Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Manchester aquece para o derby

Frederico Seruya · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Manchester City e Manchester United defrontam-se este sábado às 17h30 no Etihad Stadium, naquele que é o jogo grande da jornada 16 da Premier League. Os dois gigantes de Manchester estão separados por três lugares na classificação mas a diferença pontual entre ambos é bem maior: 11 pontos.

O City chega ao derby no 3º lugar do campeonato, após a vitória folgada na casa do Burnley a meio da semana, estando numa série de quatro jogos consecutivos sem perder. Já o Manchester United chega a este jogo com a moral em alta, após ter aplicado a primeira derrota a José Mourinho desde que o português chegou ao comando do Tottenham. Os red devils estão no sexto lugar da classificação, levam já quatro jogos consecutivos no campeonato sem conhecer o sabor da derrota e esperam trazer pontos na visita ao rival da mesma cidade para não perder o comboio do top 5.

ACREDITAS QUE O MANCHESTER UNITED SURPREENDE O CITY? É QUE 10€ APOSTADOS NA BET.PT PODEM FAZER-TE GANHAR 97,5€!

O United venceu apenas um jogo fora de Old Trafford esta época, quando visitou o Norwich em outubro e derrotou os canários por 3-1. O City leva cinco vitórias em sete partidas disputadas no Etihad, para além de um empate e a derrota surpreendente com o Wolves de Nuno Espírito Santo. Contudo, há um dado que joga a favor dos encarnados de Manchester por comparação com o seu rival mais antigo. Nos confrontos com os “Big Six”, os seis primeiros classificados da época passada, o United soma duas vitórias e dois empates, ao passo que o City soma uma vitória contra o Chelsea, um empate com o Tottenham e uma derrota com o Liverpool.

City e United chegam a este jogo separados por 11 pontos                                                              Fonte: Premier League

A equipa de Guardiola privilegia um futebol de posse e ataque em bloco com as linhas subidas, enquanto que o United se sente menos confortável quando tem que assumir a posse de bola e mais à vontade quando explora o contra-ataque. Nesta época, foram já várias as equipas que mostraram contra o City que não é preciso ter mais posse de bola para chegar ao golo mas sim ser mais eficaz nas oportunidades criadas, como são os casos do Wolves e do Norwich City.

Na minha opinião, um dos principais fatores de decisão neste jogo serão os duelos a meio-campo, um setor onde o City é claramente superior ao adversário. O United tem no ataque a sua melhor arma, com jogadores rápidos, capazes de desmontar a teia defensiva do City e resolver o jogo por si.

As equipas defrontaram-se 18 vezes no Etihad Stadium, desde que o Manchester City aí se fixou em 2003, com o registo a ser equilibrado: oito vitórias para cada lado e dois empates. Nas últimas quatro visitas ao reduto do City, os red devils venceram duas, a última das quais memorável: o United esteve a perder por 2-0 e operou a reviravolta com um bis de Pogba e um golo de Smalling, vencendo o derby de Manchester e impedindo o rival de celebrar o título de campeão nesse dia.

Gundogan volta a entrar nas contas de Guardiola após ter cumprido um jogo de castigo frente ao Burnley e Zinchenko também poderá retornar à quadra, ele que não é opção desde o início de outubro. Baixas confirmadas para a equipa da casa são três e todas de peso: Sergio Aguero, Aymeric Laporte e Leroy Sane. Do lado dos visitantes, Solskjaer confirmou na antevisão ao jogo que Pogba continuará ausente da ficha de jogo, ainda a recuperar de uma lesão no tornozelo. A boa notícia para os red devils é que Martial já está apto para jogar, ainda que não seja escolha provável para começar o jogo de início.

Assim sendo, Pep Guardiola deve fazer alinhar Ederson na baliza, Cancelo, Stones, Fernandinho e Mendy na defesa e um meio-campo a três composto por De Bruyne, Gundogan e David Silva. Na frente de ataque, Bernardo Silva e Sterling no apoio a Gabriel Jesus. Do lado do United, De Gea é aposta segura para a baliza, com o quarteto defensivo a ser composto por Wan-Bissaka, Lindelof, Maguire e Young. McTominay e Fred deverão ser os médios de contenção, atrás de James, Lingard e Rashford. Sozinho na frente, Greenwood será uma seta apontada à baliza do City.

Foto de Capa: Premier League

Frederico Seruya

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.