Publicidade

Orlando Magic | A magia das derrotas

Filipe Torres · 3 min

Magic NBA
Foto: NBA

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Se há uma equipa onde os postes costumam ser as estrelas, são os Orlando Magic. É uma franquia da conferência Este que tem tido muitas dificuldades nos últimos anos – não conhece o sabor dos playoffs há quase três anos – e são a segunda equipa com mais derrotas na atual época.

É uma das poucas equipas da NBA que ainda não conquistou o principal título do campeonato e parece que não vão conhecer essa sensação nas próximas épocas.

Apesar disso, os Magic já participaram em duas finais: em 1995, graças a Shaquille O’Neal, e em 2009, devido a Dwight Howard.

São dois dos melhores postes da história da NBA e ambos já representaram os Magic, no início da carreira, como o número um do Draft. Shaquille O’Neal teve uma média de 27.2 pontos por jogo, 12.5 ressaltos por jogo e 2.8 bloqueios por jogo, nas quatro épocas que representou a franquia.

Já o jogador que foi comparado com o Shaq no início da carreira, Dwight Howard, teve uma média de 18.4 pontos por jogo, 13 ressaltos por jogo e 2.2 bloqueios por jogo. Existe um grande problema entre ambos: Shaquille O’Neal nunca gostou de Dwight Howard, por causa das comparações.

O basquetebolista não-poste que teve mais sucesso na franquia foi Tracy McGrady, um dos melhores marcadores de sempre da história da NBA.

Durante as quatro épocas com os Magic, T-Mac teve uma média de 28.1 pontos por jogo, 7 ressaltos por jogo, 5.2 assistências por jogo, a melhor média de eficácia da carreira (48,4%) e só não marcou em um dos 295 encontros que jogou. Um atirador incrível na quadra.

Nas últimas épocas, o melhor líder que a equipa teve foi Nikola Vucevic, o poste de Montenegro. Representou o clube durante oito épocas e meia e teve uma média de 17.6 pontos por jogo, 10.8 assistências por jogo, uma média de eficácia no lançamento de 52% e chegou a ser All-Star.

Março de 2021 foi o mês em que os Magic revolucionaram o seu plantel, fizeram muitas trocas e Vucevic foi uma delas.

Fora o montenegrino, também saíram Aaron Gordon e Evan Fournier. A franquia mostrou o seu posicionamento em relação ao futuro: perder o maior número de jogos possíveis para ter uma melhor posição no Draft, ou seja, tanking.

Terminaram a época em penúltimo na conferência, com o terceiro pior recorde da NBA, mas ficaram com a quinta escolha do Draft, onde escolheram Jalen Suggs.

O novato está a fazer a sua primeira época na NBA e está a mostrar que merece ficar: 12.3 pontos por jogo, 3.6 assistências por jogo, 3.4 ressaltos por jogo e 1.1 roubo de bola por jogo, numa equipa que ocupa os últimos lugares.

Quando uma equipa está nesta situação, é necessário perceber que há um jogador que costuma “carregar” em certos jogos, e esse jogador é Cole Anthony.

O basquetebolista foi escolhido pelos Magic no Draft de 2020, na 15ª posição, e teve uma subida incrível na segunda época: 19.9 pontos por jogo, 6.1 ressaltos por jogo, 5.6 assistências por jogo e 1.1 roubos de bola por jogo.

A situação dos Magic parece que não vai ser a melhor nos próximos anos, mas, se escolherem bem os basquetebolistas nos próximos drafts, pode chegar um título à cidade da Disneylândia. Afinal, nem sempre é mau perder muitos jogos na NBA.

Foto de capa: NBA

Filipe Torres

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.