Publicidade

Liga Alemã: De Bruyne? Não me recordo

Alexandre Ribeiro · 4 min

Liga Alemã: De Bruyne? Não me recordo

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab bundesliga liga alema

A terceira jornada da liga alemã voltou a ter muitos golos e lances de antologia. O término da jornada deu-nos um novo herói japonês, um internacional brasileiro que teima em ser figura no Bayern e um fecho de mercado recheado de surpresas.

A Volkswagen Arena recebeu o primeiro jogo desta jornada e existiam razões de sobra para se estar atento aos acontecimentos. Kevin De Bruyne esteve na bancada e pôde assistir em primeira mão a uma vitória contundente do seu antigo clube. O belga já se mudou para o Manchester City e muitos vaticinaram que seria o fim das possibilidades de chegar ao título do Wolfsburgo. O resultado mostrou que estavam extremamente enganados e o primeiro sinal disso foi o golo à matador que Dost fez, em resposta a um excelente cruzamento de Trasch. Primeiro sinal de força e uma equipa em crescendo a mostrar-se segura em todas as fases do jogo. O rumo da partida nunca mudou e os jogadores de Dieter Hecking foram sempre superiores. Ricardo Rodriguez foi dono da linha e esteve em destaque pelo golo e a assistência que fez para o golo de Tim Klose. O Schalke esteve sempre muito aquém e Sané foi o único destaque de uma exibição fraca por parte dos mineiros.

Douglas Costa é o jogador em maior destaque no futebol europeu. A afirmação pode parecer exagerada mas é difícil negar o que o extremo tem dado à equipa. O Bayern venceu por 3-0 o Bayer Leverkusen. A equipa de Guardiola apresentou-se com um sistema de três defesas, sendo Alaba o jogador a ocupar a posição de central. Os jogadores de Roger Schmidt sentiram imensas dificuldades e acabaram por perder o jogo pelo lado direito – exibição absolutamente desastrosa de Robert Hilbert. O lateral foi ultrapassado com facilidade por Douglas Costa no primeiro golo e cometeu os dois pénaltis que arrumaram com o resultado. Thomas Müller voltou a brilhar em frente à baliza – já leva cinco golos em três jogos – e Arjen Robben facturou o primeiro golo esta temporada. O Leverkusen foi sempre infrutífero e o único lance em que realmente acreditou que poderia marcar foi quando Hakan Çalhanoğlu inventou mais um daqueles livres teleguiados que o tornam tão temível.

Atacar, atacar, atacar. É esta a ordem do dia, segundo Tuchel. Os amarelos e pretos voltaram a ser uma máquina de ataque fantástico e dois dos três golos são autênticas obras-primas pintadas por artistas que vão acreditando que as coisas este ano estão bem diferentes. A velocidade de execução dos jogadores colocam qualquer adversário em pânico e o Hertha de Berlim não foi diferente. 3-1 para o Dortmund, com os golos a serem marcados por Mats Hummels, Aubameyang e Adrián Ramos.

Chicharito foi reforço de última hora para o Bayer Fonte: Facebook do Bayer Leverkusen
Chicharito foi reforço de última hora para o Bayer
Fonte: Facebook do Bayer Leverkusen

Heróis japoneses na Bundesliga? Depois de Okazaki ter alcançado um lugar de respeito na tabela de melhores marcadores da época passada, Muto assume-se como a nova figura do Mainz e respeita a posição 9, que outrora pertencera a Okazaki, como se se tratasse de uma espada de samurai deixada em testamento. A estreia a marcar foi logo a dobrar e Muto esteve nos três golos. Pé esquerdo no primeiro golo, cabeça no segundo e pressão na defesa que a fez errar e deixar Malli isolado. O Mainz venceu por 3-0 o Hannover 96 e alcançou a segunda vitória consecutiva, depois de iniciar a época com uma derrota.

Nos restantes jogos, tivemos Matthew Leckie a resolver com um golo fantástico de fora de área e a dar a primeira vitória ao Ingolstadt (1-0 sobre o Augsburgo), o Colónia a ganhar por duas bolas a uma, com golos de Hosiner e Modeste, o Darmstadt a alcançar o seu terceiro empate em três jogos, desta feita contra o Hoffenheim, o Frankfurt a demonstrar uma dupla de ataque poderosa – Seferovic e Castaignos vão causar muitos estragos – e a vencer por 1-4 em Estugarda, e o Gladbach a afundar-se no fundo da tabela com mais uma derrota, desta vez infligida pelo Werder Bremen. Vai ser difícil repetir o terceiro lugar da época passada.

O fim do período de transferências trouxe algumas caras novas para a Alemanha e também proporcionou mudanças internas bastante interessantes. Adnan Januzaj veio de Manchester para reforçar o Borussia Dortmund por empréstimo, Kingsley Coman, um dos jovens com mais potencial a nível mundial, trocou a Juventus pelo Bayern, e Javier “Chicharito” Hernández reforçou a frente de ataque do Leverkusen. A nível interno, o Wolfsburgo aproveitou o dinheiro da venda de De Bruyne para ir buscar Dante ao campeão em título e Julian Draxler ao FC Schalke 04.

Um fim de Agosto movimentado e que promete plantéis completos para assumir candidaturas ao título. Por enquanto, Tuchel e Guardiola vão assumindo o cimo da tabela e mostram do melhor futebol que se vê nos campeonatos europeus.

Jogador da Semana: 

Yoshinori Muto – A nova coqueluche do Mainz vem da Terra do Sol Nascente (excelente aproveitamento que o clube alemão vem fazendo dos talentos japoneses) e mostrou as suas credenciais ao marcar dois golos, o primeiro numa movimentação sagaz, e mostrando se sempre voluntarioso a defender. Para seguir.

Treinador da Semana:

Guardiola – Tentar negar a capacidade de Guardiola em inovar na forma de abordar um jogo é absolutamente ridículo. Este fim-de-semana jogou sem nenhum central de raiz e atropelou um dos candidatos ao título. Indescritível.

Alexandre Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

GP Estados Unidos: Kimi Antonelli a dois pontos do título

A CORRIDA: AINDA NÃO FOI DESTA, MAS KIMI ANTONELLI FEZ TUDO O QUE LHE COMPETIA NO FIM DE SEMANA DE AUSTIN Kimi Antonelli venceu este domingo o Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1, com o título a ser apenas uma formalidade à espera de acontecer, que será provavelmente na ronda seguinte, no México, onde um nono lugar chega para assegurar o cetro.

Bernardo Figueiredo · 2 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

O Açor não tem medo da Águia | Santa Clara x Benfica

«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.