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Nacional coloca ponto final em boa fase do Estoril Praia

Ricardo João Lopes · 1 min

Tiago Margarido Nacional da Madeira
Foto: Pedro Figueira / Bola na Rede

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O Nacional recebeu na Choupana o Estoril Praia, em jogo relativo à vigésima segunda jornada da Primeira Liga.

O Nacional recebeu na Choupana o Estoril Praia, em jogo relativo à vigésima segunda jornada da Primeira Liga.

O Nacional empatou com o Estoril Praia por 2-2 durante a tarde deste domingo, em jogo da vigésima segunda jornada da Primeira Liga. O primeiro golo do encontro foi feito por André Lacximicant, aos 4′, mas o conjunto insular deu a volta ao marcador.

Dudu empatou a partida ainda na primeira parte, aos 45+4′, através de uma grande penalidade. Daniel Penha fez o 2-1 no segundo tempo, aos 52′. Felix Bacher estabeleceu o empate, aos 90+4′. Com este resultado, o conjunto orientado por Tiago Margarido passa a somar 23 pontos e está no décimo terceiro lugar.

Já a turma de Ian Cathro vê assim uma sequência de cinco encontros a vencer a chegar ao fim, estando com 31 pontos, no sétimo posto.

Ricardo João Lopes

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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