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Em entrevista ao podcast Extra Time, Sérgio Conceição destacou a qualidade do atual plantel da Seleção Nacional.
Sérgio Conceição concedeu uma longa entrevista ao podcast Extra Time do canal árabe Koora Break. Na segunda parte da conversa, o técnico relembrou a ‘geração de ouro’ da Portugal, da qual fez parte:
«A mim dizem-me que eu fiz parte da geração de ouro mas eu acho que a geração de ouro é aquela que ganha. Estão alguns jogadores ainda no ativo que foram campeões da Europa e ganharam duas Ligas das Nações, e essa é que é a verdadeira geração de ouro, na minha opinião».
Sérgio Conceição deixou fortes elogios ao atual plantel da Seleção Nacional:
«Eu acho que esta é uma geração de jogadores de altíssimo nível, jogam nos melhores clubes do mundo, mas nós não vamos ser lembrados certamente porque a Espanha sentiu dificuldades no jogo contra Portugal. Mas a Espanha vai ser lembrada porque ganhou o campeonato do mundo. Se queremos crescer e competir com os melhores, e se queremos assumir essa responsabilidade, não podemos dizer sempre que somos candidatos. Com esta geração, somos favoritos. Os nossos jogadores são de elevado nível e não é só a qualidade técnica, também têm inteligência de jogo e atributos físicos muito interessantes. Acho que não temos de ter desculpas, temos de entrar nos quartos de final da Liga das Nações para ganhar, e depois no Europeu para ganhar também, e deixar de baixar expetativas onde não temos de o fazer. Temos de ter ambição e acompanhá-la no campo com trabalho e dedicação, mas não podemos dizer que falta qualidade. Até porque olhamos para as gerações mais jovens, como os sub-21, e vemos o trabalho fantástico que eles fazem. Estão em finais de campeonatos da Europa ou estão numa fase final de um campeonato do Mundo, e eu vejo com bastante otimismo todos esses jovens que estão a aparecer nos diferentes escalões de formação, e que na minha opinião vão dar continuidade a estes últimos êxitos. Isto sim é Portugal, não o Portugal que tinha dificuldade em qualificar-se para uma fase final de um mundial ou de um europeu, mas um Portugal que tem de se assumir como favorito a ganhar».











