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Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

Miguel Costa · 2 min

Luuk de Jong e Rodrigo Mora
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca.

Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

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Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O que mais deixa a sensação de oportunidade perdida é imaginar o impacto que poderia ter tido com continuidade competitiva. Ao todo, Luuk de Jong realizou apenas sete jogos com a camisola portista, um número que demonstra bem como as lesões condicionaram a sua passagem pelo Dragão. O momento mais marcante aconteceu frente ao Sporting, num encontro em que apontou um golo — único tento com as cores do FC Porto — e deixou uma pequena amostra daquilo que poderia oferecer à equipa. Esse momento acabou por alimentar a esperança de que o avançado neerlandês pudesse vir a assumir um papel importante no ataque portista. No entanto, a falta de continuidade impediu-o de ganhar ritmo, confiança e entrosamento com os colegas, elementos essenciais para qualquer jogador atingir o seu melhor nível.

Ainda assim, a sua passagem pelo Dragão não deve ser vista apenas pelo que faltou, mas também pelo que representava enquanto jogador. A sua experiência, a sua presença física e a sua inteligência dentro da área eram argumentos que poderiam fazer a diferença em jogos equilibrados, especialmente contra adversários fechados, nos quais a capacidade de ganhar duelos aéreos e aproveitar uma única oportunidade pode decidir tudo.

Luuk de Jong Kojo Peprah Oppeng FC Porto Nice
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Na minha opinião, Luuk de Jong tinha condições para se tornar uma peça importante no FC Porto. Com uma sequência de jogos sem interrupções, poderia ter conquistado maior confiança, criado uma ligação mais forte com a equipa e deixado uma marca mais significativa nos adeptos portistas. Naturalmente, não é possível garantir que teria sido um sucesso absoluto, mas existiam razões para acreditar que poderia ter dado muito mais ao clube.

Em suma, a história de Luuk de Jong no Dragão é também uma história sobre o peso que as lesões podem ter na carreira de um futebolista. Fica a sensação de que o FC Porto teve ao seu alcance um avançado com características valiosas, mas que nunca conseguiu contar com ele nas condições ideais durante o tempo necessário. Sem lesões, talvez Luuk de Jong tivesse sido muito mais do que uma promessa por cumprir no Dragão, poderia ter sido um avançado decisivo e uma referência no ataque portista.

Miguel Costa

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