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ACD Sótão vence AD Nazaré 2022 por 13-0 e conquista a Supertaça de Futebol de Praia

Diogo Ribeiro · 1 min

ACD Sótão AD Nazaré 2022 Futebol de Praia
Foto: FPF

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Vitória clara do ACD Sotão na final da Supertaça de Futebol de Praia. Triunfo por 13-0 diante da AD Nazaré 2022.

O ACD Sotão é o vencedor da Supertaça de Futebol de Praia. Na final, a equipa orientada por Edi Milhazes dominou e venceu de forma declarada a AD Nazaré 2022 por 13-0.

Eis o caminho dos golos:

  • 1-0, Tiago Légua
  • 2-0, Vítor Pombinha
  • 3-0, Rúben Brilhante
  • 4-0, Duarte Vivo
  • 5-0, Bernardo Lopes
  • 6-0, Tiago Légua
  • 7-0, Alexandre Lança
  • 8-0, Alexandre Lança
  • 9-0, Duarte Vivo
  • 10-0, Bruno Pola
  • 11-0, Tiago Batalha
  • 12-0, Bernardo Lopes
  • 13-0, Rúben Brilhante

Esta é a primeira vitória da história do ACD Sotão na Supertaça de Futebol de Praia que está na sua quinta edição. Lê mais sobre futebol de praia AQUI.

Diogo Ribeiro

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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