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República da Irlanda 0-0 Portugal: Procura-se golo

Diogo Lagos Reis · 3 min

República da Irlanda x Portugal
Foto: Federação Irlandesa de Futebol

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A CRÓNICA: CASA IRLANDESA, REGRAS IRLANDESAS

Na estrada para o Catar, a seleção portuguesa viajou até Dublin para defrontar a República da Irlanda – a primeira das duas finais.

As oportunidades eram escassas e as fragilidades viam-se a milhas numa partida difícil e competitiva. Aliás, a física e agressiva República da Irlanda crescia a cada segundo e obrigou Portugal a jogar pelas suas regras. Contrariar a onda não foi fácil e a bússola lusitana mais parecia avariada. Careceu de brilho, criatividade e soluções para gerar oportunidades e (claro) golos.

Finalmente, o perigo português acabaria por surgir, mas a bola recusou-se a entrar por uma questão de milímetros. Onde estava o golo? Onde estava Portugal? Em Dublin, mas subjugado ao estilo de jogo irlandês. E a situação só viria a piorar mais com a expulsão de Pepe, após uma falta totalmente desnecessária. Horrível para Portugal, não só deixa a equipa reduzida a 10, como também fica de fora para a partida decisiva com a Sérvia.

Ainda assistimos a uma oportunidade de Cristiano Ronaldo, mas o resultado já estava traçado: 0-0. Honestamente, tendo em conta a performance portuguesa, a vitória não era justa. Saímos de Dublin com um tímido empate e contam-se os minutos para a grande final contra a Sérvia: a derradeira batalha.

 

A FIGURA

Chiedozie Ogbene (República da Irlanda) – O mais influente da equipa irlandesa. A partir, sobretudo, da faixa lateral direita, preconizou um jogo muito positivo na criação de oportunidades com os seus dribles, passes-chave e cruzamentos. Com todo o mérito, Chiedozie Ogbene é o nome apontado para “figura de jogo”.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Fernando Santos (Portugal) – Desculpem-me, mas este jogo é mais uma prova evidente do fracasso tático de Fernando Santos. Depois de uma primeira parte medíocre e longe do desejado, nada foi alterado. O relógio não parou e a caravela portuguesa “afundou-se”, à espera de um milagre caído do céu. E a culpa é de quem? Do homem do leme. Qualidade e talento não é coisa que falta ao plantel lusitano. Agora, um melhor trabalho tático. Isso falta.

 

ANÁLISE TÁTICA – REPÚBLICA DA IRLANDA

Na penúltima jornada da qualificação para o Campeonato do Mundo de 2022, a República da Irlanda recebeu o hóspede Portugal num 3-4-3, no papel. Porque, na realidade organizou-se defensivamente num 5-3-2 que, com bola, se transformava num 3-5-2 com Callum Robinson e Chiedozie Ogbene na frente de ataque.

A estratégia de jogo irlandesa não foi nenhuma surpresa: um jogo altamente físico e agressivo preparados para disputar e ganhar a segunda bola, algo muito bem conseguido. Além disso, apresentaram, em bloco baixo, uma muralha defensiva impecável que conseguiu anular o poderio português, em várias ocasiões. Contudo, a transição defensiva e a saída de bola irlandesa é outra história, no qual sofreram algumas dificuldades.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gavin Bazunu (8)

John Egan (7)

Shane Duffy (7)

Séamus Coleman (6)

Enda Stevens (6)

Josh Cullen (6)

Jeff Hendrick (6)

Matt Doherty (7)

Jamie McGrath (6)

Callum Robinson (7)

Chiedozie Ogbene (8)

SUBS UTILIZADOS

Adam Idah (6)

James McClean (6)

Conor Hourihane (6)

Will Keane (-)

  

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Embora o sistema tático não tenha sido uma surpresa (4-3-3), o onze inicial contou com inúmeras alterações: Diogo Dalot, Danilo Pereira (a central), Nélson Semedo, Matheus Nunes e Gonçalo Guedes. Tudo isto com a sua explicação óbvia, claro.

Foi uma partida muito difícil para os homens de Fernando Santos contrariar o jogo físico e aguerrido da Irlanda. Na frente de ataque, verificou-se, em diversos momentos, dinâmicas de rotação entre Cristiano Ronaldo, André Silva e Gonçalo Guedes. A pressão alta à saída de bola irlandesa foi também uma aposta, tal como a manutenção do esférico que circulava, sobretudo, entre corredores laterais. No final, ainda exploraram o acesso à área por via de cruzamento, mas nada foi o suficiente para colocar a bola no fundo das redes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (7)

Diogo Dalot (7)

Danilo Pereira (6)

Pepe (5)

Nélson Semedo (6)

Bruno Fernandes (7)

Matheus Nunes (6)

João Palhinha (7)

Cristiano Ronaldo (7)

André Silva (6)

Gonçalo Guedes (6)

SUBS UTILIZADOS

João Moutinho (7)

Rafael Leão (6)

Renato Sanches (6)

João Félix (6)

José Fonte (6)

Diogo Lagos Reis

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