Publicidade

Os 3 bons emprestados que ao Sporting CP podem tornar

Romão Rodrigues · 3 min

Jovane Cabral Sporting
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Dar ao próximo é um ato de bondade, mas dar a quem não seja tão próximo também ilustra uma situação na qual se pratica o Bem. Jesus disse que “há mais felicidade em dar do que em receber” porque “Deus ama a quem dá com alegria”. Contudo, relega completamente a ação de emprestar em troca de lucro, prática que traduz altruísmo. Em Portugal, se emprestar um garfo, não obtém um faqueiro completo. E, se emprestar 20 euros, está a dadivar ingenuamente. No fundo, cumprimos mais do que o que nos ensinam.

Nuno Mendes ludibriou Jesus Cristo e fugiu com as suas profecias. Ao que parece, o Sporting CP receberá uma boa quantia pelo empréstimo do lateral-esquerdo ao PSG. A moralidade do empréstimo continua intacta. Se o Criador fosse contemporâneo de Nuno Mendes, alterava metade dos escritos bíblicos. A menos que o clube francês tenha, por hábito, presentear tudo e todos.

Futebolisticamente escrevendo, emprestar um jogador denota uma estratégia simpática de dizer “nós adoramos cozinhar e fazer bons petiscos com os alimentos que possuímos, mas tu ainda nem descongelado estás”. O público, quando enxerga qualidade no mártir, tende a alegrar-se porque “o jogador vai rodar, ganhar ritmo e espírito competitivo noutro lado com o objetivo de se tornar opção viável no clube”. Alguns até aprendem malabarismos novos, passam a exercer a sua tutela quando regressam e espantam a massa adepta. O futebol tem destas coisas.

Para 2022/2023, Rúben Amorim poderá convocar alguns dos talentosos Sebastiões a integrar a equipa principal do Sporting novamente. Segue, sem preferência ou ordem, uma mera contribuição.

3. Gonzalo Plata

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Daqui a poucas semanas, Pablo Sarabia regressará ao Paris Saint Germain e despedir-se-á do clube que lhe encheu o depósito de confiança e crédito. Provavelmente, o Sporting CP abrirá os cordões à bolsa no mercado de verão e investirá num extremo

Gonzalo Plata tem capacidade para contrariar a posição administrativa anterior. Após o crescimento no Valladolid FC e o contributo para a boa temporada dos espanhóis, poderá voltar às contas de Rúben Amorim. A experiência no estrangeiro e a estadia num clube com ambições distintas pode ter instigado o crescimento e a maturação do extremo equatoriano.

Apesar de nunca se ter imposto no plantel leonino, Gonzalo Plata já demonstrou ser um jogador extremamente veloz e portador de um drible em progressão difícil de travar. Na ala direita e em transição ofensiva, a imprevisibilidade que lhe está associada tornar-se-á num perigo para as defesas adversárias.

2. Andraz Sporar

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Desde o início da estadia no Sporting CP, Andraz Sporar foi emprestado uma outra vez: em 2020/2021, no mercado de inverno, rumara a Braga por deixar de ser opção viável para Rúben Amorim. A passagem discreta pelo SC Braga deixou indicações ainda menos positivas à equipa técnica leonina e o esloveno mudou novamente de ares.

No início da temporada vigente, foi emprestado aos ingleses do Middlesbrough FC, clube onde apontou oito tentos em 34 jogos realizados. Se tivesse dobrado a sua marca pessoal e a equipa inglesa subisse à Premier League por intermédio (ou não) dos play-offs, a cláusula de compra obrigatória seria imediatamente acionada. Contudo, tal não sucedeu e o avançado esloveno reunirá a mercadoria rumo a Alvalade.

Costuma dizer-se que, à terceira, é de vez. Andraz Sporar não prima por ser um nove puro nem um goleador nato. Contudo, é eficaz na retenção da bola jogando de costas para a baliza e na construção de jogadas coletivas. A mobilidade que o esloveno inscreve na frente de ataque pode ser uma vantagem para o Sporting CP de 2022/2023.

1. Jovane Cabral

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jovane Cabral ainda integrou o plantel leonino no começo da temporada 2021/2022, mas perde influência quando o internacional espanhol e camisola 17 atracou em Alvalade. No mercado de janeiro, saiu para a SS Lazio e para uma Serie A extremamente competitiva e recheada de jogadores com qualidade.

O caso de Jovane Cabral é (in)vulgar no futebol. O cabo-verdiano já demonstrou, várias vezes, que é capaz de ser uma opção com elevada taxa de utilização numa equipa dita grande como é o Sporting CP. Na temporada 2020/2021, Jovane Cabral foi a chave que desbloqueou jogos emperrados e sem um feixe de luz visível: a meia-final da Allianz Cup, defronte do FC Porto, ressalta ao campo de visão.

Problemas de autoconfiança e moral facilmente afetada com assuntos extrafutebol? Falta de empenho nos treinos e na preparação para as competições? Querer atingir outros voos, sabendo que nunca foi um titular indiscutível para quem o treinou ou realizou temporadas a um nível alto e contínuo? Outras questões se podem colocar. “Pode ser que Jovane Cabral engate”, como dizem os adeptos leoninos.

Romão Rodrigues

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
La Liga

Quem vive do passado é che | Valência

Para os adeptos do Valência, os che, o virar do milénio foi sinónimo de coleccionar quadros bonitos para mais tarde apreciar. No final dos anos 90 e início dos anos 2000, o Valência encheu a vitrina: uma Taça do Rei, uma Supertaça de Espanha, dois campeonatos, uma Taça UEFA e uma Supertaça Europeia. Importa referir que, embora não tenha vencido, disputou duas finais consecutivas da Liga dos Campeões, sendo derrotado primeiro pelo Real Madrid, depois pelo Bayern de Munique. Em campo brilharam nomes como Santiago Cañizares, David Albelda, Pablo Aimar, Rubén Baraja e Gaizka Mendieta; já no banco, Claudio Ranieri, o futuro obreiro do conto de fadas em Leicester, plantou as sementes que Héctor Cúper e Rafael Benítez souberam regar e transformar em frutos.

Ailton Pereira · 3 min de leitura
Ler a crónica
Seleção Nacional

5 jogadores que mais se destacaram com Jorge Jesus na Seleção Nacional

Os primeiros quatro jogos de Jorge Jesus ao comando da Seleção Nacional permitiram perceber quais os jogadores que melhor se adaptaram às ideias do novo selecionador. Entre golos, assistências e novas dinâmicas táticas, cinco nomes destacaram-se pela influência que tiveram no rendimento da equipa e pela forma como potenciaram as suas qualidades individuais. De João Félix a Rúben Neves, passando por Gonçalo Ramos, Vitinha e João Cancelo, este é o top-5 dos jogadores que mais se evidenciaram neste arranque da era Jorge Jesus.

Miguel Costa · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.