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SC Braga 0-0 (3-2 g.p.) SL Benfica: Santa Patrícia Dos Ferros dá Taça da Liga ao SC Braga

Márcio Francisco Paiva · 4 min

SC Braga Taça da Liga Feminina
Foto: Paulo Ladeira/Bola na Rede

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A CRÓNICA: AFINAL, HÁ DUAS SEM TRÊS

O Sporting Clube de Braga derrotou o Sport Lisboa e Benfica nos penaltis e conquistou a terceira edição da Taça da Liga. As águias haviam vencido as duas edições anteriores, mas não conseguiram superar um SC Braga sólido e, no cômputo geral, mais forte. Com Patrícia Morais a parar dois penaltis e a trave a “travar” outro, as minhotos arrecadaram o mais jovem troféu do futebol feminino português.

As arsenalistas foram as primeiras a investir sobre a área contrária, mas as águias foram as primeiras a obrigar a guardiã adversária a trabalhar. Cloé Lacasse culminou uma boa jogada de transição com um remate defendido por Patrícia Morais. O SL Benfica cresceu na partida e assumiu o jogo, mas a oportunidade mais clara seguinte foi para o lado bracarense: na sequência de um canto, Dekker atirou de cabeça à trave da baliza de Talbert.

Até ao intervalo, o equilíbrio foi o travo mais presente no encontro. Foi-o, também, em toda a segunda metade. A saída de Kika Nazareth deu maior liberdade e, por inerência, maior protagonismo a Ana Vitória e o SL Benfica cresceu com isso, mas nunca se notou um ascendente tangível das águias em relação às minhotas. O prolongamento apresentou-se inevitável.

Nos 30 minutos de tempo extra, o grande destaque foi o corte em cima da linha de Christy Ucheibe, evitando o golo da vitória arsenalista aos 117 minutos. Não entrou e os penaltis tornaram-se obrigatórios. Nesse decisivo momento do jogo, o SC Braga levou a melhor, com Patrícia Morais em destaque ao defender duas grandes penalidades.

Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

 

A FIGURA

Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Andreia Norton – Ana Vitória esteve muito bem a dado momento, mas Andreia Norton encheu o campo (sobretudo, o meio-campo) durante os mais de 120 minutos. A defender e a atacar, a construir e a desconstruir, esteve sempre muito envolvida e sempre a espalhar muita qualidade. Continua a ser uma das figuras do SC Braga e é uma das melhores centro-campistas portuguesas.

 

O FORA DE JOGO

Catarina Pereira – Numa partida em que todas as intervenientes estiveram, pelo menos, a um nível aceitável, o destaque individual menos positivo vai para a jovem lateral-esquerda do SC Braga, que nunca conseguiu conter as investidas quer de Jéssica Silva, quer de Cloé Lacasse. O amarelo precoce não ajudou.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

As minhotas alinharam num híbrido entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1, dependendo do posicionamento mais ou menos adiantado das alas. Carolina Mendes era o elemento mais avançado. Norton e Dolores eram as médios mais recuadas (ou, pelo menos, as que mais recuavam) em construção.

A defender, o SC Braga alinhava mesmo no 4-2-3-1, com Ana Rute Rodrigues a estar por trás de Carolina Mendes e em linha com Myra Delgadillo e Jermaine. As bracarenses cerravam bem o seu bloco médio-baixo e não se interessavam muito por uma pressão alta, preferindo permitir que as águias trocassem a bola entre as centrais e a lateral Lúcia Alves.

Em defesa posicional, o principal foco das minhotas era fechar a linha de passe para Pauleta (a benfiquista que mais procurava dar-se às suas centrais) e conquistar o setor intermédio, não dando azo a uma mais folgada construção das médios encarnadas – reconhecidamente fortes nessa vertente.

A má primeira parte e o cartão amarelo de Catarina Pereira levaram a que João Marques, no segundo tempo, apostasse no recuo de Delgadillo para lateral pela esquerda, entrando Evy Pereira para a posição mais adiantada do corredor sinistro.

 

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Patrícia Morais (6)

Machaela George (6)

Dekker (8)

Diana Gomes (6)

Catarina Pereira (4)

Andreia Norton (8)

Ana Rute Rodrigues (5)

Dolores Silva (7)

Jermaine (6)

Myra Delgadillo (8)

Carolina Mendes (5)

SUPLENTES UTILIZADOS

Evy Pereira (5)

Vanessa Marques (6)

Laura Luís (5)

Mariana Couto (5)

Laura Casanovas (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA FEMININO

A turma de Filipa Patão apostou num 4-3-3 com Ana Vitória a ser o elemento do trio de meio-campo a jogar mais próxima do tridente ofensivo, composto por Jéssica Silva à direita, Cloé à esquerda (ainda que permutassem) e Kika ao centro. Pauleta e Andreia Faria tinham funções de maior contenção e de construção numa primeira fase.

Não raras vezes, Ana Vitória recuava um pouco e permitia que Kika Nazareth recebesse a bola em terrenos mais recuados, funcionando a portuguesa nesses momentos mais como “10” do que como falso “9”, delegando essa função a uma das extremos. Pauleta era a jogadora que mais procurava dar linha de passe vertical às centrais encarnadas, que construíam com o auxílio da lateral pelo lado esquerdo, Lúcia Alves.

Do outro lado, Catarina Amado tinha ordens para subir no terreno e procurar igualar o jogo de forças no meio-campo, em ataque posicional das águias.

 

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Talbert (5)

Catarina Amado (7)

Carole Costa (5)

Sílvia Rebelo (6)

Lúcia Alves (6)

Pauleta (6)

Andreia Faria (6)

Ana Vitória (8)

Francisca Nazareth (6)

Cloé Lacasse (7)

Jéssica Silva (5)

SUPLENTES UTILIZADOS

Beatriz Cameirão (6)

Valéria (7)

Christy Ucheibe (7)

Cassandra Korhonen (5)

 

Márcio Francisco Paiva

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