Última horaSantiago Giménez eleito homem do jogo: «O FC Porto é um clube muito grande»
Publicidade

Jorge Jesus 1-0 Cristiano Ronaldo: Tendência para manter? Ou princípio do fim da polémica?

Ricardo João Lopes · 2 min

Jorge Jesus Portugal
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Portugal foi ao terreno da Dinamarca vencer por quatro bolas a duas, num encontro a contar para a Liga das Nações.

Portugal recebeu e venceu a Dinamarca por 4-2, deixando uma imagem francamente positiva no Parken, numa fase turbulenta. O triunfo deu outra tranquilidade ao conjunto orientado por Jorge Jesus. Em caso de outro resultado, o ‘fantasma’ da polémica dos últimos dias poderia pairar e a presença de críticas iria fazer-se sentir.

Afinal, não falamos da saída de um atleta qualquer. O abandono de um estágio por parte de Cristiano Ronaldo é uma notícia global, capaz de ‘abalar’ qualquer organização. De um lado, apareceram os defensores do ponta de lança e ainda capitão da seleção. Do outro, o selecionador nacional. Pelo meio, um vácuo extremamente complicado de completar.

Daí esta partida ser tão importante para a tranquilidade da seleção nacional. Jorge Jesus venceu a primeira ‘batalha’ e só sabe o que é ganhar no seu novo cargo. Além disso, Portugal não venceu somente a Dinamarca. Praticou um bom futebol, com tranquilidade, permitindo aos jogadores mostrarem as respetivas melhores versões. Jogaram como uma verdadeira equipa. Bruno Fernandes, Gonçalo Ramos, Rafael Leão e Pedro Neto (além de João Félix ao sair do banco) comandaram o ataque de Portugal, que apareceu com dois extremos de origem, algo incomum com Jorge Jesus.

A Dinamarca ainda empatou por duas vezes o jogo (e as redes sociais foram ‘incendiadas’ pelo festejo de Rasmus Hojlund), mas a vitória por 4-2 é mais do que justa. Uma exibição com nota mais do que positiva.

Depois da partida, Jorge Jesus apresentou-se mais bem preparado, evitando entrar em polémicas, concentrando-se no jogo e recordando as suas atitudes do passado (lembrando os festejos com os adeptos do Al Nassr, lado a lado com Cristiano Ronaldo). A comunicação da seleção mostrou-se mais restrita, protegendo o grupo de trabalho, mas alimentando a ideia de que domingo as declarações realizadas por Jorge Jesus e Pedro Proença irão esclarecer toda a situação.

Jorge Jesus já conquistou o grupo de trabalho, merecendo elogios de todos os jogadores que passaram pelos microfones durante este domingo. Isto significa que 1. O grupo de trabalho está com ele e 2. Está mais perto de ter o país do seu lado. Com três vitórias consecutivas, tudo fica mais simples.

Até domingo, o ponto que assola a seleção continuará a ser tratado como o Jorge Jesus x Cristiano Ronaldo. A partir do apito final do jogo contra a Noruega, a situação pode ser tratada de outra maneira. Tudo depende dos esclarecimentos prestados.

Para já, Jorge Jesus está na frente. Voltaremos a ver os dois do mesmo lado?

Ricardo João Lopes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Enquanto houver estrada para andar Rui Borges vai continuar | Sporting 2-1 Marítimo

Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.