Publicidade

Jean-Clair Todibo | Novato no centro da defesa

Gonçalo Batista · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Jean-Clair Todibo foi a última contratação do SL Benfica neste mercado de transferências. O defesa central francês chega emprestado pelo FC Barcelona até ao final da temporada. O empréstimo inclui uma cláusula de compra opcional que deverá rondar os 20 milhões de euros.

Ficou bastante óbvio que o jogador francês não era a primeira escolha de Jorge Jesus para reforçar o centro da defesa. Rúben Semedo e Lucas Veríssimo eram as primeiras escolhas do técnico português, mas as suas contratações não foram possíveis. Apesar disto, Todibo tem capacidades para brilhar ao serviço do clube encarnado.

O defesa nascido na Guiana Francesa (um autêntico viveiro de talento para a seleção francesa) foi contratado pelo Barcelona em janeiro de 2019, depois de explodir ao serviço do Toulouse FC. Na Catalunha ainda realizou cinco partidas, mas foi emprestado pelo clube blaugrana ao Schalke 04 durante a última metade da temporada.

Na Bundesliga, o gigante francês impressionou e demonstrou que estava a evoluir bastante, tendo ainda um grande potencial por descobrir.

Todibo é um defesa muito possante. Do alto do seu 1.90m, o francês é um central muito forte fisicamente. Utiliza muito bem a sua compleição física para proteger ou recuperar a bola. O desarme é uma das grandes armas do jogador.

Todibo chegou emprestado pelo FC Barcelona
Fonte: FC Barcelona

Apesar da sua altura, Todibo não é uma especial ameaça do ponto de vista do jogo aéreo. Peca ainda no timing de salto e ataque às bolas aéreas.

A enorme velocidade, tendo em conta até a sua elevada estatura, é uma das características que mais diferencia o jogador. Esta velocidade permite ao francês sair mais rápido na pressão ao portador de bola e ao mesmo tempo conseguir controlar o espaço deixado nas suas costas.

Em muitas situações, Todibo consegue mesmo ser mais veloz que muitos atacantes. Isto pode ser muito benéfico para o SL Benfica, que com Jardel, Ferro, Otamendi ou Verthonghen não conta com nenhum central particularmente rápido (muito menos com a velocidade de Todibo).

Talvez esta extrema velocidade prejudique o jogador naquelas que são as suas grandes falhas: o posicionamento defensivo e a desconcentração (própria da idade, diga-se).

Por vezes é evidente a pouca noção que ainda tem dos espaços ocupados pelos adversários. Isto é algo perfeitamente corrigível, ainda para mais trabalhando com Jorge Jesus que tanto enfâse dá ao comportamento tático (sobretudo defensivo).

Com a bola no pé, Todibo é um jogador muito capaz. Na primeira fase de construção, consegue fazer passes progressivos, tanto de forma curta como de forma longa. Tem também alguma qualidade a sair com a bola controlada, mas recorre demasiadas vezes a esta solução.

Todibo é um central com características físicas únicas e com uma crescente qualidade técnica. Tem algumas lacunas evidentes, sobretudo no lado tático e mental do jogo, mas a evolução que tem tido (e continuará a ter) é notável.

É uma excelente contratação do SL Benfica, que se demonstrar qualidade poderá permanecer de forma definitiva.

Gonçalo Batista

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.