um para o Braga foi a contagem feita ao fim de noventa minutos no António Coimbra da Mota.

Foto de capa: Sporting Clube de Braga

Pedro Nuno Sousa

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