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Pedro Henriques novamente na final…agora com o Reus

Diogo Nunes · 4 min

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Cabeçalho modalidadesA segunda meia final da tarde, marcou o encontro dos atuais segundos classificados de cada país, sendo que se o Benfica ainda pode ser campeão, o Reus nem por isso. Num jogo bastante diferente do Oliveirense-Barcelona, tudo decidiu-se nos penáltis onde Pedro Henriques voltou a brilhar e ao contrário do ano passado, tramou os encarnados.

O jogo teve um início bastante animado e aos cinquenta segundos, o Reus beneficiou de uma grande penalidade que Albert Casanovas não desperdiçou. A equipa, espanhola não podia ter um melhor começo do que este. Contudo, pouco depois, foi a vez de o Benfica ter um penalti a seu favor, mas João Rodrigues não conseguiu marcar.

A equipa portuguesa não sentiu o golo e foi à procura do empate e logo a seguir a ter falhado o penalti, Diogo Rafael disparou um míssil do meio campo, que só parou no fundo da baliza de Pedro Henriques.

Em pista, o ritmo apresentado era alto, o que levava o jogo a partir-se várias vezes, originando muitos lances de contra-ataque. Porém, nenhuma das equipas estava a conseguir aproveitar. Exemplo disso, foi um lance isolado onde Marc Torra não conseguiu bater Traball.

A exemplo do jogo anterior, as oportunidades sucediam-se, mas os guarda-redes continuavam a ser melhores do que os avançados.

Pedro Henriques foi decisivo Fonte: CERS Rink-Hockey
Pedro Henriques foi decisivo
Fonte: CERS Rink-Hockey

Num lance de contra-ataque de dois para um, aos dez minutos de jogo, Nicolia, após uma recuperação de bola na meia pista encarnada, serviu João Rodrigues que consumou a reviravolta no marcador. Um minuto depois, Diogo Rafael viu um cartão azul por falta sobre Marc Torra. Raul Marin foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas Traball travou as intenções do espanhol.

Logo nos primeiros instantes de superioridade numérica, Raul Marin redimiu-se do livre-direto e com uma seticada em zona frontal empatou o jogo.

Apesar da nova igualdade, o equilíbrio mantinha-se e o jogo continuava bom, mas os golos deixaram de aparecer.

Perto do final da primeira parte, transição rápida do Réus e Torra assistiu Casanovas para o 3-2. Miguel Rocha deixou-se antecipar por Albert Casanovas e isso originou mais um golo catalão.

Concluído o primeiro tempo, o Reus saía na frente de forma justa, mas tudo estava em aberto para a segunda metade.

O segundo tempo também começou animado e com os dois guarda-redes a terem que mostrar qualidade. Sobretudo Pedro Henriques, que através das suas intervenções ia mantendo a liderança no marcador.

Aos trinta e um minutos de jogo, Joan Salvat viu um cartão azul por falta sobre Nicolia. No correspondente livre-direto, Jordi Adroher permitiu a defesa de Pedro Henriques.

Em superioridade numérica, as águias criaram algumas oportunidades, mas não conseguiu marcar.

O Benfica tentava pegar no jogo e asfixiar o Reus, mas Pedro Henriques dizia presente e defendia tudo o que os encarnados “atiravam” à sua baliza. No entanto, os frutos acabaram por ser colhidos, visto que, aos dez minutos da segunda parte, iniciativa individual de Nicolia e estava restabelecido o empate.

Depois de um novo empate, o Reus voltou a subir no jogo e a 10ª falta do Benfica surgiu. Raul Marin voltou a estar frente a frente a Traball e tal como ocorrera anteriormente, o guardião dos encarnados foi mais forte.

Defesa numa altura importante do jogo, quando faltavam pouco mais de dez minutos para o fim. Importância que foi realçada pelo 4-3 das águias. Recuperação de bola na meia pista defensiva do Reus e Valter Neves assistiu Adroher para o golo.

A vencer pela margem mínima, os encarnados tiveram uma enorme oportunidade de a tornar mais folgada em virtude da 10ª falta do Reus. Nicolia voltou à marca do livre-direto e atirou ao lado.

O jogo voltava a estar partido e as oportunidades sucediam-se. Isto deixava o golo mais perto de acontecer e a partir de uma jogada de insistência, Matias Platero fez o 4-4. Pouco depois, Diogo Rafael viu um novo cartão azul por protestos.

Novamente em superioridade numérica, o Reus não conseguiu aproveitar e tudo continuou empatado.

Até ao final, tudo se manteve na mesma e tal como ocorreu no jogo anterior, o jogo foi para prolongamento.

A primeira parte do prolongamento foi a mais animada. Logo no seu início, Matias Platero viu um cartão azul num lance com Diogo Rafael. Nicolia podia ter decidido o jogo, mas Pedro Henriques defendeu.

Reação da equipa do Reus quando Casanovas marca o penalti decisivo.  Fonte: CERS Rink-Hockey
Reação da equipa do Reus quando Casanovas marca o penalti decisivo.
Fonte: CERS Rink-Hockey

Por mais uma vez em superioridade numérica, chances foi o que não faltou ao Benfica, mas o guarda-redes português do Reus, emprestado pelo Benfica, demonstrou o seu valor e manteve os espanhóis em jogo.

Na segunda parte do prolongamento nada aconteceu e todas as decisões ficaram reservadas para os penaltis.

Aí, Pedro Henriques voltou a demonstrar que é especialista nestas ocasiões e pela terceira vez na carreira, foi elemento chave nas grandes penalidades e levou a sua equipa para a final da Liga Europeia.

A final, está marcada para as 15h00 deste domingo e frente a frente vão estar Oliveirense e Reus. O vice-campeão europeu vai tentar conquistar a primeira Liga Europeia do clube, enquanto que os catalães, que regressam a uma final europeia, vão tentar conquista a oitava, primeira sob o nome de Liga Europeia.

O jogo vai ser transmitido na RTP2 e através do canal de Youtube da CERS TV.

Foto de Capa: CERS Rink-Hockey

Diogo Nunes

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