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As 5 melhores Seleções da história do Futebol

João Maravilha · 6 min

Seleções Espanha
Foto: UEFA

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Várias foram as seleções nacionais que ficaram na história do Futebol, quer tenha sido pelas táticas alternativas e elaboradas, quer pela conquista de vários troféus. Muitas delas tinham plantéis recheados de jogadores de renome, que marcaram eras do desporto, mas muitas outras tinham quase desconhecidos, ou apenas um nome de destaque, que era capaz de liderar a sua equipa ao sucesso e fazer com que os seus colegas subissem ao topo da elite mundial.

Muitos selecionadores nacionais têm a dura tarefa de adaptar uma equipa de jogadores que raramente joga junta a uma nova tática, e fazendo com que estes se habituem e aprendam a dominá-la rapidamente. Muitas das Seleções desta lista são exemplos de trabalhos exímios de esforço e da criação de modelos que revolucionaram o Futebol Mundial.

Poderiam ser outras as Seleções a fazer parte desta lista, mas quer pelos títulos conquistados, quer pela sua importância na história do desporto, estas foram as cinco escolhidas.

5.

Holanda (1974) – A tão famosa “Laranja Mecânica”, a que muitos chamavam de “carrossel” pela sua maneira de jogar. Pode ter sido um plantel que não ganhou nenhum troféu, mas ficou para sempre na história do país e do Mundo como uma das seleções que mais revolucionou a nível tático. A importância da organização no momento da perda e recuperação da bola deixava qualquer adepto abismado com o que estava a ver. Três a quatro jogadores holandeses a partir para cima do portador da bola de forma que este sentisse a pressão e libertasse muitas vezes para zonas sem ninguém ou que a perdesse e permitisse assim o contra-ataque. Era um estilo de jogo marcado pela pressão constante e sem que nenhum jogador parecesse ter uma posição fixa, estando sempre em movimento e em diferentes zonas do campo.

São a seleção vice-campeã do Campeonato do Mundo de 1974, perdendo apenas na final frente à Alemanha, mas o que demonstraram enquanto equipa durante a prova surpreendeu tudo e todos. Dessa equipa, um nome ressalta à vista: Johan Cruyff, o mágico e incansável número 14 que viria a ser uma das maiores influências do Futebol moderno. A seleção da Holanda de 1974 era treinada por Rinus Michels, que em 1988 acabaria por conquistar o Campeonato da Europa com uma outra seleção de sonho, que contava com nomes como Rijkaard, Koeman, Van Basten e Gullit.

4.

Hungria (1952-1954) – Quando se fala da Hungria no Futebol, há um nome que é impossível não frisar: Puskás, o “Major Galopante”. A Hungria vinha dos Jogos Olímpicos de 1952 com a medalha de ouro conquistada frente à Jugoslávia e com um saldo de 20 golos marcados contra dois sofridos. Durante o ano de 1953, tornaram-se a primeira equipa a ganhar à Inglaterra, o que ajudou ainda mais a que todos a considerassem a favorita a ganhar o Campeonato do Mundo de 1954.

Com um estilo de jogo baseado no passe rápido e na vertente ofensiva, esta equipa era uma autêntica predadora de defesas, e ninguém melhor para colocar a bola na baliza que Puskás e Kocsis. O Mundial chegou e a Hungria calhava logo a enfrentar nos primeiros jogos a Coreia e a República Federal Alemã, este último com consequências horrorosas para Puskás, que sofreu uma lesão grave e falhou os dois próximos jogos. Mesmo assim, a Hungria chegou à final, onde voltaria a enfrentar a República Federal Alemã e viria a perder por três bolas a duas. Kocsis foi o melhor marcador da prova e para a história ficou a melhor Seleção de sempre da Hungria e uma das melhores do Mundo. Foi também esta Hungria que criou sistemas táticos que iriam mudar o mundo do Futebol, como o “WW”, que iria alterar mais tarde para o 4-4-2.

