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Enfim, Campeões! | FC Porto

Francisco Macedo Amaral · 2 min

FC Porto Varzim SC
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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Dois anos depois, o FC Porto recupera o título de campeão nacional!

O título do FC Porto é consumado com mérito, com competência, e com algum brilho. Apesar de não se conseguir um campeonato invicto, assim se pensou ser possível até à derrota em Braga, acaba por ser uma época, a nível nacional, bem conseguida.

No campeonato, os dragões até nem começaram muito bem, a nível exibicional. O Sporting CP, motivado pelo título e quebra de longo jejum, começa a época com claros sinais de querer o bicampeonato.

Aliás, o primeiro Sporting CP — FC Porto da temporada, na quinta jornada, o FC Porto passou muito mal e, nessa altura, não esperava que a equipa estivesse ao alcance deste Sporting CP. A verdade é que o jogo resultou num empate, valeu o golo de Luís Díaz, o segundo empate da época para os dragões.

À terceira jornada, o FC Porto tropeçou na Madeira, com o CS Marítimo. O Estádio dos Barreiros é tradicionalmente difícil para os azuis e brancos, ainda assim, um empate sabia a pouco, e começava a cheirar que ia ser uma época complicada e com resultados muito aquém.

Mas a equipa soube reagir, mudar, responder e começou a dominar. Um meio-campo fresco com Vitinha e Fábio Vieira veio revolucionar como joga o FC Porto com Sérgio Conceição. Já não se usa tanto a profundidade, que Marega dava à equipa. Agora usa-se a bola, posse, jogo interior, combinações, trocas rápidas.

Depois, Luis Díaz simplesmente explodiu. Exibições absolutamente estrondosas, golos, assistências, carregou o FC Porto em muitos jogos quando o resultado estava apertado, como frente ao Estoril Praia Futebol SAD.

O jogo no Estoril é relevante, um jogo de caráter, de não desistir, de perceber que não se estava a jogar bem, mas era preciso dar a volta e puxar dos galões. Com Luís Díaz essa tarefa ficava mais fácil.

Em janeiro saiu, para o Liverpool FC, e sentiu-se, e sente-se, a falta. Foi brilhar para outro campeonato. Saiu Luis Díaz e sobressaiu-se, ainda mais, Vitinha. O maestro do meio-campo, lê o jogo como ninguém.

E muito pouco se fala de Taremi. A verdade é que o iraniano já leva mais de 30 ações diretas em golos dos dragões, entre golos e assistências. Um avançado completo que, a juntar-se à revelação e crescimento de Evanilson, assumiu uma dupla goleadora que vale, assim, um campeonato.

A nível interno cumpriu-se com os objetivos. Campeonato na mão, mais uma presença na Liga dos Campeões, final da Taça de Portugal. Continuo a achar que se podia ter almejado mais na Europa, a eliminação aos pés de um modesto Olympique Lyonnais vai-me ficar sempre atravessado.

No geral, um bom trabalho de Sérgio Conceição, que teve à disposição a melhor equipa e plantel desde que chegou ao clube e, de longe, a que joga melhor futebol. E quando o futebol é bom, os bons resultados ficam mais perto de chegar. Agora é tentar manter os melhores, se possível reforçar onde é mais preciso, nas laterais, e seguir para mais um campeonato. O habitual, no FC Porto.

Francisco Macedo Amaral

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