Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Tottenham Hotspur FC 0-1 AFC Ajax: Pupilos de Ten Hag distribuem chocolate em Londres

João Brandão · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O Ajax FC foi a Londres vencer o Tottenham Hotspur FC e ficou a um passo da final da Liga dos Campeões, num jogo em que dominou no primeiro tempo e geriu no segundo.

Para o segundo jogo europeu da história no novo estádio dos Spurs, Maurício Pochettino não pode contar com o lesionado Harry Kane nem com o castigado Son Heug-Min, apostando num esquema de 3 centrais (que, curiosamente, passaram todos pelo Ajax). Já a equipa de Tem Hag estava quase na sua máxima força, denotando-se apenas a ausência de Mazraoui, substituído por Veltman.

A equipa holandesa sente-se como um peixe na água nos jogos fora-de-casa (venceu em Madrid e Turim) e entrou muito bem no encontro, dominando a seu bel-prazer uns ingleses algo desnorteados. Foi, por isso, de forma natural que o Ajax chegou à vantagem à passagem do primeiro quarto de hora: na sequência de uma bela jogada coletiva, Ziyech isolou Van de Beek, que sentou o guarda-redes e atirou a contar.

O Tottenham não conseguia sair a jogar e não tinha bola, fruto da pressão alta de um Ajax que entrou com a corda toda. Aos 24 minutos esteve perto de aumentar a vantagem, mas desta vez Lloris levou a melhor sobre Van de Beek, após assistência de Tadic.

Os Spurs só conseguiam chegar à baliza de Onana através de lances de bola parada. Llorente e Alderweireld ameaçaram as redes holandesas dessa forma. Pelo meio, Vertonghen lesionou-se num choque com Onana e teve que sair, entrando Sissoko para o seu lugar. Com esta substituição, Pochettino assumiu o fracasso da sua ideia inicial de 3 centrais, que oferecia muito espaço central para construção aos médios holandeses, alterando o sistema tático.

O segundo tempo começou de forma vibrante, com aproximações perigosas nas duas balizas. O Tottenham veio espicaçado dos balneários, com muita vontade de chegar à baliza adversária, mas tinha alguns problemas perante as transições rápidas dos holandeses.

Os Spurs permaneciam com mais iniciativa mas continuavam com problemas na definição no último terço. A falta de soluções ofensivas no banco de suplentes inviabilizava alterações atacantes, à medida que os minutos passavam e o cansaço acumulava. Mais fresca, a equipa do Ajax estava mais confortável e esteve mesmo perto do 0-2, com Neres a atirar cruzado ao poste.

O jogo não teve mais oportunidades de registo, com o Ajax a anular bem os espaços à equipa inglesa. O Tottenham sentiu muito as ausências de Son e de Kane e errou na forma de entrar na partida, consentindo muito espaço ao meio-campo holandês. Conseguiu equilibrar no segundo tempo, mas faltou-lhe acutilância ofensiva e clarividência no último terço.

Já o Ajax, sempre fiel aos seus princípios de jogo, anulou bem os espaços ao adversário e esmagou-o nos primeiros 40 minutos. No resto do jogo, foi gerindo e ainda ameaçou o segundo tento. Os pupilos de Tem Hag continuam a fazer as delícias aos adeptos por esse mundo fora.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Tottenham Hotspur FC: Lloris, Trippier (Foyth 79’), Alderweireld, Sanchez, Vertonghen (Sissoko 38’), Rose (Davies 79’), Wanyama, Eriksen, Dele Alli, Lucas, Llorente.

AFC Ajax: Onana, Veltman, de Ligt, Blind, Tagliafico, Schone (Mazraoui 65’), De Jong, Van de Beek, Ziyech (Huntelaar 87’), Neres, Tadic.

A FIGURA

Van de Beek- Mais um bom jogo da “formiguinha” de trabalho do Ajax. Aparece muito bem entre linhas e causou mais uma vez problemas à defensiva adversária. No lance do golo, teve frieza de ponta-de-lança na hora de finalizar, num golo que pode colocar os holandeses na final.

O FORA DE JOGO

Eriksen- Sem Kane ou Son, esperava-se que o dinamarquês conseguisse desequilibrar no último terço e descobrir colegas em boa posição para marcar. Por mérito do Ajax, foi bem anulado e obrigado a receber a bola muito recuado, não conseguindo aparecer no jogo.

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por: Jorge Neves

João Brandão

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.