3.

Alemanha (1972-1974) – Campeões da Europa e do Mundo nos respetivos anos, foram para muitos a melhor Seleção alemã de sempre. A única equipa a ser capaz de vencer a favorita Holanda no Mundial de 1974 e sendo capaz de surpreender o Mundo com a conquista do título. Era uma Alemanha pragmática e segura de si, não se interessando pelo futebol atrativo, mas sim pelos resultados.

Contava com um plantel de luxo, com nomes como Sepp Maier, Beckenbauer e Gerd Müller, e tinha como selecionador Helmut Schön. Um plantel na maioria constituído por jogadores do FC Bayern Munique, campeão europeu de clubes, e do Borussia VfL Monchengladbach, que iria ser tricampeão alemão após o Campeonato do Mundo de 1974.

Tinham como finalizador Gerd Müller, que acabaria o Campeonato da Europa de 1972 como melhor marcador da prova, com quatro golos em dois jogos, e o Campeonato do Mundo de 74 também com os mesmos golos, mas desta vez em sete jogos.

Esta Seleção alemã será para sempre ser vista como uma das melhores seleções de sempre e das únicas europeias a conquistar os dois troféus mais importantes em disputa, o Campeonato da Europa e o do Mundo.

2.

Brasil (1970) – Vencedores da última Taça Júlio Rimet, troféu que era dado ao vencedor do Campeonato do Mundo. Esta será para sempre a Seleção que terminou o tricampeonato do Mundo a favor do Brasil.

Com Pelé como grande protagonista e a ser coroado como o “Rei do Futebol” nesse ano, esta Seleção era muito mais que o goleador brasileiro. Contava com nomes como Gérson, Rivellino, Jairzinho e Tostão, e não havia Seleção que os quisesse defrontar. É, para muitos, a melhor Seleção de sempre, dada a sua forma de jogar e a sua conquista. Derrotaram a grande Itália por quatro bolas a uma na final do Mundial do México de 1970 e espalharam magia nos relvados.

Quem viu este Brasil a jogar diz que nunca viu igual. Nessa competição, venceram os seis jogos que disputaram e marcaram 19 golos, sofrendo apenas sete. No entanto, não era apenas nos resultados que estava a beleza desta Seleção, mas também nas exibições. Cada jogo era um entretenimento e uma surpresa, pois ao mínimo piscar de olhos poder-se-ia perder uma nova obra de arte feita pelos brasileiros.

1.

Espanha (2008-2012) – Uma Seleção que custou a afinar, mas quando arrancaram, demorou até os pararem. A Espanha havia tido problemas nos Campeonatos do Mundo de 2002 e 2006, tendo ficado aquém das expetativas. No entanto, em 2008 tudo mudaria e começava a história de uma das melhores Seleções de todos os tempos.

Esta geração conquistou o Campeonato da Europa duas vezes seguidas e, pelo meio, ainda ganhou o Campeonato do Mundo realizado na África do Sul, em 2010. Poucas são as Seleções que se podem dar ao luxo de celebrar a conquista do trofeu continental e mundial, mas esta Espanha subiu a fasquia e revalidou o título europeu.

Com uma base de jogadores do Real Madrid CF e do FC Barcelona, esta equipa, liderada primeiramente por Luis Aragonés e, em seguida, por Vicente Del Bosque, marcava bastantes golos e sofria muito poucos. Basta ver os números: nas três fases finais das provas de 2008 a 2012, a Seleção espanhola marcou 32 golos e sofreu apenas seis.

Com nomes como Casillas, Sergio Ramos, Puyol, Iniesta, Xavi, David Villa e muitos outros, era difícil escolher quem é que era a verdadeira estrela da equipa. Esta Seleção espanhola ficará para sempre marcada pelos títulos conquistados e pela sua tática elaborada de passes, que intitularam de “Tiki-Taka”.

João Maravilha

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